Quem assistiu ao filme Piratas do Vale do Silício deve lembrar de ter visto no final do filme Steve Jobs reclamando que Bill Gates havia copiado o sistema operacional deles e que o produto deles era muito melhor. A resposta de Gates foi algo do tipo: “Você ainda não entendeu, Steve? Isso não tem a menor importância”.

Quando estamos de fora, temos a crença de que o produto é o fator determinante para o sucesso ou insucesso de uma empresa. Depois de estudar um pouco mais a fundo o empreendedorismo, entende-se que o produto é apenas um dos fatores que fazem uma companhia ser bem sucedida ou não (o caso Windows e Microsoft é emblemático).

Um diagrama que eu gosto muito é o do Triângulo D-I (as letras vêm de Dono e Investidor), que é apresentado pelo autor Robert Kiyosaki no livro O Guia de Investimentos.

Triângulo D-I para investidores

De acordo com Kiyosaki, o que sustenta uma empresa são os pilares Missão, Liderança e Equipe. E o que faz um empreendimento ser bem sucedido ou não são cinco fatores: fluxo de caixa, comunicação, sistemas, proteção jurídica e – é claro – produto.

Produto não é a base

Notem, no entanto, que produto não está na base do triângulo. Nós já vimos muitas grandes empresas que não tinham um bom produto se darem bem, enquanto outras que nem tem um produto tão bom assim se destacarem, por serem mais equilibradas em relação aos demais fatores.

Isso explica o fato de produtos improváveis conseguirem vender bem. Uma empresa forte consegue criar necessidades que não temos apenas para vender mais produtos. Com repetição de propaganda e outras estratégias, acabamos pensando que precisamos de algo que na verdade não nos faria muita falta.

No final, acabamos gastando um dinheiro que muitas vezes não possuímos para comprar coisas das quais não necessitamos. Como o autor diz no livro, o melhor mesmo é estar do lado dos donos ou investidores.

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