“— Que história é esse de minimalismo?! Você só quer ser o diferente!!!”

Assim como na vida, embora a quantidade de pessoas que assumem o comando de suas próprias vidas seja muito grande, o número de pessoas que adota a filosofia do “deixa a vida me levar” é sempre maior.

E essas últimas não vão entender.

Não vão entender quando você falar que acredita em algo diferente.

Não vão entender quando você falar que a vida pode sim ser aquilo que sempre sonhamos.

Não vão entender quando você disser que adotou o minimalismo como filosofia de vida.

A coisa é tão séria que você começa a duvidar de si mesmo.

Será que esse negócio de minimalismo dá certo mesmo? Será que não estou me iludindo? A vida não é muito mais divertida seguindo nossos desejos ao invés de seguir um plano? Dá pra ser feliz assim?

Aí você observa como as pessoas ao redor levam suas vidas. Correndo de um lado para o outro, comendo porcaria o tempo todo, vendendo boa parte do seu dia (boa parte de sua vida útil!) em troca de um pequeno salário ao final do mês. Salário esse que serve para você comprar coisas de que não precisa, para impressionar pessoas de que você não gosta.

Como um minimalista lida com as críticas

minimalismo-criticas

Se você encarou este desafio de Ter uma vida minimalista, saiba que a maioria das pessoas irá questionar ou criticar o seu novo estilo de vida. Ao menos isso é o que acontece em minha experiência.

Isso é algo muito natural. Se pararmos para pensar, estamos tratando de algo desconhecido para muitos. Estamos falando que acreditamos em algo que para os outros é ilusão.

Ao mesmo tempo, aquilo em que os outros acreditam, o que nós mesmos acreditávamos até há pouco tempo, passa a soar como ilusão para nós mesmos. Complicado, não?

Neste um ano e meio em que levantei a bandeira do minimalismo e estufei o peito para gritar ao mundo que me tornaria piloto da minha própria vida, ouvi diversas vezes questionamentos sobre quão pé no chão eu estava sendo.

Como lidar com as críticas ao minimalismo, então?

A forma que me deu melhores resultados foi um diálogo muito parecido com o seguinte:

— Mas isso dá certo mesmo?

— Bom, eu acredito e sou feliz assim. Já faz um ano e meio que vivo desse jeito e minha vida tem melhorado muito!

— Melhorado como?

— Hoje consigo fazer o que quero, como equilibrar as contas, ter disposição pra encarar os desafios do dia-a-dia, me divertir, ter bom desempenho no meu trabalho… E isso é tudo aquilo que sempre sonhei, hoje posso dizer que realmente sou feliz.

— Tá bom, mas acho que isso não dá certo…

— Você pode achar que não dá certo. Eu não vou tentar te convencer do contrário. Estou feliz e pra mim é isso que importa.

— …

O importante não é tentar convencer os outros que você está certo, mas sim mostrar que você é feliz, que está buscando a felicidade e que é isso que importa pra você.

Se a outra pessoa se interessar em entrar no minimalismo, aí sim você pode ajudá-la, compartilhando um pouco da sua própria experiência.

Não importa o quanto te julguem certo ou errado, o que importa é ter a consciência tranquila de que você está correndo atrás da felicidade, tanto a sua quanto a das pessoas ao seu redor. Mas claro, sem tentar mostrar que o outro está certo ou errado.

Apenas aceite as diferenças e mostre que viver de uma forma alternativa, fora do padrão, é como o próprio nome diz, uma alternativa, não um confronto.

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