Há algum tempo, conheci um e-book chamado Zen To Done, de autoria de Leo Babauta, mantenedor do excelente Zen Habits. O ZTD é uma metodologia derivada do famoso Getting Things Done de David Allen, porém com pequenas diferenças que podem deixar o dia-a-dia ainda mais simples.

De uma vez só, li o e-book inteiro e deixo aqui as minhas observações sobre o tema.

O ZTD altera basicamente cinco coisas em relação à metodologia original:

  1. Um hábito de cada vez: Quem já leu A Arte de Fazer Acontecer sabe que para implementarmos o GTD precisamos mudar uma série de hábitos. O ZTD estrutura melhor isso, dividindo a implementação em dez hábitos que podem ser adotados isolodamente, um de cada vez.
  2. Foco em “fazer”: Babauta brinca que em vez de Getting Things Done, o nome da metodologia deveria ser Getting Things in Our Trusted System, já que David Allen parece no livro mais preocupado em coletar e organizar as tarefas do que em realmente fazê-las. No ZTD o foco está mais em fazer.
  3. Estruturação: Esse é um ponto que eu vejo muitas pessoas reclamarem do GTD. Você geralmente tem uma lista grande de “Próximas Ações” mas acaba perdendo muito tempo definindo qual delas você irá executar. O ZTD propõe a definição de MITs (Most Important Tasks) diárias. Ou seja, você seleciona (de preferência no dia anterior) quais as tarefas que você quer executar a seguir e depois foca só nelas, deixando a lista grande de Próximas Ações de lado.
  4. Simplificação: O GTD foi criado para ser um sistema completo, abrangente. Com isso, ele também acaba sendo um pouco complicado. No ZTD simplificação é a palavra de ordem.
  5. Foco nas metas: O GTD foca muito nas próximas ações, mas as metas de longo prazo não são tão visadas. No Zen To Done, as metas têm lugar de destaque e a maioria das tarefas devem a elas ser relacionadas.
Leo Babauta ZTD

Leo Babauta, do Zen Habits, criador do ZTD.

Meus dois centavos

Para mim parece bastante óbvio que cada pessoa aplica o GTD de acordo com a sua realidade, incluindo aí o próprio David Allen. Escrever a sua maneira de aplicar o GTD, com as adaptações realizadas, e publicar em formato de e-book pode ajudar outras pessoas a encontrarem sua forma ideal de produtividade.

Eu extraí boas idéias do e-book ZTD e apliquei no meu dia-a-dia, principalmente no que se refere a simplificação. Mas não digo que eu implemento o GTD puro, nem o ZTD puro. Provavelmente a maneira como eu implemento serve somente para mim, mas nem por isso deixa de ser eficiente.

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Publicado por Walmar Andrade

Criador do Mude.nu, Walmar Andrade é bacharel em Comunicação Social, com extensão em jornalismo on-line (UFPE), MBA em Planejamento, Gestão e Marketing Digital (FECAP-SP) e Master en Comunicación Empresarial (INSA-Barcelona). Escreve sobre comunicação e marketing digital no blog Fator W.

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