– E se a gente fosse em Helsingborg, na Suécia?

Havíamos saído de Copenhague cedinho para visitar uma pequena cidade dinamarquesa chamada Helsingor, onde se encontra o Castelo de Hamlet.

Mas o dia ainda estava claro quando nós terminamos de explorar essa cidadezinha (ela é realmente pequena). E de lá mesmo podíamos ver, logo depois do mar, um pedacinho da Suécia chamado Helsingborg.

Tudo o que tínhamos a fazer era pegar um barco e cruzar o Mar Báltico. Menos de 15 minutos depois, já estaríamos na Suécia. Por que não?

Assim fizemos e tivemos metade de um dia para conhecer Helsingborg, conhecida como a cidade que liga a Suécia ao continente europeu.

Continue lendo para saber mais sobre:

  • O que fazer em Helsingborg
  • Os 6 melhores pontos turísticos da cidade
  • Helsingborg FC e a paixão pelo esporte
  • Vale a pena visitar Helsingborg?

O que fazer em Helsingborg

Helsingborg Suécia

Apesar de ter apenas pouco mais de 100 mil habitantes, Helsingborg (ou Helsinburgo) é uma cidade importante para a Suécia e muito agradável de se visitar.

A limpeza e a organização por lá chegam a ser irritantes!

Não que você vá incluí-la em um roteiro de viagem exclusivamente para visitá-la, mas se estiver planejando viajar a Copenhague, Malmö ou Estocolmo, vale a pena dedicar um dia para conhecer tanto a sueca Helsingborg quanto a dinamarquesa Helsingor.

Não é todo dia, afinal, que dá para visitar dois países em tão pouco tempo…

No vídeo abaixo, mostramos um pouco do que vimos por lá:

Como Helsingborg é uma cidade portuária, estrategicamente situada na beirinha da península Escandinava, seu território sempre foi alvo de disputadas. Por um tempo, ele pertenceu à Dinamarca, mas desde 1658 está com a Suécia.

Esse passado de disputas e guerras deixou na cidade uma série de prédios e monumentos bélicos fortificados.

Já do barco que vai da Dinamarca a Suécia é possível avistar uma torre medieval com mais de 35 metros de altura, dando uma mostra do que vamos encontrar na cidade.

A visita a Helsingborg é bem tranquila. A cidade tem algumas subidas, mas nada que impeça uma boa exploração a pé. No mês em que fomos (julho), o clima estava mais para quente do que para frio. No inverno sueco, a situação deve ser bem diferente.

Dito isso, vamos ver o que há para fazer em Helsingborg.

Os 6 melhores pontos turísticos de Helsingborg

Torre Karnan

Torre Kärnan de Helsingborg

A Torre Kärnan é uma das últimas fortificações ainda de pé em Helsingborg, herança da época em que a cidade era disputada por dinamarqueses, suecos e outros povos.

Aparentemente é o ponto turístico mais visitado da cidade, pois subindo ao topo (a um preço de 50 coroas suecas) é possível ver não apenas toda a cidade de Helsingborg, mas também um pouco das cidades vizinhas e até da Dinamarca.

A Torre Kärnan, construída na Era Medieval, tem 35 metros de altura e somente o térreo é de acesso gratuito.

Lá ficamos sabendo que a Karnan chegou a fazer parte do complexo fortificado dinamarquês que inclui o Castelo de Kronborg (ou Castelo de Hamlet, como ele é mais conhecido).

Mesmo depois que Helsingborg foi cedida da Dinamarca para a Suécia, em 1658, a Torre Kärnan foi uma vez retomada pelos dinamarqueses, durante as Guerras Escandinavas de 1676.

A primeira coisa que fizeram foi colocar uma imensa bandeira dinamarquesa no topo da torre.

Essa bandeira gigante durou três anos no topo da torre e está até hoje em exposição no Museu do Exército, em Estocolmo.

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Castelo de Sofiero

Um pouco mais distante, no norte da cidade, a cinco quilômetros do centro, você encontra o Castelo de Sofiero, que foi residência de verão da família real sueca durante muitos anos.

Atualmente, o Castelo funciona apenas como ponto turístico, com restaurante, café e galeria de arte. Há ônibus que saem do centro de Helsingborg levando turistas a cada hora para visitar o Castelo.

Radhuset

Radhuset de Helsingborg

Bem pertinho da Torre Karnan, um prédio vai chamar a sua atenção. É a Radhuset, a Câmara de Vereadores de Helsingborg.

A Radhuset é um daqueles edifícios de estilo gótico, com uma torre de relógio gigante e algumas torres menores em volta, que se vê em algumas cidades europeias.

Este aqui chama a atenção pelo estado de limpeza e conservação, até por não ser tão antigo (o prédio é novo, data de 1940). É possível fazer uma visita interna (embora eu não tenha feito).

Logo em frente, fica a Praça Real e uma bela estátua chamada de Magnus Capricorn.

A Radhuset é provavelmente o primeiro lugar pelo qual você vai passar se fizer o mesmo caminho que fiz, chegando a Helsingborg pelo mar.

Fredriksdal

Ao lado do estádio de futebol (sobre o qual falarei mais abaixo), fica o Fredriksdal, uma espécie de museu a céu aberto junto com um jardim botânico.

A ideia é mostrar como era a vida na cidade no século XIX. Dentro do Fredriksdal, você encontra uma pequena vila, com marcenaria, farmácia, casa de fazenda, cafeteria, sauna, armazém e outras casinhas.

Até um moinho de vento existe por lá!

Os funcionários ficam vestidos com roupas do século XIX e é possível encontrar animais criados como na época, além de propagandas, embalagens e outros impressos desse período.

Igreja de Santa Maria

Igreja de Santa Maria em Helsingborg

Na descida da Torre Kärnan, nos deparamos com a pequena Igreja de Santa Maria (Mariakyrkan).

Trata-se de uma igreja luterana, construída no século XII, sendo um dos mais antigos edifícios de Helsingborg ainda de pé.

A igrejinha de madeira é pequena, mas conta com detalhes interessantes, como a estátua de Nossa Senhora na frente, a tela com uma representação não muito usual de Jesus, vitrais e até um órgão.

A parada é obrigatória, já que toma pouquíssimo tempo, é grátis e fica bem no centro da cidade.

Tropikariet

O Tropikariet é um zoológico interativo, com vários animais soltos, vindos de diversas partes do mundo.

Os animais mais perigosos ficam encarcerados em uma espécie de aquário, porém os mais dóceis ficam entre os visitantes, que são até incentivados a acariciá-los ou mesmo colocá-los nos ombros.

A entrada não é barata (mais de 100 coroas suecas) e o lugar não é tão grande, mas se você gosta de animais e de uma experiência diferente, vale a pena.

Helsingborg FC e a paixão pelo esporte

Helsingborg FC IF

Outro fato curioso de Helsingborg é a paixão da cidade pelos esportes. A população é conhecida por praticar esportes e frequentar eventos esportivos.

Na Copa do Mundo de 1958, na Suécia, o estádio Olympia foi uma das sedes, tendo presenciado inclusive a maior goleada daquele mundial, o 6×1 da Tchecoslováquia sobre a Argentina (nossos hermanos quase têm o 7×1 deles, mas a contagem parou antes…).

Outro jogo realizado na cidade foi o empate em 2×2 entre a mesma Tchecoslováquia e a antiga Alemanha Ocidental. Nas duas partidas, mais de 20 mil pessoas foram ao estádio da cidade.

Essa foi a primeira Copa que o Brasil ganhou, vencendo os donos da casa, mas a nossa seleção não chegou a jogar em Helsingborg.

O estádio Olympia, com capacidade para 17 mil pessoas, hoje é a sede do Helsingborg FC, ou Helsingborg IF (Helsingborgs Idrottsförening), que já venceu seis vezes o campeonato nacional.

O que os outros esperam de mim não é tão importante quanto o que eu espero de mim mesmo ~ Henrik Larsson, treinador do Helsingborg FC

Se você é fã de futebol, deve se lembrar de Henrik Larsson, atacante de três Copas do Mundo que fez história na Seleção da Suécia e no Barcelona.

Ele começou a carreira no Helsingborg FC e voltou ao clube para encerrar a carreira, tendo se despedido com o título da Copa da Suécia de 2006. Depois começou a trabalhar como técnico e, em 2016, é o treinador do Helsingborg FC.

Conclusão: vale a pena visitar Helsingborg?

Helsingborg para turismo

Helsingborg é uma daquelas pequenas cidades da Europa que pouca gente no Brasil conhece. Eu mesmo nunca havia escutado esse nome até estar em Copenhague.

Apesar disso, a cidadezinha tem umas boas atrações turísticas e vale a pena ser visitada se você estiver com viagem marcada para Copenhague, Estocolmo, Malmo ou alguma outra cidade na região.

Em um famoso guia de viagem, Helsingborg aparece com um dos 12 lugares obrigatórios para se visitar na Suécia.

Se preferir ir direto a cidade, ela é servida pelo aeroporto Ängelholm–Helsingborg, que fica a cerca de 30 quilômetros do centro.

Para hospedagem, a melhor opção na cidade é o Elite Marina Plaza Hotel, bem de frente para o mar, o que significa que não sairá muito barato.

Não sei dizer se no inverno vale a pena a visita, já que boa parte das atrações turísticas são ao ar livre.

Minha dica é que você separe um dia inteiro para visitar Helsingborg, na Suécia, e Helsingor, na Dinamarca, pois as duas ficam muito próximas, a travessia de barco é interessante, e metade de um dia é suficiente para conhecer cada uma.

Mais informações podem ser encontradas, em inglês, no site oficial da cidade de Helsingborg.

Caso você tenha alguma dúvida sobre a cidade, ou se quiser trocar uma ideia sobre roteiros pouco explorados, deixe um comentário logo abaixo que nós vamos conversando.

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Publicado por Walmar Andrade

Criador do Mude.nu, Walmar Andrade é bacharel em Comunicação Social, com extensão em jornalismo on-line (UFPE), MBA em Planejamento, Gestão e Marketing Digital (FECAP-SP) e Master en Comunicación Empresarial (INSA-Barcelona). Escreve sobre comunicação e marketing digital no blog Fator W.

4 Comentários

  1. Nunca ouvi falar mesmo, mas parece ser bem bonita. É fria?

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  2. fizemos o mesmo que vocês: visitamos Copenhagen, e lá mesmo ficamos sabendo do trem para o Castelo de Hamlet e qndo chegamos lá acabamos tomando o ferry boat para visitar Helsinborg, mas acho que não vimos boa parte deses pontos turísticos todos. Devia ter lido o texto antes :P

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  3. Suécia = melhor país do mundo S2

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  4. A única coisa que conhecia sobre Helsinborg,até o momento,era o seu clube de futebol.

    Bom relato

    Responder

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