O último dos 20 dias do curso de desenvolvimento pessoal Personal Power II, de Anthony Robbins, oferece um desafio final para o ouvinte, como forma de encerrar as lições. O curso propõe que este seja não o fim, mas o princípio.

De início, Tony Robbins lembra que o desafio a partir de agora é agir diariamente para avançar rumo aos seus objetivos, utilizando de forma constante e consciente os recursos que foram ensinados nos dias anteriores. Mais uma vez ele repete o lema de que a repetição é a mãe da habilidade.

A partir do final do curso, há alguns estilos que as pessoas começam a adotar:

  • O trapalhão: é aquele que começa alguma meta, logo atinge uma estagnação e desiste por ficar entediado. Daí começa outra meta e cai no mesmo erro. Volta para a inicial, depois passa para outra, sem nunca completar nada.
  • O estressado: é aquele que vai fazer tudo de uma vez só, forçando-se a toda hora além dos seus próprios limites, com um entusiasmo a mil. Este acaba esgotando-se física e mentalmente antes da hora, tendo que ou abrir mão de algumas das metas ou sacrificar a própria vida pessoal para seguir em frente.
  • O mestre: é aquele que entende que as mudanças devem ser incrementais e que entende a importância de pensar a longo prazo. Pratica os fundamentos todos os dias e, quando fica entediado ou estagnado, é flexível para mudar a própria estratégia e fazer novas perguntas para obter novas soluções e assim seguir em frente.

Robbins desafia o ouvinte então para se tornar um mestre. Primeiro, ele propõe que aqueles que pularam ou fizeram mal feito alguns dos exercícios dos dias anteriores revisem as aulas e executem os exercícios da melhor forma.

Depois, lembra que as aulas podem ser revisadas a qualquer momento, até que os fundamentos estejam bem internalizados. Comparando com a saúde física, ele lembra que não dá para alguém ir para a academia de ginástica durante 20 dias e achar que vai ficar em forma pelo resto da vida. O segredo para se tornar um mestre, segundo o autor, é comprometer-se com um aprendizado contínuo.

O aluno é orientado, assim que a aula terminar, a revisar as metas traçadas no dia 10 e escolher as quatro mais importantes. Comprometendo-se a cumpri-las no período de um ano, você deve desenvolver um plano para cada uma delas e dar o primeiro passo concreto o quanto antes.

Não adianta apenas falar consigo mesmo, mas sim tomar atitudes no mundo físico para que aquela meta se concretize. Mais uma vez o autor recomenda que se mantenha um diário escrito, para relatos de aprendizado, de sofrimento e principalmente para medir o progresso.

O foco deve estar sempre no resultado e não nos problemas que aparecem. Procure alguém que já tenha atingido aquela meta, estude o que ela fez e adapte para o seu plano de ação. Não espere nem um dia para agir, comece hoje mesmo e seja flexível com seu plano, sempre observando o que está funcionando ou não.

Sobre felicidade

Anthony Robbins lembra que sucesso, ou o cumprimento de todas as suas metas, não significa felicidade. Esta depende apenas de como você consegue gerenciar o seu estado emocional. Condicionar a felicidade a eventos externos é certeza de muito sofrimento.

Um verdadeiro mestre é aquele que, não importa o que aconteça, está sempre no comando de seu próprio estado emocional. Isso pode ser feito alterando seu foco mental, sua postura, sua respiração, as perguntas que você faz a si mesmo, enfim, todos os recursos que foram ensinados nos 19 dias anteriores.

A única maneira de realmente dominar o controle emocional é praticar esses recursos constantemente. A lição mais valiosa para a felicidade é aprender a controlar suas emoções sem o uso de muletas como álcool, drogas, cigarro ou comida.

As razões

A forma mais interessante de cumprir suas metas, opina Robbins, é vivê-las plenamente e ter razões fortes o suficiente para se manter em constante movimento. Muita gente diz que é preguiçosa ou sem ânimo para correr atrás de seus sonhos, mas a verdade é que essas pessoas simplesmente não possuem um motivo forte o bastante.

Um dos segredos para mudar isso é compartilhar com outras pessoas suas metas e seus progressos. Encontre parceiros que tenham desafios semelhantes aos seus.

Como diz o célebre pensamento de Aristóteles, “você é aquilo que faz repetidamente”. Então suas metas devem conter uma espécie código de conduta, de como você vai agir em uma base diária. E sempre tendo em mente o porquê de você estar fazendo tais coisas.

Antecipe os problemas

Outro ponto primordial para lidar com maestria com seus estados emocional é saber de antemão como você vai se comportar diante de determinados desafios, sobretudo quando “a vida for injusta”.

Por exemplo, cedo ou tarde você terá que lidar com a morte. Seja a sua ou a de pessoas próximas. Ou se você está nos negócios, é provável que mais dia menos dia tenha que lidar com problemas de mercado ou mesmo com pessoas que tentam sabotar seu empreendimento.

Como você lidará com essas situações? Se você pensar nisso com antecedência, terá mais chances de sair-se melhor quando esses problemas de fato acontecerem. Com certeza ainda serão desafios gigantescos, mas pelo menos você estará mais bem preparado. Isso é agir de forma inteligente.

Antecipe-se também nas suas avaliações, para não ter aquela sensação de acordar um dia sem saber bem como as coisas aconteceram até que sua vida tenha se tornado uma bagunça.

Robbins recomenda que você reavalie suas metas e hábitos de tempos em tempos, pelo menos anualmente. Pergunte-se se você está fazendo a coisa certa, se suas metas ainda fazem sentido, se seus valores mudaram.

A relação com os demais

Durante o seu processo de crescimento, você pode e deve ajudar as outras pessoas. Lembre-se de que, entre você e os outros, os outros são mais importantes, posto que muito mais numerosos. O autocentramento é um dos motivos pelos quais as pessoas sofrem tanto.

Você deve almejar que a sua vida seja algo memorável não só para você, mas para os demais ao seu redor.

Para garantir que você seja sempre capaz de ajudar os demais, invista em algo que ninguém pode tirar de você: o seu conhecimento, a sua educação, a sua capacidade de agir e resolver problemas.

Robbins faz mais uma vez “propaganda” do seu grande princípio, que ele chama de CANI (sigla para melhoria constante e que nunca termina).

Se você compromete-se a ser o melhor, o que hoje parecem ser grandes e distantes sonhos em breve vão se parecer com caricaturas do que a realidade será. Se você se tornar um eterno aprendiz de longo prazo, não há muitos limites para o que você pode fazer com a vida.

Por isso, o autor encerra pedindo que o vigésimo dia do curso não seja o fim e sim o princípio. Desafie-se e você pode ser maior do que qualquer obstáculo. Não importa quanto tempo você vive e sim como você vive. “Viva com paixão”, finaliza ele.

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4 Comentários

  1. Muito obrigado por compartilhar este conhecimento. Sou um grande fan do Tony, mas ainda não tenho o conhecimento adequado da lingua inglesa para poder assistir os vídeos e certamente vou aplicar cada resenha aqui colocada.
    Eu sou grato a você por isso.
    Alex Sandro

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  2. Afinal, qual a conclusão? Vale a pena ou não?

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