O mercado editorial está repleto de livros com técnicas para tornar você produtivo, usando um excelente discurso motivacional. Em muitos desses livros, você termina de ler a última página e sai querendo mudar o mundo.

Então começa a listar dezenas de coisas que você vem evitando fazer há tempos e diz a si mesmo: agora vou fazer tudo! Por algumas semanas, tudo vai bem, até que as pessoas começam a cair em seus antigos padrões comportamentais.

Existem muitos motivos para isso acontecer, mas um parece bastante evidente: não dá para ser produtivo fazendo coisas das quais você não gosta.

Produtivo ou com raiva?

Quando nós procrastinamos, existe uma razão: nós associamos mais sofrimento ao ato de realizar aquela tarefa do que ao ato de não a realizar.

Se nos forçamos a realizá-las, por que sabemos que são coisas importantes de serem feitas, podemos acabar frustrados ou mesmo infelizes.

Qual a saída para ser produtivo com leveza?

É preciso adotar uma estratégia inteligente.

Classifique as coisas de que você não gosta de fazer em duas categorias:

  1. As que realmente têm que ser feitas
  2. As que não necessariamente precisam ser feitas

Muito do que achamos que tem que ser feito, na verdade não tem essa exigência toda. São coisas que pensamos que gostaríamos de fazer, mas que na prática nos traz mais desgosto do que prazer.

Existem ainda aquelas que fazemos por pressão da sociedade, mas que também não são imprescindíveis.

Aprenda a dizer não, aprenda a eliminar o desnecessário e simplificar a sua vida.

Isso resolve as ações da segunda categoria. Mas e as da primeira?

A palavra-chave aqui é delegar. Se algo realmente tem que ser feito, mas você detesta fazer, então delegue. Delegue o máximo que puder.

Se não gosta de enfrentar o trânsito, contrate um motorista. Se não tem paciência para declarar o Imposto de Renda, contrate um contador. Se não quer deixar as crianças em uma festa, passe para os pais de um amiguinho.

É fato que delegar pode lhe custar dinheiro, mas se você tiver disponibilidade, faça o teste. Talvez valha a pena pagar para se livrar de algumas atividades das quais você não gosta. Se depois achar que não vale a pena, simplesmente cancele o contrato e volte tudo como era antes.

E o trabalho?

No trabalho você deve conversar com seu superior sobre o que você pode delegar ou não. A questão é que se você não gosta de nada do que faz no trabalho, talvez seja a hora de mudar de carreira.

O que resta?

Tomando as atitudes acima, só vão lhe restar ações que não podem ser eliminadas ou delegadas. Cuidar da saúde, estudar, trabalhar, descansar, comer… se você não gosta de algumas dessas atividades, tente diferenciar o que vem fazendo.

Por exemplo, muita gente diz que não gosta de fazer exercícios físicos. Mas quantos exercícios essas pessoas já experimentaram? Provavelmente apenas algumas aulinhas na academia. Mas quantas dezenas de esportes diferentes e divertidos existem no mundo para experimentar?

Algumas coisas nós temos que aprender a gostar de uma forma ou de outra, pois não podemos nem delegar nem deixar de fazer. Sendo assim, o jeito é aproveitar e se divertir.

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6 Comentários

  1. RT @mude_nu: Não dá para ser produtivo fazendo o que não gosta http://goo.gl/fb/5rR61

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  2. Não dá para ser produtivo fazendo o que não gosta http://goo.gl/fb/5rR61 @mude_nu

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  5. Não dá para ser produtivo fazendo o que não gosta | mude.nu: http://t.co/E81hFM7 via @AddThis

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  6. Ótimo texto!

    Gostei! Temos que ter coragem para nos afastar do que nos faz mal. Não adianta apenas procrastinar, temos que dar uma solução!

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