A Fúria dos Reis (Editora LeYa, 2011) é o segundo livro da série As Crônicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin, sobre a qual já falei na resenha anterior.

Esta resenha pode conter spoilers sobre a história, se você ainda não leu o primeiro livro (A Guerra dos Tronos) ou se não viu a primeira temporada da série televisiva Game of Thrones.

A Fúria dos Reis começa exatamente de onde o primeiro livro parou e mantém tanto a estrutura narrativa quanto as qualidades e defeitos do livro anterior.

Ned Stark agora está morto e decapitado. Joffrey, das Casas Baratheon e Lannister, continua seu confuso reinado enquanto Stannis Baratheon e Renly Baratheon reivindicam o Trono de Ferro. Por outro lado, Robb Stark declara-se Rei do Norte e Balon Greyjoy, Rei das Ilhas de Ferro.

O segundo livro, na minha opinião, é um pouco inferior ao primeiro. Enquanto a leitura de A Guerra dos Tronos flui sem grandes problemas, em A Fúria dos Reis a história parece que por vezes empaca.

Alguns capítulos de pontos de vista, especialmente os de Davos Seaworth (O Cavaleiro das Cebolas), parece que nunca acabam. A história de Arya Stark também fica um pouco distante do enredo principal, embora de melhor leitura.

Por outro lado, a evolução do personagem de Tyrion Lannister neste segundo livro mostra o porquê de o anão ter se tornado uma das figuras mais queridas pelos fãs da história, seja nos livros ou na televisão.

Suas limitações, seu isolamento, os conflitos familiares e a paixão proibida pela prostituta Shae fazem Tyrion ocupar a cadeira de protagonista da história, mesmo não sendo ele um dos reis em fúria anunciados no título.

Outro que evolui bastante no segundo livro é Jon Snow, o bastardo de Ned Stark, que avança para-lá-da-muralha e para derrotar ou infiltra-se entre os selvagens liderados por Mance Rayder.

Batalha da Água Negra, o ponto alto da Fúria dos Reis

A Fúria dos Reis

A Batalha da Água Negra

O ponto alto de A Fúria dos Reis é mesmo a Batalha da Água Negra, já em seus capítulos finais, quando Stannis Baratheon finalmente decide atacar Porto Real para tirar Joffrey do trono à força.

Assim como fez no primeiro livro, George R. R. Martin conduz o leitor por uma linha de raciocínio até que, no momento da conclusão, pega todos de surpresa.

Embora possa parecer uma muleta narrativa, a forma como a aliança que causa o plot twist é formada não apenas é bastante plausível, como acontece diversas vezes no mundo real. Realpolitik, pelo visto, chegou também ao mundo da fantasia.

Em conclusão, A Fúria dos Reis vale a leitura de suas 768 páginas e consegue se manter quase no mesmo nível do livro anterior. Talvez com uma estrela a menos, mas nada que faça o fã desistir da saga.

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Publicado por Walmar Andrade

Criador do Mude.nu, Walmar Andrade é bacharel em Comunicação Social, com extensão em jornalismo on-line (UFPE), MBA em Planejamento, Gestão e Marketing Digital (FECAP-SP) e Master en Comunicación Empresarial (INSA-Barcelona). Escreve sobre comunicação e marketing digital no blog Fator W.

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