Quando o assunto é inveja, são poucos os que não precisam de ajuda.

Pode-se perceber a presença deste sentimento em todas as modalidades de relações humanas: na vida social, nas amizades, no trabalho e até nas famílias.

Este é um sentimento poderoso e lidar com ela requer um grau de inteligência emocional do qual a maior parte das pessoas está muito distante.

No artigo de hoje – mais um artigo épico! – vamos investigar a inveja em profundidade: o que é, sua psicologia, seus “sintomas”, como superá-la e proteger-se dela.

Se você leva seu desenvolvimento pessoal a sério irá se beneficiar muito desta leitura. Aqui está o nosso roteiro de estudos:

  • O que é a inveja?
  • A psicologia da dor da inveja
  • As 5 filhas da inveja, segundo Santo Tomás de Aquino
  • A dinâmica da inveja: as 5 filhas da inveja na prática
  • Como identificar a inveja no dia-a-dia
  • A inutilidade e a vergonha da inveja
  • É inevitável sentir inveja?
  • Como superar a inveja?
  • Como se proteger da inveja?

Vamos começar pelo básico, entendendo exatamente o que é esse sentimento que tanto problema nos traz.

O que é a inveja?

A Inveja para Dante

Para Dante Alighieri, a inveja é um ser cujos olhos estão costurados com arame (na foto, a escultura de Karen Coburn materializa a descrição de Dante).

Sócrates a chamou de “a úlcera da alma” e Dante Alighieri a descreveu em sua Divina Comédia como um ser cujos olhos estavam costurados com arame.

Essas duas referências, feitas por duas das mentes mais brilhantes que a humanidade já conheceu, servem para mostrar a feiura deste sentimento.

A palavra deriva do latim – invidia –, de IN, “em”, mais VEDERE, “ver”, “olhar”. O invejoso é aquele cujo olhar não desgruda nem se distancia dos bens alheios.

Mas o que é, afinal, a invídia? Como podemos defini-la?

A definição dada pela psicologia é bastante precisa:

[A inveja é] o deslocamento da energia do potencial de determinado indivíduo para a exacerbada preocupação com a satisfação e prazer de outra pessoa, geralmente íntima do sujeito em questão.

A inveja é, então, o resultado da dificuldade de lidar e conviver com o sucesso alheio. Ela é a dor causada pelo desejo não satisfeito de ter as conquistas e vantagens que outras pessoas têm.

Para que um sentimento possa ser caracterizado como inveja, 3 condições precisam ser satisfeitas:

  1. O indivíduo deve estar diante de alguém que é portador de um bem visto como superior, seja esse bem material, moral ou espiritual.
  2. O indivíduo deve desejar esse bem visto como superior para si mesmo; e/ou desejar que o portador deste bem não o possuísse.
  3. Esse desejo não satisfeito deve causar dor naquele que deseja.

A psicologia da dor da inveja

Inveja

A dor do invejoso não é tanto a dor causada por não possuir certos bens e qualidades, mas a dor de enxergar-se como indigno daqueles bens.

O invejoso frequentemente vê a si mesmo como alguém incapaz de conquistar bens semelhantes aos bens do invejado.

Essa percepção de si mesmo pode levar o invejoso a:

  • Tentar destruir a reputação daquele a quem inveja.
  • Tentar destruir ou rebaixar os bens cobiçados.

Essa é a grande tragédia do invejoso: ele luta para destruir, por diversos meios, o portador dos bens ou os próprios bens aos quais ele almeja.

E o pior: faz isso sem perceber.

As 5 filhas da inveja, segundo Santo Tomás de Aquino

Igreja de Santo Tomás de Aquino no Texas

Igreja de Santo Tomás de Aquino no Texas

Assim como fizemos em nosso artigo sobre o método de memorização dos filósofos e sábios, vamos recorrer novamente a Santo Tomás de Aquino (Roccasecca, 1225 — Fossanova, 1274) nessa investigação sobre a inveja.

Santo Tomás diz que a inveja é um atentado contra o amor, já que é próprio do amor – e também da amizade, que é um “tipo” de amor – querer o bem do outro como queremos o nosso. Ele cita Aristóteles, que diz que um amigo é como se fosse “um outro eu”.

A inveja é considerada um dos 7 Pecados Capitais. Os pecados (ou vícios) capitais são aqueles que, quando praticados, geram outros vícios. Trata-se, na linguagem moderna, daquilo que chamamos de “uma bola de neve”.

Os vícios que decorrem da invídia são chamados por Santo Tomás de “filhas da inveja” e são cinco:

  1. Murmuração. A conhecida “fofoca”, tão comum e conhecida de todos nós.
  2. Detração. O falar mal abertamente, “sem papas na língua”, também conhecida como difamação ou maledicência.
  3. Ódio. A aversão intensa motivada por medo, raiva ou injúria sofrida
  4. Exultação pela adversidade. O popular “rir da desgraça alheia”.
  5. Aflição pela prosperidade. A tristeza sentido ao ver o progresso do outro.

O conhecimento dessas “5 filhas da inveja” é fundamental para nós, pois é a partir da percepção delas na nossa vida diária que nos tornamos capazes de reconhecê-la, tanto a nossa própria quanto a de outras pessoas.

A dinâmica da inveja: as 5 filhas da inveja na prática

As cinco filhas da inveja segundo São Tomás de Aquino

Essa forma de cobiça pode ser entendida como uma espécie de tristeza pelo sucesso do outro, que passa a ser considerado pelo invejoso como um mal.

Oprimido por essa tristeza, o invejoso é levado a ter atitudes para afastar ou eliminar esse sentimento. E isso o faz praticar os atos descritos acima como “as cinco filhas” com o objetivo de atacar o invejado.

Vejamos como se dá essa dinâmica, que tem um início e um fim muito bem definidos.

Tudo começa com a tentativa de diminuir o bem e as qualidades do invejado falando mal dele. Esse “falar mal” pode acontecer de duas formas:

  1. Disfarçadamente, pela murmuração, que é a primeira filha da inveja.
  2. Abertamente, pela detração, que é a segunda filha.

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Depois das etapas acima, as coisas ficam ainda piores: o invejoso ultrapassa os limites do falatório e começa a desejar o mal do invejado, o que o leva ao ódio, que é a terceira filha da inveja.

Quando, em algum momento, o invejado sofre alguma perda ou passa por alguma dificuldade, acontece então algo horrível: o invejoso se alegra com a queda do invejado e seu infortúnio – é a exultação pela adversidade, a quarta filha, popularmente chamada de “rir da desgraça alheia”.

Mas quando essa queda não acontece, há então a aflição pela prosperidade, a quinta filha: o invejoso então mergulha numa tristeza profunda, já que o objetivo de impedir o sucesso do outro não foi alcançado.

Isso tudo é horrível, não é mesmo? Não queremos passar por isso.

Vamos continuar, pois ainda há muito o que aprender sobre esse mal e, principalmente, sobre como reconhecê-lo e evitá-lo.

Como identificar a inveja no dia-a-dia

Gollum Inveja

Agora que conhecemos a dinâmica da inveja e suas 5 filhas, podemos usar esse conhecimento para identificar esse sentimento em nossa vida cotidiana, tanto a nossa própria quanto a de outras pessoas.

O primeiro passo para isso é usar o método de meditação e memorização que ensinei nesse artigo para memorizar as cinco filhas.

Durante suas meditações sobre a inveja e suas filhas, comece a identificar, pouco a pouco, situações e fatos reais da sua vida onde você sentiu ciúme, cobiça ou avidez e manifestou alguns dos 5 “sintomas” que estudamos acima.

Todos nós já fizemos alguma fofoca (murmuração) ou falamos mal de alguém para outras pessoas (detração).

Muitos de nós já praticaram o “rir da desgraça alheia” (exultação pela adversidade) ou se entristeceram com o sucesso de alguém (aflição pela prosperidade).

Veja tudo isso com grande clareza e calma nas suas meditações. Apenas veja, sem fazer dessa visão motivo de vergonha.

Ao observar essas atitudes com uma mente e um coração abertos e dispostos a melhorar, você já terá iniciado o seu processo de superação da inveja. Foi com esse método que alcancei grandes resultados.

O que a inveja causa: inutilidade e vergonha

O que a inveja causa
Entre os 7 Pecados Capitais, a inveja é o mais inútil e aquele do qual mais nos envergonhamos.

Vejamos a “utilidade” dos outros 6 Pecados Capitais:

  • Na gula há o prazer de saborear os bons alimentos.
  • Na luxúria há o prazer do sexo.
  • Na preguiça há o prazer do descanso e do relaxamento.
  • Na avareza há a utilidade da acumulação de dinheiro ou de bens materiais.
  • No orgulho há o prazer de sentir-se superior aos outros.
  • Na ira há o prazer de subjugar alguém.

Mas e a inveja? Nela não há benefício nem prazer, apenas dor e vergonha.

Podemos dizer que gostamos de comer muito (gula), de fazer muito sexo (luxúria), de não fazer nada (preguiça), que somos “mão de vaca” (avareza), que temos muito “amor-próprio” (orgulho) e que somos agressivos e violentos em certas situações (ira).

Tudo isso falamos abertamente, sem vergonha nem medo, mas jamais dizemos “eu sou invejoso” – e fazemos todos os esforço para manter nossa inveja oculta, pois a descoberta dela nos deixaria profundamente envergonhados.

O que a inveja causa é isso: dor e vergonha.

É inevitável sentir inveja?

Ter inveja
Acho que se nos basearmos em nossa própria experiência e quisermos ser realmente sinceros diremos “sim, é inevitável sentir inveja”.

É que ela, sendo a dor causada pelo desejo não satisfeito de possuir os bens de outra pessoa, surge invariavelmente da comparação.

O invejoso olha para o que tem, olha para o que outra pessoa tem e então compara essas duas coisas: se percebe que o outro tem mais ou tem o que ele gostaria de ter, o inveja.

Sendo assim, para não invejar seria necessário nunca comparar. Mas será que é possível nunca comparar? Não acredito que seja possível, pelo menos não para a grande maioria das pessoas.

É próprio do funcionamento do cérebro comparar. Pensamos por meio da comparação: confrontamos idéias, avaliamos umas a partir de outras, medimos seu alcance e suas consequências etc.

É claro que a comparação nem sempre conduz à inveja, mas em alguns momentos ela inevitavelmente conduzirá, especialmente em momentos de instabilidade psicológica nos quais estamos mais propensos a reclamar e invejar.

O sociólogo austríaco Helmut Schoeck (Graz, 1922 — Niedernhausen, 1993), autor de ENVY: A Theory of Social Behaviour, um livro sobre a inveja, afirmou categoricamente que a inveja faz parte da natureza humana e por isso é inevitável.

Particularmente, penso que nossa preocupação não deve ser eliminar esse mau sentimento, tarefa que talvez seja impossível, mas aprender a reconhecê-lo e rejeitá-lo nos momentos certos.

Falaremos mais sobre isso adiante.

Como superar a inveja?

Como superar a inveja
Cuide do seu olhar. Não do “olhar” que é o sentido da visão, mas do olhar que é, por assim dizer, a visão do espírito e do coração.

Podemos olhar para as pessoas e objetos de muitas maneiras diferentes, com muitas intenções diferentes.

Podemos lançar um olhar de reprovação ou um olhar de boa vontade. Podemos lançar um olhar de cobiça ou de pura contemplação.

Podemos lançar um olhar de inveja. A inveja nasce no olhar. Aliás, muitos males nascem do nosso olhar.

Quando Jesus diz que “os olhos são a lâmpada do corpo” e que “se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz” é essa a advertência que Ele nos faz.

Todo o segredo para a superação da nossa própria inveja reside no aprimoramento da nossa capacidade de olhar as coisas com bons olhos.

Como se proteger da inveja?

Como se proteger da inveja
Seja simples, silencioso, humilde.

Muitas pessoas atraem a inveja alheia quase por esporte. Gostam de exibir-se e apresentam seus bens e conquistas sempre que podem.

As redes sociais estão repletas de pessoas assim e quase todos nós já fizemos isso alguma vez, ainda que sem uma consciência clara disso.

A verdade é que não podemos gerenciar o sentimento de outras pessoas. Se cuidarmos da nossa própria inveja já estaremos fazendo um grande trabalho.

A única coisa que está ao nosso alcance é agir humildemente, tomando cuidado para não inflamar nas pessoas ao nosso redor esse terrível sentimento.

Conclusão: enfrentando a inveja da melhor maneira

Inveja causas

Neste artigo, vimos que a inveja é o deslocamento da energia do potencial de determinado indivíduo para a exacerbada preocupação com a satisfação e prazer de outra pessoa, geralmente íntima do sujeito em questão.

Vimos que para caracterizar um sentimento como inveja, é preciso haver 3 condições básicas:

  1. O indivíduo deve estar diante de alguém que é portador de um bem visto como superior, seja esse bem material, moral ou espiritual.
  2. O indivíduo deve desejar esse bem visto como superior para si mesmo; e/ou desejar que o portador deste bem não o possuísse.
  3. Esse desejo não satisfeito deve causar dor naquele que deseja.

Quando tais condições estão presentes, o invejoso sofre tanto por se sentir indigno de ter esses bens quanto por querer tentar diminuir ou destruir os bens e a própria pessoa invejada.

Isso leva aos vícios que Santo Tomás de Aquino classificou como as cinco filhas da inveja:

  1. Murmuração
  2. Detração
  3. Ódio
  4. Exultação pela adversidade
  5. Aflição pela prosperidade

Na prática, esses vícios apresentam-se em uma escala crescente. Todos nós já sofremos com a inveja. Mas o fato é que ela na prática só traz inutilidade e vergonha.

E, se esse é um sentimento inevitável, o que podemos fazer é cuidar do nosso próprio olhar para reduzir ao máximo a inveja e assim evitar todos os problemas que ela nos causa.

Se você tiver alguma dúvida, deixe um comentário logo abaixo que teremos o maior prazer em respondê-lo.

André Valongueiro

André Valongueiro é coach, educador e escritor. Vive a vida nos seus próprios termos, viajando o mundo enquanto trabalha 100% online. Aprendeu a arte de realizar sonhos com paz e sem ansiedade e quer ajudar você a fazer o mesmo. Visite o blog pessoal.

36 Comentários

  1. Olá Andre. Muito bom o texto. Vou colocar uma situação que não encontre aqui.
    O que dizer quando uma pessoa que está em posição de ser o invejado, sente-se incomodada porque as pessoas à sua volta não sentem inveja dela. Como fala no artigo, “fazem por esporte”. Então esta pessoa se vangloria das suas conquistas e se o outro não sente inveja ela sofre, agride, menospreza mais ainda o outro. Mais do que isso, este comportamento pode ser uma forma de esconder o próprio fracasso? Me parece que o sofrimento vem do fato de ninguém desejar as conquistas desta pessoa, então ela passa a agredir os outros e menosprezar o sentimento alheio, como se dissesse “se você não sente inveja de mim, é porque não sabe o que é bom, não conhece o mundo e quem conhece sou eu”. Difícil explicar, mas gostaria de uma análise sua desse comportamento.

    Responder
    • Diego, não sou tão adepto do exame minucioso de pensamentos e condutas. Nem comigo mesmo sou assim. Acho que nesse caso que você colocou – e em muitos outros – o que realmente importa é ver com toda clareza a feiura desta atitude e fazer o propósito firme de eliminá-la. O passo inicial para essa realização é o processo de meditação que mencionei no próprio artigo. Quanto mais a pessoa meditar sobre essa atitude mesquinha, pequena e baixa, mais aumentará sua consciência de que está se conduzindo na vida de maneira errada. E esse será o grande impulso para iniciar e vencer esse combate interior.

      A vida da maioria de nós, seres humanos, já é bastante difícil. Temos muitas dificuldades – emocionais, financeiras, profissionais, relacionais etc. – e cumpre sermos mais pacientes e caridosos. A atitude de buscar criar no outro a inveja vai de encontro ao amor que deveríamos ter uns pelos outros: é rasgar deliberadamente a caridade, e isso é seríssimo.

      Espero ter ajudado você. Se quiser conversar mais um pouco é só deixar mais um comentário.

      Um abraço!

      Responder
  2. Parabéns , continue sempre acrescentando novidades na vida das pessoas.

    Responder
    • Obrigado, Valdir. Espero que possamos continuar fazendo isso e que pessoas como você continuem nos acompanhando. Um abraço!

      Responder
  3. Texto mt bom, fez refletir sobre muita coisa! Muito obrigada!

    Responder
    • Bom saber disso, Yasmin. Missão do artigo cumprida! Obrigado e sucesso!

      Responder
  4. Perfeito. Vale A pena a leitura.

    Responder
    • Obrigado, Déborah. Não deixe de compartilhar com seus amigos e contatos, há muitas pessoas que podem se beneficiar dessa leitura. Um abraço!

      Responder
  5. Parabéns, seja feliz sempre que depender de você.

    Abraço,
    Paulo Dias.

    Responder
    • Obrigado pela recomendação, Paulo. Ela está bastante alinhada com a filosofia dos estoicos, uma das minhas escolas filosóficas favoritas. Um abraço!

      Responder
  6. Muito bom o conteúdo do texto. Nos faz refletir!!!!

    Responder
    • Esse foi o objetivo, Heloisa. Fico feliz que ele tenha sido atingido! Sucesso!

      Responder
  7. Muito bom! Adoro seus textos, sempre acompanho 😊

    Responder
    • Continue conosco, Vitória. Temos novidades adiante. Obrigado pelo comentário e sucesso pra você!

      Responder
  8. sao artigos bons para refletirmos diariamente.
    parabens adoroler seus artigos!

    Responder
    • Bom dia, Iria. Obrigado! Espero que continue conosco. Um abraço!

      Responder
  9. Maravilhoso texto meus parabéns

    Responder
    • Obrigado, Carlos. Não deixe de compartilhar com seus amigos e contatos. Um abraço e tudo de bom pra você!

      Responder
  10. Excelente texto…fiquei com inveja!! kkkkk parabéns, edificou muito!!

    Responder
    • HahAhA! Bom saber que contribuiu com você, Alexandre. Um grande abraço!

      Responder
  11. Muito bom, me fez refletir e me policiar para que esse sentimento nunca se aproxime de mim

    Responder
    • Foi exatamente com esse objetivo em mente que ele foi escrito, Francisco. Bom saber que o artigo cumpriu esse papel com você. Um grande abraço!

      Responder
  12. Texto muito bom! E realmente o alcance das redes sociais faz com que muitas vezes, pessoas tornem-se inimigos públicos por discordarem das opiniões, do peso, da roupa…tantas coisas fúteis e sem importância. O mundo está carente de amor, sem duvida! Obrigada por compartilhar

    Responder
    • Obrigado, Simone. As redes sociais realmente potencializam o problema da inveja e muito outros problemas ligados aos relacionamentos humanos. Eu até poderia ter tocado nesse ponto na escrita do artigo.

      Um abraço!

      Responder
  13. Eu achei muito sábias essas colocações a inveja é uma erva daninha que distroi tudo a sua volta temos que ficar atentos aos sintomas dela. Aprendi muito obrigada.

    Responder
    • Obrigado, Maria. Bom saber que aprendeu algo novo. Um abraço!

      Responder
  14. André Valongueiro, no dia em que eu li esse artigo, eu tive um choque tremendo, foi como se eu tivesse despida no meio de uma multidão. Mentalmente eu me achava “a espiritualizada” aquele tipo de pessoa que não tem inveja, não tem sentimentos negativos, aquela que perdoa a tudo e a todos. Não consigo descrever aqui a sensação que tive lendo o artigo, mais quero se saiba que por conta dele, eu tive um salto de auto conhecimento. Consegui ver com muita clareza uma situação em que eu estava vivendo e o quanto isso estava me prejudicando, e o pior é que eu estava no papel da invejosa, a “carniça” era minha.
    Li o artigo na sexta dia 06-10-2017, passei a noite “remoendo” e analisando os fatos, como no outro dia (sábado) eu estava inscrita num curso de psicoterapia prânica, tomei coragem e falei abertamente sobre essa questão minha, compartilhei o seu artigo com todos que estavam no curso, e a instrutora usou o meu exemplo para fazermos um exercício de cura prânica e transformação interior. Foi libertador, toda a energia inadequada e mal qualificada que esse sentimento de inveja estava me consumindo foi transmutado em paz e transformação interior. Sei que ainda tenho muito o que praticar, mais o primeiro passo já foi dado. Muito obrigado pelo artigo, te agradeço de coração. Voçê me proporcionou maior bem estar em diversos níveis. Gratidão!

    Responder
    • Que comentário maravilhoso, Patrícia. Peço desculpas pela demora em responder, mas estive doente e só agora estou voltando ao trabalho. O seu comentário fala exatamente o que qualquer escritor gostaria de ouvir: que as palavras escritas tiveram o poder de iluminar a vida do leitor. Ouvir isso é demais, você não imagina. Quando leio os grandes autores que admiro tenho exatamente a mesma sensação e saber que os meus escritos também causam isso é fantástico. Obrigado por me fazer saber disso! Um abraço!

      Responder
  15. André: Tive o prazer de começar a receber seus posts. Está reservado o anterior para minha leitura, porém, esse sobre a inveja já li. Gostei muito do conteúdo, mesmo sendo uma pessoa de baixissimo grau de inveja, não porque seja melhor que os outros, porém partindo do principio biblico de “alegrar-me com os que se alegram”, tenho colocado em prática esse ensino e isso me ajuda muito. O seu post trouxe muita base para um conhecimento mais aprofundado sobre o assunto e foi muito importante para mim. Pude aprender a funcionalidade psicológica da inveja e pra mim que seu professor de EBD foi extremamente importante. Obrigado mesmo.

    Responder
    • Obrigado, Claudio. Bom saber que o artigo contribuiu com o seu aprendizado. É sempre bom ouvir isso. Um forte abraço!

      Responder
  16. Muito Bom, lendo o texto passa varias vezes o que pensei ou disse de outras pessoas ou seus bens, uma reflexão fantástica.

    Muito Grato, Forte Abraço

    Responder
    • Valeu, Ítalo. Um forte abraço!

      Responder
  17. Parabéns LindoTexto!

    Responder
    • Obrigado, Vera! Fico feliz que tenha gostado!

      Responder
  18. Oi André. Como vai?

    Adorei este seu artigo tal como todos os que escreve.

    Em relação ao sentimento da inveja, eu poderia afirmar que não tenho inveja de ninguém. E isto porque o que gostaria era que todos os seres humanos vivessem felizes, inclusivamente a minha família. Mas, se esse sentimento é inerente ao ser humano, talvez eu seja sem me aperceber.

    Ah! Mas tenho uma pessoa bem próxima que é exatamente como descreveu acima:

    Ela não fala que é, mas fica feliz com o que acontece de mal a outro familiar muito próximo: danifica bens materiais; essa pessoa é um prodígio de inteligência e uma referência Nacional na sua área (Medicina) e esse facto que não pode alterar gera um ódio de fazer medo.

    “Quando, em algum momento, o invejado sofre alguma perda ou passa por alguma dificuldade, acontece então algo horrível: o invejoso se alegra com a queda do invejado e seu infortúnio – é a exultação pela adversidade, a quarta filha, popularmente chamada de “rir da desgraça alheia”.

    Peço muita desculpa por ter copiado/colado esta última parte do comentário, mas a pessoa em causa é exatamente assim. Eu não saberia descrevê-la melhor. Fica tão feliz com a sua desgraça que tem de “gritar aos sete ventos”, como se diz em português.

    E quando as pessoas têm inveja da própria família é um pecado de bradar aos Céus e o clima não pode ser pacífico. E, como se não bastasse, tem o desplante de negar todo o mal que faz.

    Peço muita desculpa pelo longo comentário.

    Um grande abraço.

    Responder
  19. Olá André,vc falou que para se proteger o invejado tem que ser silencioso e humilde,eu sei que não se deve sair enaltecendo qualidades,mas quem se destaca numa sala de aula,fazendo melhores trabalhos,tirando melhores notas,se sobressaíndo,causa inveja aos demais,nesse caso não tem como ser silencioso e humilde!

    Responder

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