Milhões de pessoas em todo o mundo, assim como você, sofrem todo dia por não conseguir ter uma boa capacidade de memorização.

A boa memorização vai muito além de saber a resposta de uma prova, a senha de um aplicativo ou o nome de uma pessoa.

Ela é uma ferramenta de formação do caráter, aprimoramento das virtudes e desenvolvimento pessoal: dependemos da memória para mudar comportamentos, reformar hábitos e agir bem.

E se eu te dissesse que existe uma maneira de melhorar a sua memória? E se eu revelasse um método de memorização utilizado por grandes pensadores da humanidade?

Caso esse tema lhe interesse, siga comigo neste artigo épico. Aqui está o que veremos nele:

  • Quais são os 4 tipos de leituras, segundo A.D. Sertillanges
  • Por que é tão difícil memorizar o que lemos e aprendemos?
  • Os 2 tipos de memorização e seus objetivos específicos
  • A memorização de princípios e regras de vida
  • O método de Santo Tomás de Aquino para melhorar sua memorização em 4 passos
  • Memorizando um novo princípio e regra de vida: um exemplo prático

Para começar, antes mesmo de falar sobre memorização, estudemos um pouco sobre os diferentes tipos de leituras.

Os 4 tipos de leitura, por A.D. Sertillanges

O clássico livro A Vida Intelectual, redigido originalmente em 1920 pelo padre, filósofo e teólogo francês A.D. Sertillanges (Clermont-Ferrand, 1863 — Sallanches, 1948), descreve 4 tipos principais de leitura:

  1. Leituras Fundamentais. A leitura para nossa formação, para sermos alguém.
  2. Leituras Ocasionais. A leitura em vista de uma tarefa ou para obtenção de uma informação, como quando lemos os resultados de uma pesquisa no Google.
  3. Leituras de Treinamento. A leitura como treinamento para o trabalho ou para aquisição de uma nova habilidade.
  4. Leituras Relaxantes. A leitura para distração e entretenimento.

Todos esses tipos de leitura podem ser proveitosos, mas dois deles são especialmente importantes para o leitor do Mude.nu: as leituras fundamentais e as leituras de treinamento.

O leitor do Mude.nu – você! – está interessado principalmente em tornar-se uma pessoa melhor e em preparar-se para enfrentar os vários desafios do site e da vida, daí a maior importância desses dois tipos de leitura.

Mas apenas ler não é suficiente, é preciso ser capaz de reter na memória o que lemos. Por isso a memorização será o tema principal deste artigo.

Por que é tão difícil memorizar o que lemos e aprendemos?

Todos nós gostaríamos que os conhecimentos adquiridos nas leituras estivessem sempre disponíveis quando precisássemos deles. Mas nem sempre eles estão, não é mesmo?

Por que é tão difícil reter e memorizar aquilo que lemos? Vamos investigar.

Em primeiro lugar vamos entender uma sequência que define a nossa capacidade de memorização:

  1. A memória é fruto da atenção;
  2. A atenção é fruto do interesse;
  3. O interesse é fruto da necessidade.

Mas que necessidade? Talvez a necessidade de vencer uma dor; ou a necessidade de superar um obstáculo; ou a necessidade de conquistar um bem desejado. Temos muitas necessidades diferentes.

Seja como for, aí está a primeira razão para a nossa dificuldade de memorizar: a falta de interesse genuíno naquilo que estamos tentando reter na memória.

Essa é a razão pela qual, por exemplo, esquecemos grande parte dos conhecimentos que, à época do ensino fundamental ou médio, tínhamos de maneira tão clara na mente.

Se o nosso interesse por algo é apenas circunstancial – apenas para passar numa prova, por exemplo –, o conhecimento retido na memória tenderá a ser esquecido tão logo nosso objetivo tenha sido alcançado.

Por outro lado, se o nosso interesse por algo está ligado à uma necessidade mais profunda, a memorização será mais fácil e talvez até aconteça sem nos darmos conta dela.

Mas e se quisermos deliberadamente reter algo na memória? Como memorizar? Há um procedimento que podemos seguir?

Vamos aprender o método de um grande mestre em breve, mas antes vamos conversar um pouco sobre os diferentes tipos de memorização.

Os 2 tipos de memorização

Podemos falar em dois tipos básicos de memorização, cada um deles usado para objetivos específicos:

  1. A memorização de símbolos e formas
  2. A memorização de princípios e regras

O primeiro tipo é o mais comum, é aquela memorização que todos nós conhecemos e cujo objetivo é reter na memória um símbolo verbal que é uma cópia exata daquilo que vimos num livro ou que aprendemos com alguém.

Pense na memorização de uma fórmula matemática ou de uma frase ou pequeno texto que memorizamos com o intuito de usar numa prova ou teste. Precisamos memorizá-los exatamente da maneira como são.

O segundo tipo é o que mais nos interessa aqui. É a memorização cujo objetivo não é reter um símbolo verbal com exatidão, mas memorizar um princípio que nos parece importante e que desejamos integrar à estrutura da nossa personalidade.

Nesse caso a memorização exata do símbolo verbal é menos importante: o que desejamos é reter na memória sua idéia central para que possamos usá-la como elemento orientador da nossa conduta.

Vejamos juntos um exemplo deste segundo tipo de memorização.

A memorização de princípios e regras de vida

Leia o trecho abaixo, escrito no meu livro 55 Meditações e Broncas, que você pode baixar gratuitamente aqui:

Primeiro acalmar-se, depois buscar a ordem e só então começar a agir. Com angústia, impaciência e ansiedade não se trabalha nem se vive bem. Procura o teu centro e só depois de estar nele começa a fazer o que precisa ser feito. Toda inquietação perturba nossa razão e nos impede de fazer bem aquilo mesmo que nos inquieta.

Vamos supor que ao ler esse trecho você o considere importante e queira mantê-lo na memória para que sirva como uma regra a ser seguida nos momentos de estresse.

Nesse caso a memorização do trecho com exatidão não é realmente importante. O nosso conhecimento dele não será testado numa prova ou por alguém.

O que queremos é absorver a idéia central de que devemos sempre “procurar o nosso centro” antes agir diante de uma situação de estresse, pois “com angústia, impaciência e ansiedade não se trabalha nem se vive bem”.

A integração deste princípio ao nosso jeito de ser e de agir – “à estrutura da nossa personalidade”, como dito acima – acontecerá apenas mediante a meditação e ruminação frequente, tema que trataremos mais adiante neste artigo.

Vamos entrar agora no método de memorização que irá nos ajudar a reter o que precisamos para o nosso desenvolvimento pessoal e para enfrentar com mais capacidade os muitos e variados desafios da vida.

Depois da explicação teórica do método, voltaremos ao exemplo acima para mostrar como podemos memorizá-lo usando o que aprendemos. Você vai se surpreender com a elegância e eficiência deste método.

Como memorizar, o método de Santo Tomás de Aquino

Antes de estudarmos o método de memorização que vamos aprender é importante deixar claro que esse não é um método voltado para concursos públicos, vestibulares e provas em geral.

O objetivo deste artigo é oferecer informações práticas e úteis para os interessados na atividade intelectual como ferramenta de formação do caráter, aprimoramento das virtudes e desenvolvimento pessoal.

Dito isso, vamos aprender agora o método de memorização ensinado por Santo Tomás de Aquino (Roccasecca, 1225 — Fossanova, 1274) em seu Comentário sobre “A memória e a reminiscência” de Aristóteles.

Santo Tomás propõe quatro passos, que vamos listar abaixo e explorar em seguida:

  1. Ordenar o que queremos memorizar;
  2. Aplicar profundamente a atenção àquilo que queremos memorizar;
  3. Sobre isso meditar frequentemente;
  4. Quando quisermos relembrar o que memorizamos, iniciar o processo buscando na memória um dos pensamentos da cadeia de dependências entre as idéias e todo o restante virá naturalmente.

Talvez você esteja achando complicado, certo? Mas não é. Vamos explorar com calma cada uma dessas etapas.

1. Ordenar o que queremos memorizar

Ordenar o que queremos memorizar é necessário tanto para a memorização de símbolos quanto para a memorização de princípios.

É muito difícil gravar em nós elementos avulsos e sem conexões e relações com outros elementos. Eles se perdem facilmente.

Uma série ou encadeamento de informações, pelo contrário, forma um todo que é geralmente mais interessante do que uma informação avulsa e cujo agrupamento natural ou lógico torna a memorização mais simples.

Se penso, por exemplo, no número 320204360902 e tento memorizá-lo como um simples número, ele se perderá facilmente depois de algum tempo.

Se, por outro lado, me concentro em memorizar esse número como uma série que descreve fatos reais da minha vida a memorização se torna muito mais simples:

  1. O número do edifício onde passei minha infância: 320
  2. O número do apartamento onde morei neste edifício: 204
  3. O número do edifício onde vivo atualmente: 360
  4. O número do apartamento onde vivo atualmente: 902

Percebe como é bem mais fácil memorizar um conjunto aderente e relacionado de idéias do que um elemento avulso? Por isso, evite tentar memorizar informações totalmente separadas umas das outras: relacione-as.

“A verdadeira inteligência nunca se fixa senão nas relações”, disse Louis Lavelle.

Crie uma cadeia com os elementos a serem memorizados, associe-a com acontecimentos reais ou fatos da sua vida social e tudo se tornará mais fácil. A união faz a força.

2. Aplicar profundamente a atenção àquilo que queremos memorizar

Já dissemos que a memória é fruto da atenção, certo?

É inútil tentar memorizar sem a aplicação da atenção, e quanto mais fervorosa for a atenção mais profundas serão as gravações dos símbolos e princípios em nós.

Por isso, se queremos reter na memória o que lemos ou ouvimos precisamos estar completamente concentrados e presentes.

Sobre isso não há muito a ser dito, pois é fácil perceber o papel fundamental da atenção no processo de memorização.

Se o tema da atenção, da concentração e do “viver no momento presente” é do seu interesse, não deixe de ler o artigo A Atenção como “remédio” para a tristeza, o tédio e a depressão. Há muitas reflexões úteis nele.

3. Sobre isso meditar frequentemente

A primeira coisa a ser dita sobre esse meditar necessário à memorização é que não estamos falando daquela meditação que é própria das culturas do Oriente, especialmente o Budismo e o Hinduísmo. Sobre essa espécie de meditação publicamos recentemente esse maravilhoso artigo.

Aqui estamos falando da meditação que é própria da vida intelectual, que é também conhecida como ruminação e que é usada há milênios por filósofos e sábios de todas as culturas e épocas.

Essa meditação (ou ruminação) é a atividade de colocar diante de nós mesmos, mentalmente, o símbolo ou o princípio que desejamos absorver e contemplá-lo com o máximo de liberdade, interesse e amor.

“A vida apaga os rastros da vida”, disse A.D. Sertillanges, e por isso é necessário “revigorar constantemente nossos pensamentos úteis e ruminar os fatos que queremos manter à vista”.

Quanto mais meditamos sobre um princípio ou regra que desejamos seguir, mais profundamente ele se enraíza em nós e mais nosso se torna.

Esse é o grande segredo para mudar nossos comportamentos, hábitos, crenças e modelos de pensamento.

O filósofo brasileiro Mário Ferreira dos Santos (Tietê, 1907 — São Paulo, 1968) escreveu em seu livro Curso de Integração Pessoal uma série de 20 regras importantes sobre esse tipo de meditação.

Vejamos algumas delas.

10 regras importantes sobre a meditação, por Mário Ferreira dos Santos

Essas 10 pequenas regras ajudarão você a entender a dinâmica da prática da meditação ou ruminação.

Elas são suficientes para orientar o seu início nessa disciplina espiritual que é cultivada há milênios por alguns dos maiores gênios da humanidade. Leia cada uma delas com grande atenção e calma:

  1. Na meditação, nenhuma tensão é necessária. Ao contrário, é até prejudicial.
  2. Ao iniciar a meditação, que deve ser feita em lugar reservado e ausente de estranhos, pensar primeiramente que se está só, entregue ao seu próprio bem, que, por sua vez, está imerso no Bem Supremo. Esse o cerca, esse o sustenta, e esse o amparará.
  3. Se a meditação for sobre uma única idéia, colocar sobre ela a máxima tensão psíquica (atenção). Se for através de idealizações (por encadeamento de idéias), não se preocupar se pensamentos errantes e estranhos a perturbarem.
  4. Se se manifestarem dificuldades muito grandes para nos fixarmos sobre vários pensamentos, a solução é pensar em poucos, e sobre esses fazer a meditação.
  5. Procurar estar sempre alegre; um leve sorriso deve pairar no rosto. Não abrigar qualquer sentimento de hostilidade. Viver um momento de pleno amor.
  6. Permanecer em silêncio, e se discorremos, os pensamentos devem ser pronunciados apenas intimamente.
  7. Os pensamentos errantes ou perturbadores devem ser recebidos com tranquilidade e calma, e sobretudo com paciência. Eles acabarão por não mais surgir, e obter-se-ão a paz interior e a força mental desejada.
  8. Nunca abandonar a prática da meditação, embora pareça difícil a princípio. Deve-se sempre fazê-la, porque só ela nos dará a solidez da tensão psíquica e sua força interior e mental. Ela contribui para a formação, não só de um espírito forte, mas também de um corpo são.
  9. Lembremo-nos que a dor aumenta segundo a atenção que a ela lhe dermos. Também os pensamentos errantes ou contrários aumentarão de força, quanto mais atenção lhes dermos.
  10. Lembremo-nos que o mental é a maior força que existe. Confiemos no seu poder, e trabalhemos para desenvolvê-lo, sempre com confiança nas meditações que fizermos.

4. Relembrar o que memorizamos

Depois de ordenar o que queremos lembrar, aplicar nossa atenção àquilo e meditar frequentemente sobre ele, queremos aprender agora como relembrar o que memorizamos.

A.D. Sertillanges escreve assim:

Tratando-se de recobrar a lembrança […] o conselho é apoiar-nos mais uma vez sobre este fato das dependência mútuas entre os pensamentos, entre as impressões, que serviu de base à constituição da memória.

Tudo se encadeia, em maior ou menor grau, no cérebro, mesmo que não tenhamos construído esse encadeamento deliberadamente.

Se o construímos através do processo de ordenação sugerido no primeiro passo deste método, então tudo o que temos que fazer é recorrer à lembrança das relações de dependência que estabelecemos.

Não devemos tentar relembrar ao acaso o que memorizamos organizadamente. Isso seria perda de tempo e esforço desnecessário.

Devemos, em vez disso, proceder logicamente, buscando relembrar um dos elementos da ordem que estabelecemos durante o processo de memorização e, a partir dele, trazer da memória os elementos seguintes.

É o que Santo Tomás de Aquino chama de “puxar a corrente”. Trata-se de buscar primeiro um dos elos da corrente – aquele que parece ser o mais próximo e dependente do elo que estamos procurando – e depois puxa-se o resto, fazendo com que toda a sequência nos apareça novamente.

Esse método é fascinante!

Que tal vermos um exemplo real com a memorização de um princípio útil? Vejamos.

Memorizando um novo princípio e regra de vida

Vamos retornar ao trecho escrito em meu livro 55 Meditações e Broncas que usamos no início do artigo:

Primeiro acalmar-se, depois buscar a ordem e só então começar a agir. Com angústia, impaciência e ansiedade não se trabalha nem se vive bem. Procura o teu centro e só depois de estar nele começa a fazer o que precisa ser feito. Toda inquietação perturba nossa razão e nos impede de fazer bem aquilo mesmo que nos inquieta.

O que faremos agora é memorizar esse princípio para que possamos lembrar dele sempre que estejamos passando por alguma situação de inquietação ou estresse.

Seguindo o método de memorização que acabamos de estudar, poderíamos proceder assim:

1. Ordenando o que quero memorizar

Diante de uma situação de estresse, devo lembrar que 1) “com angústia, impaciência e ansiedade não se trabalha nem se vive bem”; que 2) essa inquietação “perturba a minha razão e me impede de fazer bem aquilo mesmo que me inquieta”; e que, por isso, devo 3) primeiro me acalmar, depois “procurar o meu centro” (através de um breve exercício respiratório, por exemplo) e só então começar a agir.

Em tempo: para sugestões práticas de como acalmar-se e acabar com a ansiedade leia o artigo Como controlar a ansiedade em 7 passos práticos.

2. Aplicando profundamente a atenção

Aqui não há muito a ser dito: trata-se de martelar a sequência acima palavra por palavra, muitas vezes, com máxima concentração. Leia primeiro silenciosamente, depois murmurando baixinho e depois, se possível, em voz alta.

3. Meditando frequentemente sobre isso

Procurar preferencialmente um lugar reservado e silencioso, relaxar, colocar um leve sorriso no rosto e, gentil e lentamente, ir trazendo e colocando a sequência diante de nós, pensando sobre ela muito calmamente, sem forçar o pensamento, contemplando-a como quem contempla uma bela paisagem. Fazer isso com frequência, se possível estabelecendo um horário fixo para as meditações.

4. Relembrando o que memorizei

Que parte da sequência posso lembrar para “puxar a corrente” e trazer novamente toda a cadeia lógica que eu mesmo ordenei? Posso, talvez, me fazer uma pergunta simples: “Estou estressado e inquieto, como devo proceder agora?”.

Se apliquei profundamente minha atenção à leitura ou expressão oral da sequência e se meditei frequentemente sobre ela, lembrarei inevitavelmente do que devo fazer diante da situação de estresse na qual me encontro e direi:

“Não posso agir bem se não me acalmar antes de entrar em ação, por isso devo agora procurar o meu centro e só depois de estar nele começar a agir”.

E assim poderíamos facilmente integrar essa importante regra prática de vida ao nosso “repertório de princípios para viver bem”.

Recapitulando: o método de memorização dos sábios e filósofos

Fizemos uma longa jornada até aqui. Vamos fazer uma breve recapitulação do que vimos.

Depois de falarmos sobre 4 tipos de leituras definidos por A.D. Sertillanges, apresentamos a sequência que define a nossa capacidade de memorizar:

  1. A memória é fruto da atenção;
  2. A atenção é fruto do interesse;
  3. O interesse é fruto da necessidade.

Em seguida falamos sobre os 2 tipos básicos de memorização:

  1. A memorização de símbolos e formas
  2. A memorização de princípios e regras

Destacamos entre os tipos acima a importância da memorização de princípios e regras para os fins ligados à mudança de vida e desenvolvimento pessoal.

Se queremos mudar nosso comportamento, nossa mentalidade e nossas ações é na memorização de novos princípios e regras de vida que devemos nos concentrar.

Recapitulando as 4 etapas de Santo Tomás de Aquino

Depois entramos no brilhante método de memorização proposto por Santo Tomás de Aquino, composto pelas 4 etapas seguintes:

  1. Ordenar o que queremos memorizar;
  2. Aplicar profundamente a atenção àquilo que queremos memorizar;
  3. Sobre isso meditar frequentemente;
  4. Quando quisermos relembrar o que memorizamos, iniciar o processo buscando na memória um dos pensamentos da cadeia de dependências entre as idéias e todo o restante virá naturalmente.

Exploramos meticulosamente cada uma das etapas acima e, no final, vimos um exemplo real de procedimento para memorização usando uma das meditação do livro 55 Meditações e Broncas.

Esse foi uma artigo bem diferente daqueles que costumamos publicar aqui no Mude.nu, por isso sua opinião sobre ele é especialmente importante. Comente abaixo e nos diga o que achou.

A prática desse método de memorização mudou minha vida de forma significativa nos últimos 3 ou 4 anos.

Tenho praticado-o com regularidade e visto grandes benefícios: me tornei mais sereno, contemplativo e muitos dos meus comportamentos e atitudes mudaram para melhor.

Eu realmente recomendo que você invista tempo na prática deste método, especialmente na meditação frequente dos princípios e regras que você deseja seguir para viver melhor.

Um grande abraço e até o próximo artigo!

André Valongueiro

André Valongueiro é coach, educador e escritor. Vive a vida nos seus próprios termos, viajando o mundo enquanto trabalha 100% online. Aprendeu a arte de realizar sonhos com paz e sem ansiedade e quer ajudar você a fazer o mesmo. Visite o blog pessoal.

Walmar Andrade

Walmar Andrade é bacharel em Comunicação Social, com extensão em jornalismo on-line (UFPE), MBA em Planejamento, Gestão e Marketing Digital (FECAP-SP) e Master en Comunicación Empresarial (INSA-Barcelona). Escreve sobre comunicação e marketing digital no blog Fator W.

22 Comentários

  1. E aí, o que achou deste artigo? Compartilhe conosco suas opiniões e dúvidas. Respondemos todos os comentários. Um abraço!

    Responder
  2. Excelente artigo! Obrigada por compartilhar tão rico conhecimento.

    Responder
    • Obrigado, Teane. Espero que esse método de memorização ajude você na busca por seus objetivos. Sucesso e continue conosco, temos muitas novidades pela frente!

      Responder
  3. Excelente artigo, como sempre com bases bastante fortes. Gosto muito da abordagem dos conteúdos de vocês do Mude.nu, principalmente com relação à filosofia. Parabéns!

    Responder
    • Fala, Cláudio! Obrigado, fico muito feliz que tenha gostado. De um tempo pra cá tomamos a decisão de escrever não somente sobre nossas experiências pessoais, mas de trazer também muitas idéias que o tempo nos fez esquecer, bem como as novas descobertas da ciência moderna. Esse método de memorização em especial foi ensinado no século XIII, mas continua sendo tão útil hoje quanto foi naquela época. Um abraço e obrigado pelo feedback, isso nos ajuda muito!

      Responder
  4. André

    Grato pelo seu trabalho e neste artigo me da um norte para minha necessidade de hoje.

    Vou resirar, me acalmar!!

    Preciso começar e este artigo foi muito salutar a meu momento.

    Abraços

    Fatima Lucena

    Responder
    • Obrigado, Fatima. Esse método pode fazer muito por você. Estude com calma, pratique e você obterá resultados. Aí é só ir melhorando. Sempre com paciência.

      Um abraço e sucesso!

      Responder
  5. André, seus artigos estão cada vez melhores. Obrigada por disponibilizar conteúdo tão rico.

    Gratidão

    Karoline

    Responder
    • Obrigado, Karoline. Fico feliz que tenha gostado. Torço para que coloque o que aprendeu em prática e que esse aprendizado ajude você a buscar o que deseja. Sempre com calma e paciência.

      Tudo de bom pra você!

      Responder
  6. Muito bom, ótima reflexão., e método coerente. Já faço algo parecido, mas agora tenho as coordenadas. Obrigada.

    Responder
    • Oi, Marli. Esse é um método mais ou menos intuitivo. S. Tomás de Aquino, como bom estudioso de Aristóteles, sempre parte da nossa experiência real para elaborar seus métodos e formulações teológicas e filosóficas. A “ordem natural das coisas” é sempre uma grande preocupação de S. Tomás. Sucesso!

      Responder
  7. ADOREI O ARTIGO, NAO SÓ ESSE MAS TAMBEM OS OUTROS, ELES NOS DAO UM CERTO ANIMO. OBRIGADA

    Responder
    • Obrigado, Iris. Continue nos acompanhando, estamos sempre publicando novos artigos importantes. Tudo de bom pra você!

      Responder
  8. Ótimo artigo assim como tudo que é publicado aqui, adorei a dica e vou coloca-la em pratica, pois tenho muita dificuldade em memorizar informações, vai me ajudar muito nos estudo do Inglês.

    Um grande Abraço.

    Responder
    • Obrigado, Tatiane! Sem dúvida esse método pode ser útil para memorizações no estudo do Inglês. Boa sorte e sucesso!

      Responder
  9. Muito bom André! Abçs Brauly

    Responder
    • Obrigado, Brauly. Um abraço e sucesso!

      Responder
  10. Uma prova de que para se chegar em algo/lugar, além de se saber o que ou onde, podemos perceber claramente que a tabelinha Meditação (Budáica e/ou não + Disciplina). Gratidão por comparfilhar seu aprendizado conosco, André!

    Responder
    • Eu tenho dito isso com frequência para os meus clientes e alunos, Moises. A meditação e contemplação de certos princípios e regras importantes é absolutamente fundamental para promover as mudanças que desejamos, especialmente aquelas ligada ao comportamento, aos hábitos e aos pensamentos. Apenas desejar vagamente essas mudanças não é suficiente, é preciso voltar à esses princípios regularmente e meditar sobre eles com muita seriedade. Só dessa forma eles vão, pouco a pouco, se incorporando em nós, até que se tornam efetivamente parte do nosso jeito de ser, pensar e agir.

      Responder
  11. Adorei! É um conteúdo rico, bem embasado e próximo das aflições enfrentadas diariamente por quase todos nós. Acho incrível o quanto a consciência pode mudar a nossa capacidade de ver o mundo e agir nele. Obrigada!

    Responder
    • Obrigado pelo comentário, Taíne. Espero que coloque o que aprendeu em prático e que esse conhecimento melhore sua vida de alguma forma. Sucesso!

      Responder
  12. Fantástico, como sempre! Provavelmente chegaste a tais leituras pelo mestre Olavo, também cheguei por ele, não as fiz na íntegra como fizeste até o momento, nem conseguiria no momento costurá-las de tal maneira coerente e coesa, mas nem mentalmente… Obra-prima! Se fôssemos dar um nome a tal gênero de escrita não o saberia fazê-lo, todavia tu costróis um texto sintético: o suprassumo de cada coisa e as organiza de forma sucinta!
    ¡Adelante guerrero!

    Responder

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