A partir da década de 1980, com o aumento dos casos de câncer de pele, a mídia e parte dos médicos iniciaram uma campanha velada para que as pessoas evitassem ao máximo a luz do sol.

Há quem recomende, inclusive, que as pessoas utilizem filtro solar mesmo que passem o dia dentro do escritório. Mesmo que a única luz do sol que vejam seja aquela que passa pelos vidros (fumês) dos carros no caminho de casa para o trabalho.

Será que isso faz algum sentido? Deixar de aproveitar algo natural com o sol para nos entupirmos de substâncias químicas que serão absorvidas pela pele?

Embora de fato a luz solar seja mais forte hoje em dia, por conta dos buracos na camada de ozônio, precisamos sempre lembrar o aspecto evolutivo do ser humano.

Nossos ancestrais não passavam seus dias dentro da caverna ou na sombra das árvores. Eles viviam a vida lá fora, caçando, coletando, migrando de um lugar para o outro.

Essa exposição regular à luz do sol fazia com que os seres humanos produzissem uma boa quantidade de Vitamina D, substância essencial para uma boa função celular.

Como é quase impossível obter Vitamina D em quantidade suficiente apenas por meio da alimentação, nós precisamos “produzi-la”. E isso é feito com a exposição da pele a uma quantidade suficiente de luz do sol. Sob a ação dos raios ultravioletas, uma molécula precursora existente na pele (7-dihidrocolesterol) transforma-se numa forma inativa da vitamina D, que será convertida em ativa no fígado e nos rins. O corpo humano produz cerca de 90% da vitamina D de que necessitamos; só os 10% restantes vêm dos alimentos.

Se você enfrenta problemas como insônia, mau humor, depressão ou fadiga crônica, pode estar simplesmente com deficiência de Vitamina D. Alguns estudos apontam, inclusive, uma relação entre a falta dessa substância e doenças graves como diabetes, artrite, esclerose múltipla e – veja que paradoxo – até mesmo câncer. A descrição recente de que a maioria das células do organismo possui receptores para Vitamina D serviu de base para preconizar seu uso na prevenção de diversas dessas doenças.

Como aproveitar o sol

Skatista aproveitando o sol

Obviamente, ninguém está recomendando que você fique torrando na areia da praia sob o sol de meio-dia por horas a fio. Fazendo isso, em pouco tempo você ficará com o aspecto de uma bolsa de couro velha.

O que você precisa é bem mais simples. Alguns estudos mostram que uma breve exposição diária de 15 minutos já é suficiente. E você não precisa estar de biquíni ou sunga para obter os benefícios.

No livro Vitamina D: Como Um Tratamento Tao Simples Pode Reverter Doenças Tão Importantes, o Dr. Michael F. Holick explica por que a exposição controlada ao sol, uma dieta com alimentos ricos em vitamina D e exercícios melhoram a qualidade de vida e ajudam a prevenir muitas doenças.

O tratamento proposto pelo dr. Holick pode ser seguido por todos, desde pessoas saudáveis que buscam a prevenção de doenças crônicas até os que precisam se recuperar de algum problema de saúde. Bastam algumas pequenas mudanças nos hábitos. O livro traz alguns assuntos, como – Qual a relação entre vitamina D, câncer, doenças cardíacas e colesterol; Diagnósticos de fadiga crônica, insônia ou de depressão podem estar relacionados à falta desse hormônio; Como uma ‘dose’ diária de sol pode ajudar a evitar doenças crônicas como diabetes, artrite, esclerose múltipla e outras condições autoimunes, entre outros.

Para os adeptos da Paleodieta, a exposição à luz do sol sempre é recomendada. Mark Sisson, autor de diversos livros sobre o assunto, afirma inclusive que esse tipo de alimentação livre de alimentos industrializados nos deixa mais aptos a aproveitar a luz solar.

No livro The Primal Blueprint, ele lembra que a luz solar não é boa somente por conta da Vitamina D. Ela também tem o poder de elevar o nosso humor, com boas repercussões na nossa produtividade e nos nossos relacionamentos.

O ideal é você combinar essa exposição com atividades prazerosas, como uma caminhada no parque ou na praia, um bate-papo com amigos ao ar livre, uma partida de vôlei.

Nada de ir sentar no pilotis do seu prédio por 15 minutos debaixo do sol só para cumprir uma obrigação diária. Em vez disso, use o seu tempo ao ar livre para balancear os efeitos estressantes de ficar muito tempo confinado em um escritório ou dentro de casa.

Você notará como seu organismo ficará positivamente energizado com a poderosa combinação de alimentação correta, exposição ao sol e atividades ao ar livre.

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Publicado por Walmar Andrade

Criador do Mude.nu, Walmar Andrade é bacharel em Comunicação Social, com extensão em jornalismo on-line (UFPE), MBA em Planejamento, Gestão e Marketing Digital (FECAP-SP) e Master en Comunicación Empresarial (INSA-Barcelona). Escreve sobre comunicação e marketing digital no blog Fator W.

1 Comentário

  1. Uma dica para as pessoas de pele morena e negra:
    Nossos padrões de beleza se ergueram numa cultura eurocêntrica. E na Europa o clima é bem mais frio do que no nosso país tropical. A pele dos europeus se adaptou aos ambientes mais escuros e mais frios, logo, ela fica “mais bonita” nessas condições. Já a pele morena e a negra se adequa mais facilmente aos ambientes claros e ensolarados. Então, se você tem uma pele mais escura, e quer deixá-la ainda mais bonita, esqueça essa coisa de que frio faz bem pra pele, se esquivando do sol e do calor. Não fuja da luz: tome um bom banho de sol (lembrando que nossa pele não queima tão facilmente). Te garanto de que ela vai ficar cem vezes mais radiante na luz. =)

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