Quem escuta o noticiário já deve ter ouvido expressões como “o mercado estava nervoso”, “o preço das ações disparou”, “a tendência do Urso colocou as ações para baixo” e outras que nos levam a pensar se os papéis das empresas listadas nas bolsas de valores possuem vida própria.

Como é, afinal, que o preço de uma ação sobe e desce?

A resposta para essa dúvida é tão simples que nem parece verdade. O preço das ações varia da mesma forma como variam todos os outros preços existentes no mundo. Através da lei da oferta e da procura.

O número de ações de uma empresa é limitado no mercado. Digamos que o mude.nu seja uma empresa listada na bolsa e que, ao abrir seu capital, jogou 1.000 ações no mercado.

Se o site vai bem, atrai anunciantes, é lucrativo e bem gerido, as pessoas terão interesse em comprar essas ações. Mas só existem 1.000 disponíveis, então não são todos que conseguirão comprar. Vai comprar aquele que oferecer um preço maior.

Isso acontece até um ponto de saturação, quando o preço fica tão alto que não tem ninguém mais querendo comprar acima desse valor. Esse é o ponto de equilíbrio entre oferta e procura.

Agora imaginemos uma situação inversa. Digamos que o mude.nu fique lento, com artigos de baixa qualidade e arquivos infectados por vírus e spammers. As pessoas que antes compraram nossas ações vão querer vendê-las antes que a empresa se desvalorize ainda mais.

Com muita oferta no mercado e pouca gente procurando, a saída é oferecer essas ações a preços cada vez menores, até que ache alguém interessado em comprá-las.

Os preços mudam a todo momento

Com o pregão eletrônico que temos hoje em dia, cada notícia, cada balancete, cada movimento do mercado é visto como um sinal se a empresa está indo bem ou não. Milhões de investidores estão de olho em comprar ações com potencial de crescimento ou de vender ações antes que seus preços entrem em declínio.

Os sistemas da bolsa vão calculando o ponto de equilíbrio entre oferta e procura a todo instante. É isso o que faz com que os preços se movimentem a todo instante, subindo, descendo ou andando lateralmente.

É por isso que os chamados insiders – aqueles que conseguem alguma informação privilegiada antes da maioria – conseguem se dar bem nas negociações. Eles podem comprar antes que o preço dispare ou vender antes que despenquem. Mas mesmo eles precisam fazer isso com cautela.

Imagine, por exemplo, que um grande investidor decide vender milhões de reais de ações de uma empresa qualquer. Com um volume muito grande de vende, só ele pode já derrubar o preço. Ou pior: fazer com que outros investidores desconfiem que algo de ruim está para acontecer e assim colocar suas ações também à venda.

Esse tipo de especulação é comum em bolsa e costuma pegar de calças curtas os iniciantes ou os mal informados, que acabam vendendo na baixa e comprando na alta, fazendo o caminho inverso de quem quer alcançar independência financeira.

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