A palavra proatividade é atualmente muito comum nos livros sobre administração e na literatura que trata sobre o sucesso, seja ele profissional ou pessoal.
Em geral encontraremos que “ser proativo” significa “ter iniciativa” e “correr atrás”, mas descobri que tornar-se proativo requer um pouco mais de trabalho da nossa parte.
Stephen Covey, um cara de quem estou rapidamente me tornando um grande fã, sugere um novo olhar sobre a proatividade e propõe um “Modelo Proativo” a partir do qual podemos mudar as nossas atitudes e aumentar a nossa performance em todas as áreas da nossa vida.
(Re)Conceituando Proatividade
Segundo Covey “ser proativo” significa, em essência, ter a capacidade de fazer com o que o nosso comportamento resulte de decisões tomadas conscientemente, e não de condições externas.
“Alguém proativo apresenta um comportamento que é o produto de sua própria escolha consciente, uma escolha baseada em valores, e não resultante de um condicionamento ou baseado em sentimentos.” ~ Stephen Covey

Usain Bolt "corre atrás", mas isso não significa que ele seja proativo.
O Modelo Proativo
Uma vez que possuímos a capacidade de sermos verdadeiramente proativos nossa vida só será consequência do condicionamento e das condições externas se deixarmos que esses fatores controlem a nossa mente, seja por decisão consciente ou por omissão.
Se nos omitirmos e deixarmos que o condicionamento e as condições externas guiem a nossa vida nós nos tornaremos reativos.
Pessoas reativas são pessoas extremamente suscetíveis ao estímulos do ambiente físico e social. Se tudo ao redor parece bom e “de acordo” essas pessoas sentem-se bem, mas caso contrário suas atitudes e sua performance são diretamente afetadas.
Elas sentem-se bem apenas quando as outras pessoas as tratam bem, mas quando isso não acontece elas costumam assumir uma postura defensiva, mantendo “um pé atrás”.
Pessoas reativas “são levadas” pelos sentimentos, circunstâncias, condições e todo o tipo de estímulos externos. Elas apenas reagem ao que acontece ao seu redor.
A capacidade de subordinar um impulso a um valor é a essência de uma pessoa proativa. Eles são guiados pelos seus valores e esses valores foram cuidadosamente escolhidos e interiorizados.

Aprenda a lição: menos reativo, mais proativo. Verdadeiramente proativo!
Naturalmente os proativos continuam sendo influenciados por estímulos externos, sejam estes de qualquer natureza.
[box] A diferença entre os reativos e os proativos é que a resposta dos proativos a esses estímulos é sempre pensada conscientemente, é uma resposta baseada em valores e livre de automatismos e condicionamentos.[/box]
O Modelo Proativo como uma ferramenta para viver melhor
Ser proativo me parece muito mais interessante do que ser reativo. Essa nova maneira de pensar sobre a proatividade apresenta-se como uma ferramenta poderosa para uma vida melhor.
A partir desse novo conceito de proatividade é fácil perceber que o nosso “modelo reativo” é responsável por grande parte do nosso sofrimento.
[box] É a forma como respondemos aos estímulos do mundo que permite que determinadas coisas nos aconteçam, especialmente as “coisas ruins”.[/box]
É o nosso próprio consentimento, muito mais do que os eventos externos propriamente ditos, que “abre as portas” para que coisas e acontecimentos negativos nos afetem.
“Ninguém pode ferí-lo sem o seu consentimento.” ~ Eleanor Roosevelt





Mauro Silva
Bem colocado!
Seja na vida pessoal ou profissional esse tipo de característica é muito confundida. As pessoas não sabem distinguir (nelas mesmas) REAÇÃO de PRó-AÇÃO. Na física ‘reação’ é uma ação provocada por uma ação prévia. Algo precisou acontecer para que a (re) ação fosse disparada. No entanto, entende-se por pró-ação uma ação realizada por antecipação a algo que de fato AINDA NAO OCORREU.
Deixo aqui tb minha contribuição para uma “leitura” do ser (ou nao ser) proativo focado nos ambientes organizacionais. http://goo.gl/b9uZv.
[]`s mauro
Johanna Boman
http://www.youtube.com/watch?v=_I1pu7FkPhQ