Sempre me interessei pela corrida. É exatamente isto mesmo que você está pensando: correr por aí para suar um pouco.

Descobri na corrida um momento para refletir sobre as coisas da vida. O momento em que você (simplesmente) corre é um momento extremamente solitário propício à reflexão.

Nos últimos 2 meses tomei a decisão de obter um mínimo de supervisão, visando ao meu bem-estar físico. Consultei um profissional da área e, desde então, meu interesse pelo esporte vem crescendo cada vez mais.

Neste meio tempo, tive uma surpresa inusitada: descobri que correr, assim como todo esporte, também é uma lição de vida. Correr implica atender uma finalidade, seja perder peso, seja adquirir condicionamento físico, seja conhecer um parque. Afinal, correr não é tão monótomo como querem crer aqueles nossos amigos que perguntam: “qual a graça de correr?”.

Situado em um contexto de objetivos pré-estabelecidos, bastante disposição e um ambiente legal, cada treino e/ou cada corrida são cada vez mais gratificantes, quer pelos benefícios físicos, quer pelo alívio do stress.

Feita esta introdução, onde está a lição de vida?

A lição está dividida nos 2 tipos de corrida – resistida e intervalada – a qual passo a explicar.

Na corrida resistida, ou seja, naquela guiada pela frequência cardíaca, em que o meu objetivo é a perda de peso, aprendo a lidar com meus limites que são os limites mínimo e máximo do batimento cardíaco – a chamada “zona de treinamento”.

Aqui o objetivo é o equilíbrio. É correr de forma eficaz sem muita ansiedade, contudo, sem também não ser devagar demais. É estar na zona de treinamento para obter os melhores resultados.

E não é assim na vida? Por vezes, no trabalho por exemplo, ultrapassam-se limites. Assim como correr acima da zona de treinamento, dar mais do que se pode no trabalho é fazer um sacrifício. Uma vez que se conhecem os limites, vale a pena ultrapassar os limites? Vale a pena o sacrifício? O melhor resultado se obtém através do equilíbrio, e não é só a corrida que mostra isto.

Já na corrida intervalada, ou seja, aquela que consiste em série de tiros de velocidade em curtos intervalos de tempo, cujo objetivo é “aumentar o fôlego” – minha definição leiga de “elevar a capacidade aeróbica máxima (VO2)”.

Aqui o objetivo é estender os limites. Com um VO2 melhor, corre-se mais e melhor. O treino é naturalmente mais cansativo e exige determinação.

Transportando o treino para a vida, pergunto: vive-se apenas de flores? Acredito que não. Cada problema que se enfrenta é uma experiência a mais que nos prepara para as novas experiências que estão por vir.

Nas duas corridas, quer na intervalada, quer na resistida, o prazer maior é o sentimento do dever cumprido. É aquele alívio pós-corrida em que a camisa está suada e a lembrança de que o treino que se passou foi melhor que o anterior. Esse tipo de sentimento motiva a continuidade no exercício e consiste, pra mim, no prazer pela corrida. Sinto que estou no caminho certo.

Em suma, várias são as lições aprendidas com a corrida. “Obedecer limites”, “quebrar limites”, “equilíbrio”, “determinação” são expressões e palavras que se deve constantemente ter em mente em qualquer atividade que se venha fazer.

Vale lembrar que é necessário o acompanhamento de um profissional para a prática da corrida. Indica-se a compra do monitor cardíaco para a prática das corridas resistidas. Atualmente, o mais barato destes monitores cardíacos é vendido por cerca de R$ 100,00. Não preciso nem dizer que é um grande investimento para quem gosta de correr e quer obter os melhores resultados

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