Se um renomado cientista garantisse que você pode trocar problemas sérios como cansaço crônico, ansiedade e procrastinação por 15 minutos de meditação, você faria a troca?

Ou continuaria com o preconceito de achar que isso é coisa de hippies new age que conversam com as plantas e sentem a aura dos animais?

Segundo centenas de estudos científicos, meditar é um dos meios mais eficazes para combater diversos distúrbios na mente e ainda melhorar a própria saúde com um esforço mínimo. E de graça!

Caso você ainda esteja inseguro, ou acredite que esse papo de meditação não é para você, saiba que você precisa de apenas oito semanas para experimentar diversos benefícios e até literalmente modificar a forma do seu cérebro.

Você provavelmente vai dizer que estamos loucos.

Nós também éramos céticos, mas, como jornalistas interessados em desenvolvimento pessoal, fomos investigar e testar a meditação na prática.

Neste post, vamos explicar em detalhes:

  • Por que a meditação é o hábito de melhor custo benefício que você pode ter na vida
  • O que é meditação e por que ela não tem nada a ver como misticismo
  • Meditação para iniciantes: como meditar mesmo sem acreditar em nada
  • E se você meditar por oito semanas?

Tudo certo para começar? Então vamos iniciar pelo porquê.

Por que a meditação é o hábito de melhor custo benefício que você pode ter na vida

Meditação para dormir

Pense em uma prática gratuita. Que você pode fazer em absolutamente qualquer lugar. E que exige, no máximo, 15 minutos do seu dia.

Agora pense em alguns benefícios para sua mente e para o seu corpo. Benefícios como:

  • Ser uma pessoa menos ansiosa
  • Ter mais foco, concentração e produtividade
  • Dormir melhor
  • Ter mais criatividade
  • Ter mais energia e disposição
  • Melhorar a respiração
  • Melhorar a postura
  • Entrar em estado de flow
  • Diminuir dores no corpo
  • Reduzir a pressão sanguínea
  • Aumentar a produção de ondas cerebrais
  • Retardar o envelhecimento do cérebro
  • Melhorar a memória

Todos esses benefícios foram comprovados em pesquisas científicas realizadas por diversas entidades diferentes.

Pensando nessa relação custo versus benefício, o que você faria?

Se é como nós, deixaria o preconceito de lado e consideraria começar a praticar meditação hoje mesmo.

O que é meditação e por que ela não tem nada a ver como misticismo

O que é meditação

Apesar de a meditação ser uma prática milenar, ela só começou a se popularizar no Ocidente em tempos relativamente recentes.

No Oriente, existem registros da prática em escritos datados de 3 mil anos antes de Cristo.

Já aqui no Ocidente, o hábito de meditar só começou a se popularizar a partir de 1946, quando foi publicado o famoso livro Autobiografia de um Iogue, de Paramahansa Yogananda.

Esse fato fez com que a meditação por aqui sempre fosse associada ao misticismo e a práticas religiosas como budismo e hinduísmo.

Muitos também ligam a prática ao movimento hippie dos anos 1960 ou ao movimento new age dos anos 1970.

Isso levou a um certo preconceito com a meditação, especialmente para ocidentais céticos, práticos e interessados no materialismo de um capitalismo cada vez mais competitivo.

Como as pesquisas científicas popularizaram a meditação no Ocidente

Meditação e pesquisas científicas

O ponto de virada para a massificação da meditação no Ocidente parece ter ocorrido quanto uma série de estudos científicos começou a comprovar os muitos benefícios que a meditação traz para seus praticantes.

Em 1967, a Universidade de Harvard comprovou em um estudo que pessoas em estado meditativo tinham menor pressão sanguínea, maior produção de ondas cerebrais e menor consumo de oxigênio.

Em 1979, o Dr. Jon Kabat-Zinn começou a utilizar a meditação e observou melhorias em pacientes com dores crônicas que não respondiam a tratamentos convencionais.

Em 2014, Harvard voltou ao tema e comprovou em um estudo a eficácia da meditação para combater quem sofre com crises de enxaqueca constantes.

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No Brasil, um ensaio clínico realizado pela Unifesp com 140 idosos que meditaram apenas duas vezes por semana durante dois meses constatou benefícios como melhora na postura, na alimentação, no sono e até no funcionamento do intestino.

Esses são apenas alguns poucos exemplos. Existem mais de 700 estudos científicos que mostram diversos benefícios da meditação.

Todos eles, como requer a boa ciência, não utilizam explicações metafísicas para justificar seus resultados. Independente do que você acredita, o fato é que a meditação traz incontáveis benefícios concretos.

Se você agora está convencido de que meditar pode trazer vantagens práticas para sua vida, resta saber como começar a meditar.

Meditação para iniciantes: como meditar mesmo sem acreditar em nada

Meditação para iniciantes - Como meditar

Além do preconceito com a relação entre meditação e misticismo, outro fato que afasta muitas pessoas do hábito de meditar é não saber como o fazer.

Muita gente acha que meditar significa esvaziar a mente e “não pensar em nada”. Como isso é impossível, as pessoas nem tentam meditar.

Embora existam diversas maneiras de se meditar, as mais simples consistem em passos muito fáceis:

  1. Sentar-se com a coluna ereta em um lugar o mais silencioso possível
  2. Respirar
  3. Observar os pensamentos sem se apegar a eles, deixando-os ir e vir livremente

Para iniciantes, é recomendável que se utilize algum elemento como foco inicial de atenção.

Geralmente, utiliza-se a própria respiração como elemento. Ou seja, você apenas observa o ar entrando e saindo pelas narinas.

Não se trata de um exercício de respiração. Você apenas está observando a respiração como ela é.

Em pouco tempo, é bem provável que a sua mente comece a divagar, a seguir outros pensamentos. E, quando você se der conta, já não mais estará atento à própria respiração.

Quando isso acontecer, não se culpe. Simplesmente traga gentilmente a sua atenção de volta para a respiração.

Esse processo vai se repetir ciclicamente. Com o tempo, você conseguirá manter a atenção por mais tempo.

Com a prática, você criará a habilidade de trazer intencionalmente a sua atenção para o momento presente.

No momento presente, não há os sofrimentos criados pela mente. Sofrimentos como ansiedade, saudade, tristeza, desejo fora de hora e outros simplesmente vão se dissolver.

Para iniciantes, essa atenção plena no momento presente dura pouco tempo. Mas mesmo esse pouco tempo já é extremamente poderoso e gratificante.

E se você meditar por oito semanas?

Meditação em casa

Para concluir este artigo, gostaríamos de propor um desafio.

E se você pudesse meditar diariamente por oito semanas?

Segundo um estudo do Hospital Geral de Massachusetts sobre o impacto da meditação no cérebro, são necessários apenas 56 dias para se conseguir mudanças significativas nas regiões do cérebro associadas com a memória, auto-conhecimento, empatia e estresse.

No estudo, os voluntários fizeram exercícios de meditação diariamente, em um total de 27 minutos por dia. Em outras pesquisas, aponta-se que 15 minutos já é um tempo suficiente para obtenção dos benefícios.

Você pode achar que 15 minutos é pouco tempo, mas se já tentou meditar alguma vez sabe o quanto pode ser desafiador.

Por isso, você pode começar com algo tão minimalista quanto 1 minuto de meditação no primeiro dia e ir avançando ao longo das oito semanas.

É óbvio que você não vai meditar oito semanas, obter os benefícios e nunca mais meditar.

Isso seria o mesmo que acreditar que basta ir à academia por dois meses e ficar em forma para o restante da vida.

Por isso, não há pressa. Medite um minuto que seja nos primeiros dias, mas medite de forma consistente. A regularidade é muito mais importante do que a velocidade.

Se quiser se aprofundar na prática, procure professores de meditação ou grupos de incentivo.

Em pouquíssimo tempo você poderá trocar gratuitamente 15 minutos do seu dia por uma extensa lista de benefícios para o seu corpo e para a sua mente.

Se você tiver alguma dúvida sobre o hábito de meditar e quiser trocar uma ideia conosco sobre o assunto, deixe um comentário logo abaixo que responderemos o mais breve que pudermos.

Até lá, boas meditações para você e obrigado por seguir conosco até aqui.

André Valongueiro

André Valongueiro é coach, educador e escritor. Vive a vida nos seus próprios termos, viajando o mundo enquanto trabalha 100% online. Aprendeu a arte de realizar sonhos com paz e sem ansiedade e quer ajudar você a fazer o mesmo. Visite o blog pessoal.

Walmar Andrade

Walmar Andrade é bacharel em Comunicação Social, com extensão em jornalismo on-line (UFPE), MBA em Planejamento, Gestão e Marketing Digital (FECAP-SP) e Master en Comunicación Empresarial (INSA-Barcelona). Escreve sobre comunicação e marketing digital no blog Fator W.

16 Comentários

  1. Show de bola!

    Responder
    • Obrigado, Jomar. Um abraço!

      Responder
  2. É indicado usar apps de meditação para iniciantes? Ou melhor começar por conta própria, sem nenhum tipo de “guia”? Belo texto!!

    Responder
    • Erikson, o ideal é ter um professor presencialmente. Não sendo possível, acho que os apps podem ajudar sim. O Headspace é muito bom, mas você tem que dominar o inglês para entender. Em português, você pode experimentar o http://medite.se/

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  3. Parabéns pelo texto! Tentei fazer algumas vezes e como não consegui êxito, parei de tentar, devia ter continuado tentando.

    Responder
    • Continue que vale a pena, Helton! :)

      Responder
  4. Olá, sobre o tempo de meditar, de 1min e depois ir aumentando, como podemos medir este tempo??? Noto que qdo fecho olhos e começo minha concentração não conto mentalmente o tempo em si e qdo abro os olhos vejo no relogio e notei q só se passaram alguns segundos. Seria interessante, por exemplo, num tempo de 10 min, eu conometrar o tempo em ação regressiva?? Tipo marco 10 min e começo a meditar e de repente, quando der este tempo, o smartphone soará o alarme. Este pode afetar o modo como eu medito??? Tipo, ficar ansioso quando o alarme irá soar ou não, pois já me veio isso na mente. Como proceder neste caso??? Um forte abraço a todos.

    Responder
    • Muitos aplicativos fazem essa cronometragem para você, Ulisses. Pesquise por alguns na sua loja de aplicativos e você certamente irá encontrar a ferramenta adequada. Como eu nunca defino tempo para atividades meditativas então não sei te dizer que ferramenta usar.

      De toda forma, acho que o tempo não é realmente importante. O estado que se alcança é certamente mais importante do que o tempo que se passa sentado.

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  5. Ótimo texto, amigos. Iniciei a prática da meditação através do livro “Atenção Plena – Mindfulness”, o que indico para os iniciantes, e tenho percebido a minha evolução como ser humano e os benefícios que a meditação traz. É incrível!!! É necessário praticar para entender. Mais uma vez, parabéns pelo texto!

    Responder
    • Obrigado, Felipe. E parabéns pela conquista. Um grande abraço e siga em frente!

      Responder
  6. adorei as dicas,vou iniciar logo…

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  7. desejo aprender fazer e exercitar coisas diferentes

    Responder
  8. Olá! Nunca havia parado para ler nada sobre meditação apenas tinha minha opinião baseado no que se “ouvia falar”. O texto é bem esclarecedor e incentivador. Estou querendo e precisando me livrar da ansiedade, stress e procrastinação. Quero fazer a experiência, porém gostaria de um esclarecimento: Existe um horário próprio ou com melhor indicação para a meditação ou o que importa é o ambiente silencioso?
    Parabéns pelo texto!!!

    Responder
    • Oi Mercedes,

      Importa mais o ambiente silencioso, porém certa vez li uma recomendação do Dalai Lama que, se puder, use o primeiro horário da manhã para meditar. Ele falava às 4 da manhã, mas creio que isso não é factível para a maioria de nós :)

      Responder
  9. Obrigado esse texto me ajudou muito pois estava muito para baixo sem ânimo pra nada

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  10. Ola adorei as dicas vou começar logo logo..

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