O curso de produtividade pessoal Personal Power II, de Anthony Robbins, se encaminha para o fim e é o momento de, no 18º dia, falar de relacionamento e namoro.

Esse é um tópico polêmico pelo fato de a gravação, já um tanto quanto antiga, conter um monte de declarações de amor do autor para a então esposa, Becky, de quem viria a se separar no ano de 2002.

Em outras palavras, apesar de dar uma série de conselhos sobre relacionamentos, o próprio autor não conseguiu manter seu casamento. Ok, acontece, mas deixa um ar estranho de estar ouvindo conselhos que, ao final das contas, não funcionou realmente.

De qualquer forma, há no 18º dia algo a se extrair de bom. Principalmente a aplicação de conceitos que Robbins falou em dias anteriores e que podem ser aplicados também aos relacionamentos.

Conceitos como o de melhoria constante. Quem já esteve em um relacionamento por muito tempo sabe a diferença de comportamento dos recém namorados para aqueles que já passaram anos juntos.

A intimidade vem, os defeitos aparecem, as pessoas se acostumam umas com as outras. Com o tempo parece que o encanto vai diminuindo.

O que destrói relacionamentos

Lei da Familiaridade é a resposta de Anthony Robbins para essa perda de encanto. No momento em que as pessoas começam a tomar como garantido que aquele companheiro vai seguir com ele pelo resto da vida, elas param de dar a atenção devida. Passam a tratar o que era raro e especial como simples rotina.

A solução, portanto, seria arrumar uma forma de manter aquele brilho inicial do relacionamento. Aquele que faz a outra pessoa sentir-se especial.

De especial o “outro significante” (péssima expressão, hein?) passa a ser normal e, por vezes, passa a ser uma âncora negativa.

Isso ocorre quando você passa a associar aquela pessoa a coisas negativas: uma casa desarrumada, a toalha em cima da cama, ter que pagar por dois, tediosos eventos familiares, etc. etc. etc.

O relacionamento acaba quando a quantidade de coisas negativas supera as positivas. Isso não quer dizer que há uma separação. Milhões de casais ao redor do mundo continuam juntos embora o relacionamento em si já tenha acabado. Eles continuam apenas por conveniência ou hábito, ou simplesmente por medo de não ter como viver de outra forma.

Como manter o relacionamento

Com a visão analítica de sempre, Robbins sugere que o casal estabeleça regras em conversas francas e quando os dois estão calmos.

É preciso que um conheça os valores e princípios do outro, para entender porque uma casa desarrumada perturba tanto um mas é absolutamente normal para o outro, enquanto ir a um tedioso jantar familiar é essencial para um e uma verdadeira tortura para o outro.

Saber essas regras e valores de antemão é importante para interromper padrões agressivos durante discussões, quando os ânimos estão exaltados. Em outras palavras, é uma forma de colocar um pouco de razão em um conflito emocional.

Como elevar o relacionamento a novos patamares

Isso é suficiente apenas para manter o relacionamento, mas para elevá-lo a um outro nível é preciso mais. Robbins cita a palavra comprometimento. Se os dois comprometem-se a dar o melhor de si um ao outro, aquela energia de início de namoro pode retornar.

Uma das formas de resgatar essa energia, segundo o autor, é voltar a utilizar as estratégias de amor e atração que são usadas no processo de conquista.

Por exemplo, no começo de um relacionamento você mostra a outra pessoa que ela é especial de diferentes formas: você se arruma, coloca um perfume legal, fala palavras amorosas, faz gestos carinhosos, olha o outro com um brilho no olho, leva a lugares especiais, às vezes até dá presentes.

Com o passar do tempo, todas essas manifestações de que você se importa com a outra pessoa vão ficando para trás. É possível que a pessoa continue amando do mesmo jeito, mas como talvez acredite que o outro já sabe disso, não se importa mais tanto em demonstrar isso.

Isso, somado aos defeitos que todos temos e que com certeza vão aparecendo durante o tempo, vai modificando o desejo de estar com o outro para apenas ter que suportar ou conviver com o outro.

Robbins então recomenda que as pessoas mantenham um estado de atenção plena ao estar presente com o seu parceiro amoroso, que demonstrem seus sentimentos cobrindo todas as bases: visual, auditiva e sinestésica.

Algumas pessoas precisam apenas ouvir que são amadas, que são especiais. Outras precisam ver demonstrações desse afeto. Já outras precisam sentir, por meio de objetos ou experiências, tais demonstrações. Se você sabe se seu outro significante é mais visual, auditivo ou sinestésico, já está em vantagem.

A maneira mais garantida, no entanto, é fechar todas as saídas: falar seus sentimentos, tomar atitudes e criar experiências que mostrem o quanto aquela pessoa é especial. Com o tempo, você pode ir observando o que o outro realmente quer.

A ideia final é associar aquela pessoa a sentimentos positivos. Se cada vez que você vê seu parceiro, compartilha experiências positivos, com o tempo seu cérebro volta a associar a pessoa a coisas boas. E você vai querer mais estar com ela.

Mesmo que isso não seja verdade no começo, Robbins recomenda a velha tática de “agir como se”. Aja como se estivesse no início de um relacionamento, aja como se aquela fosse novamente a pessoa mais especial do mundo. Atuando assim, com o tempo isso acabará se tornando verdade.

Exercícios do dia 18

  1. Se você está solteiro, identifique exatamente o que espera e o que não quer de um relacionamento
  2. Se já está em um relacionamento, faça uma lista do que você pode fazer para melhorar o seu relacionamento em uma base diária, para criar estados positivos

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1 Comentário

  1. Não acho estranho n ter dado certo o casamento dele. Casamentos se vão quando não se tem mais o elo, mesmo com todas as técnicas que se possa usar para mantê-los. Estranho seria ele ensinar as pessoas a como ter um bom relacionamento e permanecer no dele ruim, até por conta da divulgação do produto dele . Isso sim seria sinistro!

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