Há dias em que acordo no dia ideal.

Sem o auxílio do despertador abro os olhos pontualmente às 05h30. E quando isso acontece sempre esboço um sorriso, maravilhado com a precisão do meu relógio biológico.

Me levanto ou sento-me na cama quase imediatamente após acordar, pois desejo praticar o minuto heróico, a primeira oportunidade que eu tenho, todos os dias, para vencer a mim mesmo.

De pé ou sentado faço uma breve oração espontânea de gratidão e sigo para a cozinha para beber um generoso copo com água.

Lavo o rosto, troco de roupa, faço uma breve refeição e saio para o primeiro treino do dia, uma breve corrida de intensidade leve apenas para “acordar o corpo”.

Às 07h estou de volta.

Tomo um bom banho, um respeitável café da manhã (muitas vezes ao som de J.S. Bach, meu compositor favorito) e sigo para o meu quarto, onde irei trabalhar durante o período da manhã.

https://www.youtube.com/watch?v=MilnBl3VNfI

Abro o aplicativo com o qual gerencio minhas atividades e projetos e com facilidade escolho as tarefas mais importantes do dia, pois tudo está muito organizado nesse aplicativo.

Defino um timebox para a primeira tarefa, dou start no cronômetro e permaneço completamente focado nessa única atividade até a sua conclusão, sem me envolver com e-mails, redes sociais ou qualquer outra coisa.

Trabalha com ordem e com zelo. Define com clareza o que vais fazer naquele momento e, ao começar a fazê-lo, te desliga de todo o resto. E assim vais vencendo as etapas do teu trabalho: uma a uma, com paz e empenho zelosos. É bom – e faz bem – trabalhar assim. André Valongueiro

Na hora do almoço me alimento bem: frango, uma quantidade generosa de vegetais, arroz integral e feijão.

Tomo banho, troco de roupa, coloco o material de natação e de trabalho na mochila (a mesma mochila de sempre) e saio para o “segundo expediente”.

Chego ao café onde costumo trabalhar no horário da tarde, peço um café expresso e logo me envolvo novamente com as tarefas do dia.

O mesmo processo se repete: defino um timebox para a tarefa que tenho em mãos, dou start no cronômetro e permaneço focado na tarefa escolhida. Sem distrações.

Como é bom – gratificante! – quando dizes “agora vou trabalhar nisso” e, passado algum tempo, te deparas com a tarefa concluída. Nesse momento de satisfação é boa idéia parar um pouco e perguntar a si mesmo o que é preciso fazer para viver mais momentos como esse.

Descobrirás então, sem muita dificuldade, que não é preciso muito: firmeza na definição do trabalho a ser feito, desligamento total de outras atividades e aquela boa vontade que torna qualquer trabalho mais agradável, por mais duro que ele seja. André Valongueiro

Às 16h todo o trabalho que me comprometi a realizar naquele dia está concluído.

Pago a conta, caminho alguns metros até o clube e inicio o meu treino de natação, esse bem mais difícil do que o leve treino de corrida da manhã.

Termino o treino bastante cansado, pego um ônibus para casa, tomo um banho e janto.

O dia termina na minha cama, onde tomo um chá, leio um bom livro e espero o sono chegar.

Foram 2 treinos e um dia de trabalho altamente produtivo: estou cansado na medida certa para ter uma fabulosa noite de sono.

Boa noite!

Do dia ideal para o dia real

O dia ideal versus o dia real.

Há dias em que acordo no dia real.

Abro os olhos às 07h32 e imediatamente percebo que o treino da manhã está comprometido.

No Recife sair para treinar às 08h significa ser castigado pelo sol forte, o que causa um tremendo desgaste. Terei que dar um jeito de “jogar” esse treino para o horário da tarde (ou desistir dele).

Já que não terei que treinar pela manhã pego o celular e displicentemente começo a checar os meus e-mails e olhar cada um dos meus perfis em redes sociais.

Quando volto à realidade já são 08h15. O tempo está voando!

Vou até a cozinha, faço um sanduíche e o como ali mesmo, de pé. Mexo no celular enquanto me alimento. Faço tudo com displicência.

Vou para o meu quarto para começar a trabalhar, escolho sem muito cuidado a tarefa com a qual devo me envolver e começo a lutar contra a minha falta de foco e a minha má vontade para trabalhar.

Reclamo e fico cada vez mais irritado e impaciente. Minha capacidade de concentração vai para o espaço e logo estou navegando displicentemente (outra vez essa palavra) nas redes sociais, checando meus e-mails repetidas vezes e pulando de site em site sem nenhum propósito.

Não produzo nada significativo a manhã inteira. Me sinto péssimo, aborrecido com minha própria indisposição para buscar os meus sonhos. Isso é ridículo!

Na hora do almoço, para tentar compensar a frustração, me alimento de maneira desordenada: abro mão das verduras e abuso do refrigerante. Depois do almoço como muito mais chocolate do que deveria.

Estou fazendo tudo errado… E sei disso.

No horário da tarde decido ficar em casa, o que termina contribuindo para que o tédio me domine. Nada muda: falta de foco, irritação, impaciência e má vontade para o trabalho.

Às 15h estou de saco cheio e decido encerrar o frustrante dia de trabalho. Decido também não treinar hoje, pois estou realmente de saco cheio de tudo.

Desperdiço mais um pouco do meu tempo fazendo coisas sem propósito na internet. Quero apenas que o tempo passe, que o dia termine para que eu possa tentar ter um dia mais produtivo amanhã.

De noite outro sanduíche, dessa vez com refrigerante ou com outra bebida repleta de açúcar.

O dia termina exatamente como começou: estou deitado na minha cama e mexendo no meu celular. Nada de chá e livro hoje, estou de saco cheio.

Como o sono não chega com facilidade (não fiz nenhuma atividade física durante o dia e estou cheio de açúcar no sangue) termino indo dormir mais tarde do que deveria.

Que o dia de amanhã seja melhor!

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Qual dos dois é verdade?

O dia ideal versus o dia real.

Ambos, infelizmente.

É claro que o meu objetivo é ter cada vez mais “dias ideais” e cada vez menos “dias reais”, mas esse é um combate duro e nem sempre é possível vencê-lo.

Me alegra, no entanto, a percepção de que, há alguns anos, a minha vida era composta basicamente de “dias reais” e eu sequer me dava conta disso.

A minha vida era, toda ela, composta por “dias reais”.

Mas uma vez que aconteça a tomada de consciência de que os “dias reais” não são a melhor maneira de viver, passa a ser possível traçar um plano para mudar essa realidade.

E uma vez que tenhamos um plano tudo o que precisamos fazer é colocá-lo em prática tendo diante de nós uma certeza fundamental: nós vamos falhar.

Vamos falhar e vamos nos aborrecer com a nossa fraqueza e incapacidade de seguirmos o nosso plano.

Sabe aquele aborrecimento de si mesmo que experimentas com certa frequência por causa dos teus erros, descuidos e fraquezas? Aprende a gostar dele, a amá-lo: é também ele – e às vezes principalmente ele – que te leva adiante. André Valongueiro

A atitude mais inteligente a ser tomada, me parece, é aprender a conviver com esse estado de coisas e seguir aprendendo, pouco a pouco, através dos erros, como podemos viver uma vida com mais dias ideias.

É simples: quando fracassas tens apenas que reagir com aquela humildade que te permite começar e recomeçar quantas vezes for necessário. É simples. André Valongueiro

Um grande abraço. Torço para que você viva cada vez mais dias ideais!

André Valongueiro

André Valongueiro é coach, educador e escritor. Vive a vida nos seus próprios termos, viajando o mundo enquanto trabalha 100% online. Aprendeu a arte de realizar sonhos com paz e sem ansiedade e quer ajudar você a fazer o mesmo. Visite o blog pessoal.

9 Comentários

  1. Olá André.

    Antes de mais nada, parabenizo a você e toda equipe não somente pelo site, mas pelo ótimo conteúdo.
    André, tenho duas perguntas.
    A primeira é, se você na maioria das vezes levanta as 5h30, que horas costuma dormir? Você consegue se impor essa rotina tendo uma dieta equilibrada?
    Outra coisa diz respeito ao banho gelado. Li em outros sites adeptos desse hábito, destacando os benefícios que esse hábito proporciona. Bom, eu tentei várias vezes e infelizmente acabava sendo acometido por uma bela duma gripe. Gostaria de saber sua opinião a respeito.

    Abs!
    Cláudio

    Responder
    • Olá, @ClaudioYoshio_Niigaki. Tudo bem por aí?

      Muito obrigado pelas palavras, fico feliz que o Mude.nu esteja fazendo a diferença na sua vida de alguma forma.

      Eu tenho um acordo comigo mesmo: sempre procuro deitar, no máximo, às 21h30, mesmo que eu não esteja com sono ainda. Esse é o horário limite para eu sair do computador e encerrar o trabalho do dia. Deito, tomo um chá, leio um pouco e logo o sono chega.

      Mas na maioria da vezes eu já estou bem preparado para dormir nesse horário, pois sou muito ativo fisicamente. Nos dias em que, por exemplo, corro pela manhã e faço natação no horário da tarde eu já estou morto de cansado às 21h ou 21h30 e aí dormir é tarefa fácil. Em geral não costumo ter problemas com isso.

      Sobre o banho gelado o ponto é muito simples: banho gelado (ou frio) sempre, banho quente nunca. Só tomo banho quente em locais cuja temperatura não me permite tomar banho gelado ou frio. Há um sem número de benefícios ao se tomar banhos gelados.

      Espero ter iluminado um pouco suas dúvidas. Qualquer novo questionamento é só voltar a comentar, OK?

      Um abraço!

      Responder
  2. Oi André!
    Achei ótimo os textos sobre o dia “real” e o “ideal” e vou te confessar que eu perambulo bem mais pelo dia “real”, nossa, isso tem sido bem complicado para eu resolver. Parece que entrei num ciclo de vícios ruins intermináveis, começando pela falta de disposição ao acordar, e olha que não foi por falta de planejamento não. Falar é fácil não é mesmo? Acordar de manhã disposta é que tem sido difícil…kkk
    Enfim, vamos ver no que vai resultar essa nova empreitada.
    Agradeço pelas dicas e seja o que Deus quiser!!!!!!!!

    Responder
  3. Boa noite André,
    iniciei a minha participação a poucos instantes e tenho a sensação, de que irei me beneficiar e muito com o mude.nu . Só tenho a agradecer pela oportunidade, porque de tudo que visualizei e depois de algumas leituras, estou sentindo um forte e imenso desejo de mudança de hábitos visando o dia ideal, porque do dia real não dá mais. Até mais e obrigado.

    Responder
    • Seja bem-vindo, Edmar. Bom saber que está gostando do que está encontrando aqui no Mude.nu.

      Torço para que dias ideias sejam cada vez mais comuns na sua vida. Conte conosco para isso!

      Um grande abraço e obrigado pela participação!

      Responder
  4. Olá André. Excelente texto!!
    Um depoimento, estou com uma doença gerada por excesso de stress por ter tido muitos dias reais acredita nisso? Fui Obrigada a pisar no freio, tirar uma licença para poder seguir em frente após 90 dias de tratamento. Adorei como relatou tudo. Forte abraço e agradeço pelo trabalho no blog.

    Responder
    • Bom dia, Vivian. Obrigado!

      Sim, eu acredito que você esteja tendo problemas de saúde por conta do excesso de estresse. Infelizmente isso está se tornando mais e mais comum.

      Torço para que se recupere logo e para que adquira o entendimento pleno de cada há uma justa medida para todas as coisas em nossas vidas. Entender e praticar isso melhora dramaticamente as coisas para nós.

      Um abraço e boa sorte! ;-)

      Responder
      • Obrigada André! Estou me cuidando =)
        Excelente semana para você, com dias ideias!!

      • Uma boa semana, Vivian! :-)

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