No livro Getting Things Done, o autor David Allen repete várias vezes que uma das perguntas mais importantes a se fazer para ser uma pessoa produtiva é perguntar-se “qual a próxima ação?”.

Para quem não é familiar com o conceito do GTD, o sistema advoga que devemos transformar nossas metas em projetos e quebrar esses projetos em ações executáveis, para ir realizando uma a uma, em cada contexto em que estivermos.

Apesar de claro, a ideia pode ser uma armadilha. Allen define como projeto tudo o que precisar de mais uma ação para ser executada. Por exemplo, “ir ao oculista” pode ser um projeto, visto que você pode precisar executar várias ações para completá-lo:

  • Ligar para marcar hora no oculista
  • Colocar na agenda a hora marcada
  • Efetivamente ir ao oculista no dia e hora marcados

Em desafios maiores, como por exemplo “perder 10 quilos”, vamos precisar executar ações durante meses. E nesse caso a tendência (ou a preguiça) é quebrar o projeto em ações que não são executáveis. Neste exemplo, uma falsa ação seria “correr 10 quilômetros”.

Ora, se você é uma pessoa sedentária que está precisando perder 10 quilos, não conseguirá correr 10 quilômetros no começo da jornada.

Com isso, a tendência é tentar e não conseguir, desistir do projeto e manter velhos hábitos.

A ideia do baby step

No blog Zen Habits, o autor Leo Babauta utiliza muito a expressão “take baby steps”.

A ideia é dar passos pequenos, bem pequenos, porém consistentes rumo ao projeto completo.

Mantendo-se no mesmo exemplo, um exemplo de baby step seria “caminhar cinco minutos”. Quando você conseguir, pode caminhar dez. Meia hora. Correr cinco minutos. Até chegar ao desejado “correr dez quilômetros”.

Toda grande jornada começa com um passo. É melhor que ele seja pequeno e consistente do que tentar dar um grande salto e cair com a cara no chão.

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