Depois de atravessar um rio de tirolesa e subir uma trilha de quase dois quilômetros, finalmente cheguei à beira do precipício e pude olhar para baixo.

Cinquenta metros, a altura de um prédio de 12 andares, separavam a pedra onde eu estava do chão lá embaixo. Entre os dois, só uma cordinha. A cordinha por onde eu desceria na minha estreia no rapel.

Logo ao lado, caiam as massas d’água da cachoeira Salto do Corumbá, que se espatifavam lá embaixo no rio Corumbá, na cidade de mesmo nome no interior de Goiás.

rapel no Salto Corumbá

Minha vista lá de cima…

Naquela hora, só deu para dar tchau e não pensar muito em que diabos eu estava fazendo ali em cima. É o tipo de coisa que eu jamais faria antes do Mude.nu.

Algumas instruções do guia e lá fui eu, descer os 50 metros, esperando que aquela cordinha fosse realmente tão resistente quanto prometia o fabricante.

Melhor do que descrever é mostrar como foi:

O Rapel na prática

A experiência é intensa, mas não tão difícil quanto parecia ser. O guia deu tantas instruções de segurança que acabou amedrontando o pessoal que nunca havia praticado o rapel.

Na prática, o momento mais difícil é quando você sai de cima da pedra para ficar perpendicular à parede. Depois disso, o ânimo vai se acalmando e você começa a curtir o desafio: a cachoeira ao lado, a vista do alto, a pose de Batman.

A queda d'água de 50 metros em Corumbá.

A queda d’água de 50 metros em Corumbá.

Rapel na cachoeira

E a vista bem ao lado dela.

Pouco mais de sete minutos depois, já estava no chão que antes parecia tão distante. Sem nenhum arranhão, mas com uma boa história para contar.

Uma tirolesa molhada na volta encerrou a experiência, que pretendo repetir em outros paredões que encontrar por aí.

Agradeço aos guias da Cerrado Aventuras e aos companheiros de jornada Carlos, Roberta, Sara e – claro, sempre ela – Cecília.

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Publicado por Walmar Andrade

Criador do Mude.nu, Walmar Andrade é bacharel em Comunicação Social, com extensão em jornalismo on-line (UFPE), MBA em Planejamento, Gestão e Marketing Digital (FECAP-SP) e Master en Comunicación Empresarial (INSA-Barcelona). Escreve sobre comunicação e marketing digital no blog Fator W.

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