Entre 2004 e 2006, dois livros que viraram filmes atiçaram a esperança de muita gente interessada em mudar de vida, mas entregaram apenas teorias furadas. O Segredo (The Secret, 2006), de Rhonda Byrne, e Quem somos nós? (What the bleep do we know?, 2004) são exemplos de como auto-ajuda pode gerar muita frustração quando baseada em falsas afirmações.

As duas obras possuem acertos. É fato que aquilo em que focamos se fortalece e pode acaba acontecendo, mas desde que tomemos uma ação em direção ao que queremos. Acreditar que apenas pedir ao “universo”, acreditar e receber vão fazer todo o processo é ser, no mínimo, muito ingênuo.

Mesmo assim, O Segredo – uma obra que diz com todas as palavras que o como não é importante – foi o livro do gênero mais vendido da história!

Filmes como esses fazem as pessoas acreditarem que podem controlar os fenômenos, alterar os acontecimentos e assim produzir felicidade. Como já dissemos várias vezes aqui, felicidade condicionada é quase o mesmo que infelicidade. Coisas que não queremos acontecem, coisas que queremos não acontecem.

Cena do filme What the bleep do we know?

Uma abordagem muito mais eficaz seria resumir todo o problema a um só: à sua própria mente. Ou melhor, à forma como você dá significados aos acontecimentos. Quando se conscientiza que nada tem significado, exceto aquele que nós mesmos atribuímos, um mundo de possibilidades se abre.

Essa estratégia é muito mais inteligente porque leva nossos esforços para o nosso próprio corpo e mente. Isso é muito mais sábio do que querer gerenciar todos os aspectos do mundo exterior para que tudo aconteça da maneira como achamos que deveria acontecer.

“Não importa o que acontece a você, mas o que você faz com o que acontece a você” – Jean Paul Sarte

Como não cair na armadilha?

É preciso concentrar-se para não cair nos erros oferecidos por esse tipo de obra. O mindset médio ocidental é justamente o contrário: compre itens, tenha coisas, atraia acontecimentos, controle o mundo. Somos expostos diariamente a milhares de estímulos nesse sentido através da publicidade e das interações sociais.

O simples desejo de possuir um automóvel não fará com que o mesmo venha rodando ao nosso encontro, mas se houver um desejo ardente de possuir o automóvel, esse desejo conduzirá à ação apropriada por meio da qual ele será adquirido – Napoleon Hill

A melhor maneira de evitar cair nessas armadilhas é adquirir o hábito de questionar. Quando se pegar preso em algum tipo de angústia nesse sentido, pare, respire e pergunte a si mesmo qual o objetivo ali. Por que mesmo que você está fazendo o que está fazendo? A maioria das nossas aflições não resiste a três porquês em sequência.

Ao questionar, você pode assumir o protagonismo das suas próprias experiências. Como todo o nosso mundo passa pela nossa mente, quando estamos no comando dela, temos a liberdade para dar o significado que queiramos aos eventos.

Difícil de colocar em prática na totalidade? Sem dúvida. O grande barato, porém, é que uma minúscula mudança nesse sentido é capaz de melhorar a qualidade de nossa vida em termos gigantescos. Experimente.

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2 Comentários

  1. Você falou nada com nada nesse post. Não vi uma coinclusão. no entanto parabens pelo site em geral, muito bom.!

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  2. Observação: Quem Somos Nós? não aborda o tema que está refutando, apenas O Segredo.

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