Quando você é jovem, recebe aquele velho conselho de estude bastante, arrume um bom emprego, dê duro e curta bem o final da vida.

Ora, nós queremos curtir a vida desde cedo e, definitivamente, ter um “bom emprego” não é algo que vá ajudar isso.

No modelo tradicional, nós temos muito tempo livre quando temos muita energia, porém pouco dinheiro. Depois, na meia-idade, temos muito dinheiro, razoável energia e pouco tempo livre. Quando ficamos velho, temos muito tempo livre, algum dinheiro, e pouca energia.

Não seria melhor ter logo muito dinheiro, com tempo livre e energia para desfrutar? O caminho para isso chama-se independência financeira e ela deve ser conquistada através de uma atitude empreendedora e não de um bate-ponto diário em um emprego burocrático.

Dilbert no trabalho com o cachorro

Aqui vão dez razões básicas para você não querer nunca um emprego tradicional:

  1. Você pode se matar de trabalhar ou não trabalhar nada que o salário no final do mês provavelmente vai ser a mesma coisa
  2. Você está trabalhando para fazer uma outra pessoa rica
  3. O governo fica com metade do seu salário antes mesmo que ele chegue a você
  4. Você fica setorizado e especializado em um única coisa, quiçá por toda a vida
  5. Você tem horário para ir para o escritório, para voltar, horário para comer, horário para reunir… sempre nos piores horários, que é quando todo o resto do mundo que também tem um emprego tradicional faz a mesma coisa
  6. Você pode ter que trabalhar para um chefe idiota ou ser obrigado a conviver com pessoas negativas
  7. Você pode ser demitido assim que seu chefe quiser
  8. Você passa os dias dentro de um escritório sem janela, sem ver o mundo lá fora, sem ver os seus filhos crescerem
  9. Você não tem autonomia para fazer o que quer e acaba perdendo criatividade com isso
  10. Você tem que se humilhar ou passar por constrangimento para pedir um aumento

Nossa dica? Procure criar uma situação em que você receba resultados proporcoinais ao que produz e em que tenha autonomia para controlar horário, metodologia e remuneração.

Pense em ser autônomo, em criar uma empresa, em ser contratado pela mesma empresa para a qual trabalha como pessoa jurídica. Só não deixe passar a sua vida inteira no escritório do Dilbert.

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12 Comentários

  1. “(…) Depois, na meia-idade, temos muito dinheiro, razoável energia e pouco tempo livre. (…)” A parte do muito dinheiro não chegou aqui até agora.

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  2. Emprego: 10 razões pelas quais você nunca deveria querer um | mude.nu: http://t.co/5st9r4b via @AddThis

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  3. É por isso que eu não quero…

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  4. Por isso que com 24 anos
    tenho meu próprio escritório =)

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  5. Cara esse texto é tudo.

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  6. Meu pai morreu há sete meses. Era mecânico de máquinas pesadas. Ele queria muito morar no campo, cuidar de plantações e gado. Batalhou muito, mas priorizou a família, que preferia – e carecia – morar na cidade. Quando se aposentou, batalhou muito, pagou a faculdade da minha irmã, construiu uma casa, vendeu e – finalmente – comprou um sítio. Mas, um mês depois, morreu de enfarto. Meu pai sempre foi minha inspiração e uma reflexão. Inspiração porque nunca se acovardou, se rendeu, sempre ousou, lutando contra as muuuitas limitações, principalmente a financeira. Reflexão porque, apesar de ter viajado muito e tentado conciliar o que precisar fazer com o que desejava fazer, não conseguiu aproveitar o sonho que ele achava viria num futuro que nunca chegou. Por isso quero escrever o livro. Mas algo não me deixa e eu fico prorrogando, trabalhando o dia inteiro, cuidando de filhos e família, deixando para mais tarde, para o futuro, para “um dia”. Qual desafio me inseriria? Hoje gosto do que faço, mas não amo. Amaria se pudesse viver de livros, livre.

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    • Estamos começando um ONG aqui na minha região para ajudar escritores em potencial que não sabem como ou não estão conseguindo escrever e publicar seu livro. Aqui a gente vê muitas pessoas assim, que gostariam de viver só de escrita, mas não conseguem por empecilhos financeiros. Isso é comum, mas há jeito! O importante é você não desistir do seu sonho, não ignore que ele existe, não deixe isso ir se apagando. Não sei com o que você trabalha, mas uma boa é procurar uma nova carreira que te permita escrever mais. Por exemplo, tente ser jornalista em uma revista ou jornal impresso. É uma forma de você praticar diariamente sua escrita, conhecer pessoas e histórias diferentes todos os dias e estar mais ligada a essa área que você ama. Não é uma carreira para tu ficares rica financeiramente, mas poderás ficar rica em felicidade e realização. É uma possibilidade. Claro que essas coisas não caem de mão beijada, mas é por isso que o nome é “desafio”. Boa sorte!

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    • Deveria escrever um livro! Ajudaria as pessoas.. Veja seu pai, sempre adiou o sonho e no fim não teve tempo usufruir dele.. Nós que escolhemos o mundo em que queremos viver.. Talvez se não fossemos tão capitalista seríamos mais felizes! As vezes uma vida humilde e o coração cheio é o que nos faz melhor que o dinheiro!

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  7. Ah, gente, triste é acordar todo dia com aquela sensação de fazer tudo sempre igual, de não ter aquele impulso de fazer as coisas do seu jeito á sua maneira…
    A história do pai da Nádia reflete bem essa busca que parece nunca ser alcançada.

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  8. Meu sonho é montar minha própria empresa de comunicação, que inclui uma revista e um programa de rádio. Tenho todo o plano de negócio dela pronto, mas não tenho coragem de pedir demissão e botá-lo em prática. Eu amo minha profissão de repórter. Tenho 23 anos e me sinto com um caminho grande pela frente, mas não quero ser peão por toda minha vida. Se eu encontrasse pessoas que acreditassem nesse sonho comigo, eu provavelmente seria mais forte para decidir. Vivo nessa dualidade “empreendedor: ser ou não ser?”

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    • Me formei em engenharia aos 25 anos e seis meses após a formatura, trabalhando numa boa empresa com salário acima da média dos meus colegas (pois eu já tinha experiência de alguns anos na área), pedi demissão e abri minha própria empresa. Ela demorou vários meses pra dar certo, mas depois decolou. Se você tem talento e é competente (e parece que é), eu recomendaria abrir a empresa, sem medo de ela não dar certo. Apenas pela experiência. Você não terá outra vida pra tentar diferente. Se não der certo, não deu, você pode voltar pra sua vida atual de trabalhar como empregado e com uma bagagem a mais, já que trabalho não falta para pessoas competentes. Sucesso!

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  9. Eu tenho 29 e estou nessa situação, não consigo mais trabalhar para os outros.. Não consigo viver essa vida de escravidão.. Não sei o que quero da vida.. Triste ser assim…

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