“Vencer a si mesmo, vencer a si mesmo”; há anos repito para mim essas palavras. São como uma espécie de “mantra”, embora eu jamais as tenha considerado como tal.

“Vencer a si mesmo” é uma expressão lugar-comum, talvez até banal; mas, devo dizer-lhe agora, descobri coisas reveladoras sobre ela e quero, de maneira muito sincera e simples, compartilhar essa descoberta com você.

Talvez não haja mesmo “nada de novo sob o sol” nas palavras que escreverei, mas nelas podem haver, penso, uma outra perspectiva, seguramente não percebida por muitos.

Desejo lhe falar, rapidamente e sem muitos rodeios, sobre alguns pontos:

  • Por que você falha ao tentar vencer a si mesmo
  • O minuto heróico: o que é e por que precisa ser “implementado” na sua vida
  • Como vencer a si mesmo no trabalho

A partir do entendimento desses 3 simples pontos você será capaz de entender “o quadro maior que estou tentando pintar”.

Tubos de tinta para pinturas artísticas.

Por que você falha ao tentar vencer a si mesmo

Sempre dirigimos nossa luta à obstáculos extraordinários; sempre queremos lutar estrondosamente, “com clamores de trombetas e tremular de estandartes”. Puro orgulho.

Eis o motivo do nosso fracasso ao tentarmos praticar esse “vencer a si mesmo”: não temos apetite para lutar batalhas pequenas, simples, ordinárias. Queremos sempre o espetáculo.

Vencer a si mesmo significa – antes de querer lutar qualquer dessas “batalhas épicas” com as quais sonhamos – vencer-se nas coisas pequenas, naquelas mesmas coisas de todos os dias:

  • A hora exata de acordar
  • A gratidão que combate aquela avidez desmedida de querer, querer e querer
  • O alimento adequado a ser consumido em cada refeição
  • O trabalho a ser feito

Cumprir essas e outras pequenas responsabilidades de todos os dias já fará uma imensa parte do trabalho necessário para que você conquiste aquilo que deseja.

Acorda na hora exata, agradece o que já tens, trabalha com zelo e dedicação e então vê o que acontece. Não é preciso lutar com espetáculo para conquistar o que queremos.

O minuto heróico

Segunda-feira, 05h30, o meu despertador toca. Os próximos 60 segundos, até às 05h31, constituem o chamado minuto heróico. E esse minuto vulgar, igual a todos os outros, é a primeira oportunidade que eu tenho, todos os dias, para vencer a mim mesmo.

Abro os olhos, aguardo alguns segundos e… fora! Estou de pé! Acabo de conquistar a primeira vitória do meu dia, acabo de começar a ganhar o dia pelo princípio, a ganhar o dia já desde o primeiro minuto. Sou o conquistador!

É claro que nem todas as manhãs vivo esse momento de glória em meu quarto, mas continuo lutando esse combate nada épico todos os dias.

Luta, perde, luta, ganha, luta, perde… É assim que é; e pouco ou nada adianta desejar que seja de outra forma. Começa de novo e de novo. Sempre. André Valongueiro

O minuto heróico é a hora exata de levantar, de encerrar o descanso; é a primeiro pequena batalha de cada dia. Vencer essa batalha fortalece a nossa vontade e nos dá ânimo para vencer as seguintes.

Desafio você a vencer essa batalha amanhã pela manhã!

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Vencendo a si mesmo no trabalho

Escrever esse artigo é o meu trabalho. É um trabalho excelente e pelo qual agradeço todos os dias.

Eu realmente gosto do que faço e o faço com imensa alegria, pois através de artigos como esse eu tenho a oportunidade de ajudar algumas das milhares de pessoas que visitam o Mude.nu todos os meses. Tenho um trabalho útil e gratificante, tudo o que eu sempre quis.

Há um ano, quando decidi largar tudo para trabalhar no que amo, eu havia prometido para mim mesmo que seria mais produtivo do que jamais fui. E embora tenha vivido no último ano o período mais produtivo da minha vida, há ainda um problema que é terrivelmente incômodo para mim: a pretensão de ser perfeito nos mínimos detalhes.

Eu poderia escrever muitos outros artigos e ajudar um número ainda maior de pessoas se a minha ridícula pretensão de ser perfeito fosse um pouco menos vaidosa. Continuo lutando contra essa tendência diariamente: eis outra das pequenas batalhas de todos os dias. Talvez você também a esteja lutando.

Estátua de um cavaleiro militar em combate.

Ao lutar esse pequeno combate todos os dias – incansavelmente – descobri o que é realmente preciso para trabalhar bem e vencer a si mesmo no trabalho. Tentei resumir essa descoberta em um pequeno texto, que costumo ler com certa frequência e compartilhar com meus clientes e amigos:

Trabalhar bem consiste, antes de mais nada, em acabar cada tarefa esforçando-se para não deixar “pontas soltas”. Se queres levar o teu trabalho à um novo nível experimenta então trabalhar com boa vontade, mesmo nas tarefas mais indesejadas.

Acabando com boa vontade as tuas responsabilidades já serás bom trabalhador; o preciosismo e a pretensão de ser perfeito nos detalhes mínimos com frequência vão apenas atrapalhar o teu trabalhar bem: podem ficar de fora. André Valongueiro

É isso! Penso que não haja mais nada a dizer aqui.

À luta, hora de vencer a si mesmo!

Agora, meu caro leitor, é lutar o combate de todos os dias, o combate que tem início com o minuto heróico e termina com a hora adequada de deitar-se para lutar “batalhas de todos os dias” do dia seguinte.

E assim, dia após dia, aprendes a vencer a si mesmo: lutando nas coisas simples, sem grandes glórias, sem vaidades absurdas, sem pretensões de perfeição.

Vencer a si próprio é a maior das vitórias. Platão

Ânimo, à luta! Estamos aqui para ajudar. :-)

André Valongueiro

André Valongueiro é coach, educador e escritor. Vive a vida nos seus próprios termos, viajando o mundo enquanto trabalha 100% online. Aprendeu a arte de realizar sonhos com paz e sem ansiedade e quer ajudar você a fazer o mesmo. Visite o blog pessoal.

21 Comentários

  1. Obrigado pela recomendação, @Renata_Nobrega! :-)

    Responder
  2. Excelente texto André. Me identifiquei bastante com ele. Já havia percebido isso, mas nunca dei a devida importância. Tenho mudado muitos hábitos nas últimas semanas, mas meu ponto fraco continua sendo a procrastinação no trabalho. É algo que aos poucos estou conseguindo contornar também. Ler sobre isso em seu texto já ajuda bastante a manter as metas em perspectiva. Abraço.

    Responder
    • A procrastinação é realmente uma tremenda barreira, @Rodrigo_Rodrigues3. E a dinâmica da luta contra ela é o “luta, perde, luta, ganha, luta, perde”… E assim caminhamos. A única derrota definitiva seria o desistir.

      Boa sorte no bom combate! :-)

      Um abraço e obrigado pela participação!

      Responder
    • O problema da procrastinação é que o homem sempre está planejando ou idealizando o futuro, projetando a sua felicidade para o amanhã.

      Mas nós temos que entender que não é possível fazer nada amanhã. Só no AGORA é que podemos realizar alguma coisa. A vida não é ontem ou amanhã, mas sim a soma de momentos presentes.

      Responder
  3. O que eu precisava escutar li no seu artigo.
    Parabéns pela visão e por compartilhar.
    Abraço.

    Responder
    • Obrigado, @Clarindo_Saunders. Fico feliz que a mensagem tenha lhe sido útil.

      Um grande abraço e sucesso!

      Responder
  4. Gostei muito do artigo. Grata,

    Responder
    • Obrigado, @KatiaMara_Metzker! Não deixe de compartilhar com os seus amigos, essa mensagem pode ser útil para muitos deles.

      Sucesso!

      Responder
  5. Muito bom! Excelente texto!

    Responder
    • Obrigado, @Patty_BarrosPatty. Divulgue essa mensagem entre os seus amigos.

      Um abraço e sucesso!

      Responder
  6. Fantástico

    Responder
    • Valeu, @Mizael_OliveiraMartins!

      Um forte abraço!

      Responder
  7. André, primeiramente muito obrigado por seu texto inspirador e que provoca reflexões realmente significativas. Tenho as mesmas questões que você, exagero na exigência pessoal e tenho uma tendência a querer muito do mundo. É aquela coisa de achar que com esforço tudo se consegue, e quando achamos que podemos conseguir tudo, acabamos por querer cada vez mais (acho que isso é um vício por superação).
    Tenho algumas questões para te fazer:

    1- Como você se supera/vence no minuto heroico?
    Percebo que é o momento mais decisivo do dia. Para conseguir levantar no horário e construir o dia que eu quero para mim, geralmente coloco meu despertador longe da minha cama e, no caminho, o colchonete de meditação. Daí, ao pisar no colchonete, já relembro o compromisso que assumi comigo mesmo. Porém, algumas vezes sinto que não sou eu mesmo, que esse poder de decisão foge de mim. Não é sempre que o gatilho funciona. Como você faz? O que mais funciona para você?

    2- Sou muito criativo e empolgado, e muitas vezes quero fazer demais. Como ligar lidar com as” pontas soltas” ao mesmo tempo que se quer expandir?
    Quero também agradecer mais por tudo que já conquistei, talvez seja um bom campinho para diminuir a quantidade de novos projetos – sentir gratidão e ter pequenos momentos de satisfação completa. Mesmo chegando num propósito de vida bem decidido/firme, podemos não saber como calibrar o tempo de alcance – criando tarefas intermediárias muitas vezes conectadas mas não essenciais. O que sente sobre isso?

    Responder
    • @brunomdavid, seguem as respostas:

      1 – Como você se supera/vence no minuto heroico?

      Eu abro os olhos, respiro fundo e… Fora! Quando não fico de pé imediatamente, procuro pelo menos sentar na minha cama. Não uso nenhum método “esquisito” para isso, a coisa acontece na “força bruta” mesmo.

      2 – Sou muito criativo e empolgado, e muitas vezes quero fazer demais. Como ligar lidar com as” pontas soltas” ao mesmo tempo que se quer expandir?

      Essa pergunta vou te responder com um pequeno texto meu que publiquei em minha FanPage no Facebook dias atrás:

      “Trabalhar bem consiste, antes de mais nada, em acabar cada tarefa esforçando-se para não deixar “pontas soltas”. Se queres levar o teu trabalho à um novo nível experimenta então trabalhar com boa vontade, mesmo nas tarefas mais indesejadas.

      Acabando com boa vontade as tuas responsabilidades já serás bom trabalhador; o preciosismo e a pretensão de ser perfeito nos detalhes mínimos com frequência vão apenas atrapalhar o teu trabalhar bem: podem ficar de fora.”

      Também não há muita “técnica” para lidar bem com o trabalho. Aprendi que o preciosismo e a pretensão de ser perfeito são dois dos maiores vilões do homem que deseja ser realmente produtivo. Um trabalho bem acabado é suficiente. Não devemos entregar trabalhos “marretados”, mas não precisamos do preciosismo que nos atrasa.

      Um grande abraço, Bruno. E obrigado pela participação! :-)

      Responder
  8. Muito bom!!!

    Realmente, precisamos dar mais crédito aos detalhes do dia a dia, as pequenas lutas diárias que vencemos ouuuuu…. deixamos de vencer…

    Amei.

    Valei André, Deus abençoe seu trabalho!!! :)

    Responder
    • Obrigado, @Sindy_Santos!

      Fico feliz que o artigo tenha “aberto os seus olhos” para essa nova perspectiva a respeito do significado do vencer a si mesmo.

      Um abraço e sucesso! :-)

      Responder
  9. André, gostei muito do artigo, como sempre suas palavras são enriquecedoras!
    Mas, confesso, achei um pouco extrema a expressão “vencer a si mesmo”. Não seria mais próximo do que se propõe no artigo o ideal do “amor próprio”? Amar-se, compreender-se e em suas complexidades e buscar lidar com estas, não de maneira a “vencer-se”, ou “vencê-las”, mas a compreender que somos seres muito complexos e que com base no amor que temos por nós mesmos, esse autoconhecimento poderoso, poderemos, talvez não cessar os conflitos, mas, sobretudo, aprender a lidar com eles.

    Responder
    • Olá, @Nara_GomesBorges. Obrigado pelas palavras, fico muito feliz que tenha gostado do artigo! :-)

      Eu, particularmente, não aprecio muito abordagens “lights” quando o assunto é o meu próprio desenvolvimento. Prefiro realmente pensar que preciso “vencer a mim mesmo”, que estou competindo para vencer as minhas próprias fraquezas e misérias (que nunca serão completamente vencidas). Prefiro abordagens mais agressivas. :-)

      Também não me agrada muito a idéia de ter esse “amor próprio” tão bem desenvolvido. De fato, prefiro pensar que, sendo desordenado como sou, não devo cultivar tal coisa por mim mesmo.

      Prefiro realmente me tratar de maneira mais rude. Não gosto da idéia de “passar a mão na minha própria cabeça” diante dos meus desvios de conduta. Acho que devo lutar para vencer a mim mesmo.

      Sucesso e obrigado pela participação! :-)

      Responder
  10. oi

    Responder
  11. André, muito inspiradoras suas palavras, confesso que estou diante de uma grande dificuldade… Estou me alimentando de Frases e palavras motivacionais para não dar o gosto ou a vitória para o maior adversário que é, a derrota!

    Responder

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