Um erro muito comum em quem aplica a metodologia GTD (Getting Things Done) é superlotar suas listas de tarefas e de projetos com absolutamente tudo o que a pessoa pretende fazer na vida. De hoje até os 90 anos.

Essa é uma clara má interpretação da ideia de mente clara como a água, transmitida pelo livro de David Allen. Em alguns momentos, o GTD dá a entender que, para esvaziarmos a mente, devemos colocar tudo por escrito em nosso sistema confiável.

Obedientes que somos, seguimos a regra. E enchemos nossas listas com coisas que vão desde comprar uma casa na praia até cuidar dos nossos bisnetos. O resultado é justamente o oposto do que a metodologia objetiva: acabamos sobrecarregados só de olhar para as listas.

Pense que sua capacidade de realizar ações é mais ou menos como as ruas e avenidas de uma cidade. Há um limite para os carros trafegarem em alta velocidade.

Se você coloca poucos carros na pista, é subutilizando sua própria capacidade de produzir resultados.

Por outro lado, se você superlota todas as ruas com centenas de carros, não produzirá mais resultados. Pelo contrário, vai acabar criando o que chamamos de um engarrafamento de ações.

Automóveis na estrada

Dividir para conquistar

Um truque é colocar coisas que ainda estão longe de acontecer na sua lista de Algum dia/Talvez. Não dê muita atenção a essa lista, a não ser no dia da Revisão Semanal.

Nas suas listas de projetos e de próximas ações, concentre-se em deixar os carros que já estão em alta velocidade ou que devem estar o quanto antes para atingir seus objetivos mais próximos. Depois, adicione outros.

Não há como definir um número de ações, mas se você se sente sobrecarregado de tarefas só de ver as suas listas do GTD (e por isso mesmo acaba evitando-as) talvez seja hora de editar sua vida, abandonar alguns compromissos, adiar outros e ter um pouco mais de foco.

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