Títulos da Dívida Pública: como saber se vale a pena investir

Títulos da Dívida Pública são uma forma segura de investimento que ainda não conquistou o grande público. Isso porque os Títulos Públicos parecem ser algo muito distante e de difícil entendimento.

Na verdade, trata-se de uma forma de aplicação relativamente simples, mas primeiro é preciso entender o que são esses títulos.

Quando o governo (federal, estadual ou municipal) emite um título, ele está contraindo uma dívida através do mercado de capitais.

Na prática, é como se o governante estivesse pegando dinheiro emprestado e dando uma garantia de que vai pagar. O objetivo do governo ao fazer isso é levantar dinheiro.

Qualquer pessoa pode comprar um desses títulos. Ao comprar, você será remunerado através de juros enquanto mantiver a posse desse título. E para comprar você precisa apenas de cerca de R$ 200, que corresponde geralmente ao valor mínimo de 0,2 vezes o valor do título (normalmente R$ 1.000,00).

Para facilitar a compra e venda dos Títulos da Dívida Pública, o Ministério da Fazenda criou o programa Tesouro Direto. Como o próprio nome sugere, a negociação é feita de maneira direta entre o investidor (você!) e o governo, sem necessidade de intermediários.

A única exigência desse programa é que você esteja cadastrado junto a um banco ou corretora de valores, que ficará responsável por guardar os títulos. O programa chama essas instituições de “agente de custódia”.

 Títulos da Dívida Pública: como saber se vale a pena investir

As vantagens

A grande vantagem dos Títulos da Dívida Pública – ou apenas Títulos Públicos – é que quase não existe taxa de adminitração. Você pagará apenas 0,4% do valor investido para bancar a taxa de custódia anual e mais um percentual (geralmente 0,5%) para o banco ou corretora que for guardar o seu título.

Ou seja, em um título de R$ 1.000,00, você gastaria de taxas apenas R$ 90,00, ou menos de 1% ao ano! E mais: o valor da taxa de custódia anual (R$ 40,00 neste exemplo) será devolvida após um ano. Depois, a taxa passa a ser proporcional ao prazo de investimento, sendo abatida dos rendimentos e juros.

A segunda vantagem é a de garantia de um pagamento. Por se tratar de um compromisso público de dívida do governo, é muito difícil não haver o pagamento dos juros. Atualmente, o Brasil detém apenas dívida interna, pois conseguiu depois de muitos anos quitar seus débitos com devedores no exterior. Essa dívida interna são justamente os títulos públicos.

As desvantagens

Como todo resultado de investimento é proporcional ao risco, não espere taxas muito elevadas de rentabilidade em um investimento seguro como os Títulos Públicos.

Outra desvantagem é que você tem que escolher o tipo de título público que irá comprar. Existem pelo menos seis grandes tipos de Título Público e no começo é difícil entender as diferenças entre eles. Nada que um pouco de leitura no próprio site do Tesouro Direto não resolva.

Por fim, a primeira compra requer uma certa burocracia, caso você não tenha um cadastro junto a um agente de custódia (o banco ou a corretora). Para se cadastrar, será preciso ter comprovantes patrimoniais e de renda, além de toda a documentação pessoal. Depois disso, no entanto, todas as compras seguintes são feitas de forma bem simples.

Como vender de volta o seu Título Público

Vender o seu Título da Dívida Pública de volta para o governo equivale a retirar o seu dinheiro de uma aplicação. O governo faz a recompra de todos eles sempre às quartas-feiras.

Isso pode ser um empecilho se você precisa do dinheiro líquido com urgência no mesmo dia e está numa quinta-feira, por exemplo. Terá que esperar até a outra quarta para que o seu dinheiro caia na conta.

[learn_more caption="Conheça os Tipos de Títulos Públicos"]

LTN: Letras do Tesouro Nacional

Por se tratar de título prefixado, o investidor tem a exata noção do retorno do título se carregá-lo até a data de vencimento.

Vantagens:

  • O investidor sabe exatamente a rentabilidade a ser recebida até a data de vencimento;
  • O investidor sabe exatamente o valor bruto a ser recebido por unidade de título na data de vencimento (R$ 1.000,00):
  • Tem fluxo simples: uma aplicação e um resgate;
  • Maior disponibilidade de vencimentos para a negociação no Tesouro Direto;
  • Indicado para o investidor que acredita que a taxa prefixada será maior que a taxa de juros básica da economia.

Desvantagens:

  • Rendimento nominal. O investidor está sujeito a perda de poder aquisitivo em caso de alta de inflação;
  • O investidor que não conseguir “carregar” o título até o vencimento pode ter rentabilidade maior ou menor do que a acordada.

Perfil do investidor: menos conservador.

NTN-F: Notas do Tesouro Nacional – Série F

Como a LTN, o investidor sabe exatamente o retorno do título se carregá-lo até a data de vencimento. Entretanto, no caso da NTN-F, o investidor recebe um fluxo de cupons semestrais de juros, o que pode possibilitar aumento de liquidez e reinvestimentos.

Vantagens:

  • O investidor sabe exatamente a rentabilidade a ser recebida até a data de vencimento;
  • O investidor sabe exatamente o valor bruto a ser recebido por unidade de título na data de vencimento (R$ 1.000,00);
  • Indicado para o investidor que deseja obter um fluxo de rendimentos periódicos (cupons semestrais) a uma taxa de juros pré-definida;
  • Indicado para o investidor que acredita que a taxa prefixada será maior que a taxa de juros básica da economia.

Desvantagens:

  • Rendimento nominal. O investidor está sujeito a perda de poder aquisitivo em caso de alta de inflação e juros.
  • O investidor que não conseguir “carregar” o título até o vencimento pode ter rentabilidade maior ou menor do que a acordada.

Perfil do investidor: menos conservador.

NTN-B: Notas do Tesouro Nacional – Série B

Permite ao investidor obter rentabilidade em termos reais, se protegendo da elevação do IPCA. Além disso, o investidor recebe um fluxo de cupons semestrais de juros, o que aumenta a liquidez possibilitando reinvestimentos.

Vantagens:

  • Proporciona rentabilidade real;
  • Indicado para o investidor que deseja obter um fluxo de rendimentos periódicos (cupons semestrais);
  • Indicado para o investidor que deseja uma rentabilidade pós-fixada indexada ao IPCA;
  • Indicado para o investidor que deseja fazer poupança de médio/longo prazos, inclusive para aposentadoria, compra de casa e outros.

Desvantagens:

  • Preço do título flutua em função da expectativa de inflação dos agentes financeiros. O investidor que não conseguir “carregar” o título até o vencimento pode ter rentabilidade maior ou menor do que a acordada.

Perfil do investidor: conservador.

NTN-B Principal

Permite ao investidor obter rentabilidade em termos reais, se protegendo da elevação do IPCA.

Vantagens:

  • Proporciona rentabilidade real;
  • Indicado para o investidor que deseja uma rentabilidade pós-fixada indexada ao IPCA;
  • Indicado para o investidor que deseja fazer poupança de médio/longo prazos, inclusive para aposentadoria, compra de casa própria, etc;
  • Traz mais conforto ao investidor, pois suprime a preocupação e o trabalho necessários ao re-investimento, e reduz o custo de transação;
  • Formação de preços simplificada, com metodologia de cálculo mais fácil para o investidor em relação NTN-B que paga cupom de juros semestral.

Desvantagens:

  • Preço do título flutua em função da expectativa de inflação dos agentes financeiros. O investidor que não conseguir “carregar” o título até o vencimento pode ter rentabilidade maior ou menor do que a acordada.

Perfil do investidor: conservador.

LFT: Letras Financeiras do Tesouro

Vantagens:

  • Indicado para o investidor que deseja uma rentabilidade pós-fixada indexada à taxa de juros da economia (Selic);
  • Fluxo simples: uma aplicação e um resgate.

Desvantagens:

  • Preço do título flutua em função da expectativa de taxa de juros dos agentes financeiros.

Perfil do investidor: mais conservador.

Fonte: Tesouro Nacional[/learn_more]

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