Dos 79 desafios que temos no Mude.nu, o quinto mais popular é o de Passar em um Concurso Público.

Agora, você já parou para pensar se isso faz realmente sentido para você? É essa vida que você quer?

Tenho uma empresa que presta serviços para instituições públicas. Oferecemos treinamentos e capacitação para servidores públicos e conhecemos servidores de todo Brasil, das três esferas e dos três poderes.

Seguindo minha percepção e experiência, vou ressaltar aqui 3 razões para você não prestar um concurso público. Se você estiver preparado para encarar essas 3 razões, vá em frente e passe em um concurso. Caso contrário, é melhor desistir da ideia e tentar outra coisa.

A carreira após o concurso público

O provimento da carreira pública via concurso público foi criado para impedir os políticos de fazerem o que bem entendem. Não preciso nem dizer que, hoje, parte dos servidores servem a política e a interesses individuais dos mais variados, deixando o cidadão (nós) bem no final das suas lista de prioridades. Deveríamos ser os primeiros, mas parece que atualmente somos os últimos.

A mais honrosa das ocupações é servir ao público. E ser útil ao maior número de pessoas. Michel de Montaigne

Portanto, conheça a sua real motivação e saiba que passar em um concurso público é apenas o começo de um desafio ainda maior. Vamos as 3 razões para não se tornar um funcionário público:

1. Conforto e estabilidade

Essa é clichê. De cada dez pessoas que conheço que estudam para passar em um concurso público, pelo menos oito respondem: “Ah, é pelo conforto e estabilidade”. Acredite em mim, essa resposta seria como dizer que você está vivendo para morrer. Sério, é estranho achar que a estabilidade de um emprego público é algo bom.

Entre os servidores com mais de 15 anos de carreira que conheço, o nível de satisfação é bem baixo, próximo da depressão. E poucos têm energia para provocar mudanças. No longo prazo, é provável que todo o conforto e estabilidade que você sonhou se transformem em um peso enorme que pode travar suas possibilidades de se movimentar em outras direções na vida.

2. Perspectiva de carreira

As suas possibilidades são extremamente limitidas se você é um servidor de carreira. Existe a progressão salarial conforme tempo de serviço, mas novas experiências, novos desafios, inovação, flexibilidade e autonomia ainda são termos raros e quase desconhecidos no serviço público.

3. Peso para o Estado

Você é daqueles que reclama dos gastos do governo? Vale lembrar que a maior parte das receitas públicas são para pagamento da folha. Sim, aquele seu salário que vai “pingar” no final do mês, será pago pela população. Desconsiderando a corrupção que assola o setor público, você pode estar contribuindo para manter a ineficiência do Estado.

Em alguns departamentos ou secretarias que conheço, é ultrajante a relação custo-benefício que se observa. Colocando em perspectiva, você corre o risco de trabalhar em uma equipe de 50 pessoas (em que apenas duas dariam conta do trabalho) e ainda assim nada funcionar.

Mais desvantagens

Para quem está em início de carreira, os altos salários de algumas funções do serviço público e a possibilidade de estabilidade são bastante atrativos. Porém, tenha em mente também as seguintes desvantagens:

  • Você terá um limite. Por melhor profissional que você seja, você nunca vai ganhar mais do que o teto do funcionalismo público, que em 2013 é de R$ 28 mil brutos. Pode parecer algo grande, mas veja quanto um alto executivo de uma empresa pode ganhar e você verá que, dependendo do caso, você estará perdendo dinheiro.

  • Você não terá fundo de garantia (FGTS) nem aposentadoria se desistir. Até 2012, todo mundo que entrava no serviço público estatutário tinha um plano de previdência próprio, para o qual você contribui obrigatoriamente. Se você saísse do serviço público para voltar à iniciativa privada, não levaria nada. Também não há fundo de garantia (FGTS), pois já existe a estabilidade.

  • Não é verdade que o emprego é para sempre. Ao contrário do que muita gente pensa, é possível sim perder o cargo. Primeiro, você só adquire a estabilidade depois de três anos após passar no concurso público e começar a trabalhar. Segundo, a estabilidade é condicionada a aprovação em um estágio probatório. Se você não for bem nesses três primeiros anos, a administração pública pode dispensá-lo.

    Mesmo após adquirir a estabilidade, você pode ser demitido se cometer alguma penalidade, como faltar demais, ofender outra pessoa no serviço, revelar algum segredo do qual se apropriou em razão do cargo, entre várias outras. Mesmo que não tenha cometido nenhuma penalidade e seja estável, ainda assim você pode perder o cargo se o Estado estiver com despesas demais, de acordo com o artigo 169 da Constituição.

  • Você não controla o futuro. Fazer concurso público nos dá a possibilidade de receber altos salários, mas nada garante que isso vai ser assim até o final da sua carreira. Quem é mais novo pode não se lembrar, mas ser servidor público na década de 1980 até o início dos anos 2000 era uma péssima escolha, por conta dos salários defasados. Nada garante que isso não vai voltar a acontecer um dia.

  • A possibilidade de defasagem. Prepare-se para enfrentar alguns problemas de estrutura, como trabalhar com computadores velhos, internet lenta, mobiliário antiquado. Também esteja preparado para encontrar algumas pessoas acomodadas com a suposta estabilidade. Saiba que o serviço público, em regra, está quase sempre alguns passos (em alguns casos muitos passos) atrás da iniciativa privada em termos de gestão e equipamentos.

Como decidir

Antes de prestar um concurso público, pode ser interessante conhecer melhor as instituições públicas em que você pretende atuar. Escolher uma carreira simplesmente pelo salário pode ser perigoso. Pergunte a si mesmo se você realmente deseja servir ao público, se entende a verdadeira função do Estado, se não há opções melhores na iniciativa privada.

O objetivo deste post não é desestimular você e sim fazê-lo refletir, deixando claro algumas das mais aparentes desvantagens do funcionalismo público.

Resumindo: converse com outras pessoas, pesquise casos, conheça a carreira, estude e então, se realmente decidir, passe em um concurso!

Boa sorte!

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117 Comentários

  1. A área pública se tornou uma alternativa muito atraente em vista da exacerbada exploração da empresa privada com salários ridículos. Além disto, o empresariado brasileiro é ultrapassado, autoritário e incompetente. Detesto o funcionalismo público, mas uma empresa privada decente é raridade. Empresa privada só vale a pena no Brasil se você for o dono ou se der a raríssima sorte de que o dono seja alguém decente, elegante, competente, inteligente e humano.

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  2. Sim, concordo que concurso público não é a saída para todos os problemas. É puramente uma questão de perfil.
    Porém, gostaria de comentar cada um dos pontos:
    1) O conforto e estabilidade são bons dependendo do uso que irá fazer deles. Trabalhar somente 8 horas para chegar em casa e assistir novela realmente é deprimente. Mas se o tempo excedente for utilizado para cuidar dos filhos, viajar, ler, se dedicar a algum hobby, investir, estudar coisas novas, creio que a vida pode ser tornar bem interessante.
    2) Em órgãos públicos realmente é mais difícil crescer na carreira, mas é possível. Sem falar que a progressão em indústria também é lenta, gerentes podem ficar em seus cargos por anos a fio. O cenário muda se tratando de consultoria estratégica, bancos e gestoras de patrimônio, onde o ritmo é mais acelerado e as pessoas acabam sentindo o ritmo, mas isso também vale para nós.
    3) esse tópico nao faz o menor sentido, a não ser que nos consideremos, a priori, incapazes, ineficientes e vagabundos. Se a pessoa trabalha direito, ela com certeza não será um “peso para o estado”, e sim uma pessoa trabalhando para transformar o funcionalismo público, mesmo que seja difícil. Não acho que indo para uma empresa privada estejamos fazendo um bem para a sociedade.
    4) O limite salarial existe sim, porém acho que o salário de 20 mil mensais é satisfatório para muitas pessoas. É muito dificil ganhar isso mesmo nao iniciativa privada, é preciso estar no nível de gerente e trabalhar muito, até mesmo depois de chegar nesse nível.
    5) A aposentadoria mudou, agora os servidores do executivo fazem parte do regime complementar de previdencia junto com um fundo privado.
    6)Sim, há o período probatório, mas relatos dizem que é dificil ser reprovado nesse periodo, até porque a tramitação é custosa. Quanto a “faltar demais, ofender outra pessoa no serviço, revelar algum segredo do qual se apropriou em razão do cargo, entre outras dez opções.”, Cá entre nós que essas são atitudes extremas, é bem dificil cometer esses erros no ambiente corporativo. Na iniciativa primada voce pode ser demitido por um décimo disso.
    7) Em relação a controlar o futuro, realmente é dificil garantir essas condições 50 anos pra frente, mas dependendo da força do órgão e do sindicato, pode-se dizer que as condições nao devem piorar muito.
    8) (defasagem) Aqui, novamente, depende do orgão.

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    • Perfeitas suas colocações @CleberAkira_Okamoto!

      A intenção do texto era provocar mesmo. Tenho muitos amigos servidores que não tem nada disso ai que foi exposto, nem pessoalmente nem em suas instituições ;)

      E grande parte do mee trabalho é transformar esse estigma que é pesadíssimo e acaba alimentando algumas posturas que foram expostas no texto. Vira um dilema do ovo x galinha ad infinitum.

      Você trabalha no setor público?

      Abraço.

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    • Perfect!!
      Me senti, de fato, provocada pelo texto. Mas quando li seu comentário me senti vingada! rsrsrs Adorei!

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    • Excelente o texto com os pontos positivos.

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  3. Trabalhando durante anos em Brasília na esfera legislativa, executiva e militar posso dizer sobre alguns tópicos do artigo quando de um comentário que foi feito:

    1 – “Mas se o tempo excedente for utilizado para cuidar dos filhos, viajar, ler, se dedicar a algum hobby, investir, estudar coisas novas, creio que a vida pode ser tornar bem interessante.”
    Não é isso que acontece. Das atividades citadas requer uma certa disposição que muitos não tem. Infelizmente a maioria chega em casa e quer é descansar. Até porque tem coisas que já vi que nessas instituições que são cansativas mesmo.
    2 – É possível crescer mas é bem difícil mesmo.
    3 – Depende… conheço casos de pessoas que ganham muito para…. estudar para outro concurso mais interessante. Esses são um peso. Há de separar joio do trigo. Lembrando que no Brasil o salário de servidor público é maior que um da iniciativa privada o que é um erro visto que no setor público já tem a estabilidade. Lembrando que a estabilidade tem valor econômico e isso não é a lógica do mercado.

    4 – Interessante que não conheço nenhum servidor que ganhe 20 mil. Ao contrário no iniciativa privada conheço muitos (profissionais pra lá de excelentes)… Deve existir servidores com salários no teto. Mas são a minoria. Como é minoria também no outro setor. Agora salários de executivos passam e muito dessa margem.
    6 – “Na iniciativa primada voce pode ser demitido por um décimo disso.”
    Isso é mito… ao meu ver. Você é demitido se trás prejuízo há um corporação. Esse é o raciocínio básico na iniciativa privada. É lucro… Gerou lucro? Vaga garantida!
    Então pra mim esse lance que no setor privado você anda na corda bamba é uma visão que nunca entendi por parte de servidores. Basta ser competente… o resto é resto!
    E tem muita gente que já foi exonerada em BSB por conta das infrações citadas no texto.
    7 – Dependendo das condições do país isso pode acontecer sim. Ai não tem sindicato que segure…

    Concordo em quase tudo com o que foi escrito e é um lance da pessoa avaliar o que quer na vida. Tem muita gente feliz e infeliz nos dois setores.
    Pra mim o fato de não fincar bandeira em apenas um lugar e ter mais possibilidades de crescimento profissional me fez optar pela iniciativa privada.

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  4. Boa noite,
    Gostaria de deixar algumas reflexões sobre o tema e algumas respostas.
    Formalmente tenho 20 anos que trabalho na iniciativa privada e 5 informalmente.
    Trabalhar na iniciativa privada está sim cada vez mais difícil, engana-se que a demissão é para quem não gera lucro, cansei de ver profissionais serem demitidos por politicagem a famosa puxada de tapete grandes profissionais serem dispensados ou trocados por gente muito ruin de serviço, mas que fazia parte da panela, aliás ser muito bom na iniciativa privada muitas vezes é demissão a vista, causa ciúmes inveja mesmo, as pessoas fazem qualquer coisa para subir ou garantir o seu lugar, ética é uma característica cada vez mais rara no ambiente corporativo. Deveria sim o profissional competente que gera lucro para empresa ter uma certa estabilidade, mas na prática não é o que acontece, além disso quanto mais experiente, quanto maior o cargo, maior o risco de ser demitido pelo “alto salário” você cresce na carreira depois vira alvo. No Brasil os valores são invertidos, totalmente, apesar do pensamento superficial ou de quem não vivenciou a iniciativa privada, a meritocracia aqui é uma prática que está muito longe de ser valorizada. Outra os salários de uma forma geral são muito baixos, ao contrário das exigências e quantidade de horas trabalhadas.
    Acredito que a iniciativa privada de uma forma geral possa valer a pena sendo empresário, o que também sabemos que é uma grande façanha pelo menos para os que querem crescer honestamente algo raro no Brasil…Independente do perfil o que precisa de ser mudado nesse país é o estímulo a corrupção através da impunidade cada vez maior, a “parceria entre a alta administração e grandes empresas”, financiamento privado de campanhas políticas, bancos, construtoras, laboratórios etc, isso tem um alto custo para nação: a famosa doação nada mais é que investimento das empresas nos candidatos com maior probabilidade de vencer seja qual for o cargo disputado, com isso aumenta-se a concentração de renda a cada ano em detrimento da população cada vez mais pagando impostos e com poder de compra mais baixo. Para decidir qual caminho tomar é necessário o conhecimento real de cada setor e principalmente a avaliação dos valores próprios, vencer honestamente nesse país seja na área privada ou pública é tarefa árdua, pois aqui impera o “jeitinho brasileiro”, a lei de levar vantagem em tudo sobre tudo…

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  5. O principal problema do funcionalismo público é exatamente por que o candidato sempre imagina salários excelentes, estabilidade, vida boa, mas na prática tem que saber lidar com pessoas de todos os níveis sociais, gente que cheira a perfume francês e quem cheira a suor e fumaça. Um mal humor inexplicável como se dormisse todos os dias de calça jeans, Não atendem telefone, se falta um X num formulário devolvem e mandam voltar outro dia sem se importar se o cidadão mora longe. Sou contador e lido com esta classe diariamente em todas as esferas e confesso que tem que ter muita paciência por que são absolutamente em sua maioria incapazes para exercer o cargo que ocupam por que não há reciclagem, se acham os donos da verdade, não entendem de legislação e são autoritários e arrogantes.
    Já sai do meu escritório para explicar a servidora do INSS que a informação dada por ela ao meu cliente estava errada e pasmem, as normas com a legislação estavam sobre a mesa dela e ela desconhecia, certamente o facebook é mais importante para ela. Poem processos em exigência sem ler, trazendo prejuízos e atrasos ao contribuinte/segurado.
    Na RFB uma servidora não queria protocolar meu processo de reconsideração para inclusão no parcelamento que segundo ela não seria deferido. Insisti e o meu cliente teve seu direito garantido.
    A única coisa que me deprime nesta vida é quando tenho que comparecer ao INSS, RFB, PGFN e algumas Prefeituras pelo Brasil afora. Resumindo: Estão lá pelo dinheiro, não por amor à profissão, em servir ao público, parecem mal amadas, amargas, com suas exceções, claro!!

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  6. Concordo com o Cleber Akira! Claro que as reflexões do texto são pertinentes, porque a priori, o que parece é que concurso público é a salvação para todos os seus dilemas. Mas sejamos sensatos: trabalho é trabalho, e seja ele qual for, empregado, funcionário público ou privado, empresário com um negócio próprio, todos eles tem suas vantagens e desvantagens. Penso eu, que a análise deve ser feita com base naquilo que aparentemente parece uma desvantagem e levar em conta se você suporta essa situação. É quase como casar: pra manter o relacionamento, não basta gostar das qualidades da pessoa (isso é o mínimo e o óbvio né?) mas sim, não se importar muito com os defeitos que ela carrega (porque sim, todos temos defeitos) assim, o fato de estar vivendo com a pessoa serve de estímulo e não de peso pra sua vida.

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  7. Lembrando que nada impede de que enquanto você trabalha pode estudar e buscar algo melhor de onde esta. Pode mudar de acordo com a sua experiência, se esta descontente no setor privado pode mudar para o público e vice versa.

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  8. reprovei-em-todos-os-concursos-que-prestei detected!

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  9. Faça o que gosta, assim você não trabalhará nem um dia na vida! Esse é meu ponto de vista, seja na iniciativa pública ou privada.
    Ganhar muito fazendo o que não gosta é muito pouco, o salário no final do mês é um troféu, seria péssimo ganhar um troféu sem competir.

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  10. Como ja foi dito em alguns comentários: TRABALHO É TRABALHO.
    já dizia seu madruga: “Não existe trabalho ruim, o ruim é ter que trabalhar” kkk

    Quando se analisa o cargo público isoladamente você encontra sim vantagens e desvantagens, mas a mesma coisa ocorre com o setor privado, não os mesmos benefícios e erros, mas nele você também encontra vantagens e desvantagens.

    Mas acho que quando se coloca tudo isso numa balança, prefiro o serviço público (acho que no setor privado tem mais de 8 desvantagens rsrsrs). Isso varia muito de pessoa pra pessoa, de empresa pra empresa e de órgão pra órgão. ;)
    enfim…

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  11. Muito bom, melhor ainda os comentários ! Sou funcionário de empresa privada e estou muito bem, obrigado.

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  12. Quando entrei na faculdade, ouvi de muitos alunos do meu curso: “quero ser funcionário público, ganhar um bom salário, por isso escolhi este curso! “… Meus olhos até brilharam e até pensei em prestar concurso, mas pensei bem e conclui que o único ponto bom do funcionalismo público são somente os salários. Pensei em como eu trabalharia em qualquer setor, com esse tipo de estrutura que só o nosso Brasilsão tem: JUDICIÁRIO lento e socado de processos; na SAÚDE com hospitais e postos de saúde sucateados, sem o mínimo pra suprir a dignidade e o direito do cidadão; na EDUCAÇÃO, escolas caindo aos pedaços, professores mal remunerados; INSS, bom… esse é um dos maiores ” papa-imposto” de todos os tempos, nunca tem um bom sistema, moderno, que atenda decentemente às demandas; POLÍCIA? Nem pensar! Botar meu c* na reta, prender o bandido, pra depois soltarem por não ter mais vaga no presídio, com o risco de eu ou meus familiares sofrerem represálias… Bom, isso é apenas um pouco da situação do DESSERVIÇO público, por isso decidi que não quero esse tipo de trabalho, quero fazer o bem, mas acredito que não é possível fazê-lo por completo com estrutura dessa forma.
    Só lembrando que, em nenhum momento fui contra o funcionário e sim contra a estrutura que é fornecida para que se trabalhe. Quem consegue driblar todos esses obstáculos, parabéns!

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  13. acredito que no serviço publico voce consegue mais rapido seus objetivos.
    trabalhando pra uma unica maquina publica. ter sua casa. comprar seu carro.casar.

    agora na iniciativa privada. a unica coisa que importa é lucro. pode ate ta morrendo,
    exemplo. se nao tem plano de saude. nao vai ser atendido neste hospital.

    detalhes. vejo pessoas gastando 50 mil. fazendo f inanciamento pra estudar.gastando tudo de ganha com gradução. primeira e segunda. pos graduação. certificado.curso bla bla bla
    estudando 10 anos pra aprende um monte de merda. pegar um monte de papel pra por na parede, só serve pra isso. por dentro da empresa. se vc nao der a bunda pro chefe, pedi as consta ou se prepare pra viver com diabo todos os dias.

    não e leve a mal mas oque as empresas fazem com os funcionários , que aceitam tudo com medo de nao ter o que comer mes que vem, é de se espantar.
    junta uma quadrilha dentro da empresa , e faz de tudo pra fuder o funcionario o máximo que puder. dono,administrador,gerente,chefe. ate outros funcionarios ti fode pra pegar sua vaga. fica doente pra ver se nao ta na rua, diminui a produção pra ver.

    e o que mas me deixa indignado

    é o aumento de serviços e produção todo ano. sempre a empresa quer mais e mais. voce sempre tem que dar mas sangue todo ano. render mais. produzir mais, e mais rapido sempre. sempre é cobrado, incansavelmente, e se nao fizer, ja sabe né

    todos nasce na privada, mas para mudar ambos os mundos. voce deve entrar na carreira publica.

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    • Bom ponto de vista, Josué.

      A verdade é que existem vantagens e desvantagens tanto na carreira pública quanto na privada. E ambas são importantes para o desenvolvimento do país.

      Abraços!

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  14. Discordo. O problema é a pessoa que não reconhece a própria estagnação pessoal. E como já disseram o concurso torna-se o meio mais rápido para tal.

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    • Estou há um ano no serviço público e já me sinto estagnada, deprimida… Meu sonho virou pesadelo!

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      • Saia! O problema é que o serviço público tem muitas pessoas insatisfeitas que não saem porque são acomodadas, só reclamam mas não dão um passo para olhar oportunidades melhores (até mesmo dentro do serviço público) como quem prefere se ferrar pra colocar a culpa no sistema. Não perca mais um ano na sua vida. Saia o quanto antes e dê lugar para quem possa gostar de fazer um bom trabalho e se ele não é bom, que então possa apresentar propostas para melhorá-lo. É disso que o serviço público precisa para ser melhor: pessoas que sabem que há problemas e que estão dispostas a dar sua contribuição para que ele seja melhor.
        Quem busca o serviço público pelos salários. estabilidade e achando que vai trabalhar pouco, está enganado e enganando a população que precisa dele e paga por ele.

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      • Cindy seu comentário mexeu comigo. Eu sou formada em Adm, falo inglês, estou na iniciativa privada, pensando se prestar concurso público seria uma boa opção. Meu medo é justamente este. Me sentir estagnada, não ser promovida por mais ou menos esforço e competência q eu demonstre. Me achar deprimida. Em qual área vc está?

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  15. Sempre vi mtos amigos e colegas de faculdade falando maravilhas de ser funcionário público, mas nunca me identifiquei… Terminei a faculdade e antes de entrar na “paranóia” de ser concurseira arrumei um trabalho terceirizado em uma instituição pública pra ver se era realmente aquilo… O.d.i.e.i. Trabalhei 2 anos, foi a pior experiência de trabalho da minha vida. Tudo antiquado, funcionários mal informados e sem a menor disposição de exercer os cargos com competência, faltava de tudo… as vezes até papel… usuários mal educados, burocracia, problemas sem solução… Eu vivia extremamente infeliz trabalhando naquele ambiente… Fora os favores políticos, os amigos e parentes de políticos dando carteirada e querendo tirar vantagem das coisas….Decidi que concurso não é pra mim…. prefiro a iniciativa privada mesmo….

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  16. eu trabalho com esquema de parceria de vendas …. tenho um bom salario em media 4 mil , comparados aos salarios aqui na minha cidade .. creiam e um bom salario ..rsrsr .. mas sempre tenho metas a cumprir e ela crescem sempre … a pressão do vamos vc tem que fazer mais acaba nos deixando cheios de estressada … sem falar no vc vai ser mandada embora e claro ……sonhava com o serviço publico afinal estabilidade … passei no concurso , para um cargo de baixa renumeração …e agora me pergunto o que vale mais a pena ? hoje estou com 45 anos …

    Responder
    • Silvana,

      Há vantagens e desvantagens tanto no emprego público quanto no privado, como em tudo na vida. A questão é pesar para cada um para ver o que vale mais a pena, principalmente de acordo com o que a pessoa quer para sua vida.

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    • O próximo passo é vc tentar um cargo público de remuneração melhor.

      Responder
  17. sou auditor fiscal da receita ha 2 anos. anteriormente, trabalhei como engenheiro na inic privada. infelizmente a privada oferece pessimas condicoes de trabalho, baixos salarios e extrema instabilidade. nao importa a sua competencia. se a empresa estiver mal das pernas, qualquer cabeça pode rolar. achar que só pq vc é competente que sua vaga esta garantida é puro delirio.
    hj como func publico tenho uma vida decente. nao gosto do trabalho, acho monotono, estupido e burocratico, mas fazer o que? tenho contas a pagar e uma familia para sustentar.

    ps: sem acentuacao devido ao tablet

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    • É o que sempre digo, Samuel. Tanto a iniciativa privada quanto o serviço público possuem seus prós e contras, cabe a cada um livremente escolher o que melhor se adapta ao seu estilo de vida.

      Abraços e obrigado por comentar.

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    • Rapaz eu tou num dilema que eu ainda não sei como resolver. Eu sou bacharel em direito, formado em 2010 e tou no 4p de engenharia mecânica (previsão de termino 2018). Não exerci a profissão de direito por ser muito imaturo na época, então não suguei o que o curso poderia me oferecer na época, contudo depois de umas porradas boas que a vida me deu eu decidi fazer um curso de engenharia como foi dito acima. Mas ando estudando o comportamento do mercado privado e vejo que o nível de esforço pra vc chegar onde realmente merece é algo dantesco. Quem faz o curso de engenharia sabe o que eu tou dizendo. Em resumo eu não se faço concurso pra área de direito ou continuo meu curso de engenharia. Eu tenho 29 anos e me formarei com 33 anos. Se puder me ajudar de alguma forma agradeço!!!

      Responder
      • Olá,
        Eu foquei em concurso e hoje trabalho no trt18, não me arrependo nem um pouco, eu até desisti de uma faculdade de Direito em uma Universidade Federal aqui do meu estado, meu irmã é formada e ganha bem menos que eu e vivi com medo de perder o emprego, como vc é formado em Direito faça concursos na sua área, mas foque em órgãos federais, vc tem muita chance pois a concorrência ne concurso superior é bem menos, ao invés de ficar estudando pra outra faculdade eu no seu lugar estava estudando para concursos, se vc conseguir fazer as duas coisas blz, de qualquer forma te desejo sucesso, é nítido que vc é esforçado. Abraço!

        Responder
    • Ola Samuel, gostei do seu relato. Também formei em engenharia . Parabéns pelo sucesso. Talvez ache o trabalho um saco porque nós engenheiros formamos para atuar numa profissão que é dinâmica, infinita, cativante. Porém querido, todas vez que bater a frustração pelo dia a dia do seu trabalho, lembre-se do que está acontecendo com seus amigos conterraneos “engenheiros”, salarios muito abaixo do piso e dia apos dia a iminente ameaça de ser demitido, uma competição fora do normal no ambiente de trabalho, inveja ,intrigas., carga horaria abusiva, trabalho aos feriados e finais de semana, humilhacoes do chefe, dos filhos dos chefes, dos parentes do chefe do cahorro, piriquito do chefe. Tenho certeza que sentirá muito mais feliz e em breve seremos colegas! Se Deus quiser!

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    • Samuel, entendo você… Também sou servidora pública, tenho um trabalho “decente”, mas odeio o meu trabalho. É monótono, burocrático. Já estou sentindo os sintomas da depressão… Nem o dinheiro resolve… Tenho um Plano B… Ser acionista de uma pequena empresa familiar no litoral… Se eu ver que tudo está dando certo, deixo o serviço público. O importante é ter saúde.

      Responder
  18. Sou bancario de empresa publica. Tenho 7 anos de banco, meu patrimonio é igual a ZERO…ZERO. Nem casa própria eu tenho. Estou endividado com emprestimos que fiz por que o salário é baixissimo, mesmo com função.

    Todo dia vejo os empresários da pequena cidade onde moro depositando milhares de reais e passeando sorridentes pela cidades nas suas HYLUX e AMAROK. Depois entram em suas mansões.

    Responder
    • É bem isso, Francisco.

      Na iniciativa privada, você não tem um limite para os seus ganhos. O limite é a sua competência.

      No serviço público, você troca isso por um teto, e em compensação tem outros benefícios, como a estabilidade.

      Cabe a cada um pesar o que é melhor para si.

      Abraços!

      Responder
    • pq o moderador nao publicou o meu comentario?

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      • Por conta da quantidade de comentários repetitivos, Vitória.

        O moderador só aprova os comentários que enriqueçam o debate e sem palavras de baixo calão.

        Responder
    • Sou servidora pública federal, não gosto do meu trabalho, ganho mal.. Não consigo nem alugar um apartamento de um dormitório no Centro da cidade. Estou pensando seriamente – vou esperar um pouco, ver como essa crise econômica do país ficará – em ser autônoma. Não acredito que terei HYLUX nem mansão, mas paz e saúde mental vou ter.

      Responder
  19. Serviço público federal hoje, em 2015, é pura depressão, só com medicação para aguentar: o povo acha que pode pedir tudo, que tem direito a tudo, mas esquece que quem prestou concurso o fez para um fim específico, do exercício das atividades do seu cargo. E aí todo o problema começa. O cargo do concurso tem em tese atribuições fixas, mas com os anos as atribuições sempre aumentam, desproporcionalmente aos salários. As regras de reajuste salarial em tese deveriam corresponder a reposição da inflação, outra falácia, sempre fica 3 pontos abaixo da inflação anual, então como é que o povo quer ser atendido por alguém motivado nessas condições? O cidadão presta um concurso, é como se fizesse um contrato, e na hora da execução da contraparte o governo não cumpre nunca. Além das vedações é claro, não pode praticar atos de comércio…ora a acumulação primitiva de capital se dá justamente no comércio, então o indivíduo será privado do quê ? Justamente da acumulação primitiva de capital, não terá nunca capital para investir, a não ser que ganhe na justiça por algum direito que lhe foi sonegado no passado. O que sobra no funcionalismo público é financiamento consignado, tenho 18 anos de serviço público federal, ganho 10 mil bruto, e me sobra R$ 600,00 para supermercado. Eita vida boa de funcionário público… vai ser boa em outro lugar…

    Responder
    • Cláudio, já estou sentindo o drama da depressão com um ano de serviço público. Não sei se consigo completar 18 anos como você. Temo pela minha saúde mental. Ganho cerca de R$ 3.000, 00… É tanta pressão, assédio moral… Às vezes dá vontade de vender artesanato na praia.

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      • kkkkk! também já pensei em vender artesanato na praia! sou servidora pública federal, e vivo sob pressão e assédio moral em uma ambiente de trabalho pesado e com atribuições excessivas, dado a falta de outros servidores. Ainda que ganhe um salário acima da média dos outros brasileiros, acho que o Estado não tem o direito de exigir de mim um trabalho sobrehumano. Muitas pessoas tem essa ideia: já que o servidor ganha um salário relativamente alto ele tem que trabalhar excessivamente. Mas acontece que o salário relativamente alto está relacionado com a complexidade das atividades dele e também da responsabilidade, sobretudo quando se trabalha no Judiciário e no MP, onde lidamos diretamente com crimes, denúncias, etc…

        Responder
    • Desculpe-me Cláudio, mas ganhando 10mil reais bruto e estás insatisfeito?! Pode ser que não consiga administrar a sua renda….Na iniciativa privada, um gerente de multinacional talvez ganhe esse salário ou menos. Sei porque já trabalhei em várias….

      Responder
  20. Sou engenheiro formado por uma universidade federal e praticamente não falta emprego pra mim na iniciativa privada. Entretanto, os trabalhos que realmente pagam bem querem um funcionário disponível 24/7. Já trabalhei em duas multinacionais e sei do que estou falando. Se você não estiver disponível, alguém estará.
    E o pior é que mesmo disponível e competente, a pessoa que segura no corrimão do sucesso, vulgo pênis do chefe, é o que é promovido.
    Quanto ao prestígio do trabalho, nem ligo. O que eu fazia era invejado por muitos, afinal, era desafiador, requeria inteligência, desenvoltura, desenvolvimento pessoal. Grande merda, no fim das contas eu estava dando praticamente todo o meu tempo pra atingir o objetivo de um gringo que fundou uma empresa e a fez crescer. Minha diversão durante a semana era almoçar. Gastávamos fortunas almoçando ao lado de gente superficial e arrogante, porque era isso que tínhamos. Esse é o lazer de quem trabalha nas grandes corporações: vestir seu terno de mil reais todos os dias, almoçar em restaurantes chiques, lidar com pessoas cujo ego é infinito e ficar sonhando em subir, subir, subir pra ser admirado pelos colegas igualmente egoístas. Enquanto isso a família, quem realmente importa, admira também, admira muito, mas gostaria mesmo que seu ente querido não tivesse que trabalhar tanto.

    O conselho que dou é o seguinte: você vive pra trabalhar ou trabalha pra viver? Se a resposta for a segunda o serviço público pode ser pra você. Se você coloca sua carreira acima de qualquer coisa na vida, a empresa privada é seu habitat natural.

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  21. Sou servidor público e também atuo no iniciativa privada. Ocupo um bom cargo de nível superior(trabalhos das 8 às 15h) na Administração Pública Federal, com um bom plano de careira, mas que pode me proporcionar no máximo 20mil reais em fim de carreira. Há meses que ganho bem mais no setor privado: atuo com professor – não empregado, participo dos ganhos ou tenho uma boa hora aula quando não entro no a rateio dos ganhos. Tenho percebido o seguinte: pra quem é empreendedor e tem profissionalismo de formação(Administrador, Engenheiro, Médico, Advogado etc) ao ponto de poder “impor”(fazer com que dependam de vc porque vc é bom), dá pra ganhar um bom dinheiro na iniciativa privada(minha visão é de um profissional liberal).A Administração pública em grandes órgãos evoluiu bastante e o modelo gerencial de Administração Pública é bem interessante,mas há, sim,ainda, certa dose de monotonia também. Se vc tem uma boa educação financeira, fazer investimento e conquistar a independência financeira, ser servidor público de um bom cargo ou ter uma profissão na iniciativa privada é indiferente. A grande questão é trabalharmos para conquista da estabilidade financeira(viver de juros/dividendos/aluguéis etc) . Sendo assim, vou continuar ralando nas duas iniciativas até um ponto de optar: Ficar em casa conçando o saco, ou ir prestar algum serviço na iniciativa privada (como Professor ou Advogado – ou ambos) ou continuar no serviço público…mas sem depender necessariamente, porque a estabilidade, nos modos acima expostos, já foi alcançada.

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  22. Respeito a opinião expressa, mas para mim foi a melhor coisa que ja me aconteceu na vida profissional, ser servidor tem as suas desvantagens que para mim sao muito pequenas, comparando com as vantagens de ser servidor publico federal. A qualidade de vida que me é oferecida é sensasional… P.S.: Eu duvido que a iniciativa privada pague o meu vencimento a alguem da minha formação (ensino médio, me graduando ainda…) e de a mesma qualidade de vida… na boa trabalhar 06 horas diarias e bom demais…

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  23. Achei legal o post e respeito a opinião, mas discordo completamente. Essa é a opinião de quem não é e nem nunca foi funcionário público. E algumas comparações são exageradas. Claro que um alto empresário ganha muito mais. Mas quantos altos empresários existem e quantos funcionários públicos existem? É muito mais fácil ser funcionário público, e com certeza não temos as preocupações que um alto empresário tem. Outra coisa, nem todos os funcionários públicos são estatutários, então sobre não receber FGTS e ter 3 anos de estágio probatório não é para todos. No meu caso sou funcionário público de estatal, tenho FGTS, tenho plano de aposentadoria complementar dentre todos os outros benefícios. Sou regido pela CLT e tenho toda a minha estabilidade ao mesmo tempo, e é assim em todas as estatais, desde Petrobras até Caixa Econômica e banco do Brasil e outras menores também. Ter passado em concurso público foi a melhor coisa que fiz. Tenho o meu assegurado, posso dormir em paz toda noite sabendo que não vai faltar nada para mim e minha família. Ganho muito mais que em empresa privada, desde o menor cargo de uma estatal com os benefícios já ganha mais do que qualquer piso de engenheiro. O salário é o que menos conta, meus benefícios quadriplicam o salário. Então na maior parte desse post está com informações pendentes de serem avaliadas, não sendo passível decidir ser ou não funcionário público somente por essas informações. Sou funcionário público e aconselho a serem, há sim plano de carreiras. Mas tudo tem que ser levado em consideração! Abraços!

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    • Show concordo contigo. O setor privado ta uma merda! Eu to nele. Mas prestes a sair, passei numa estatal, regida pela CLT como voce falou e com estabilidade que voce falou e quando for nomeada eu te juro que soltarei um foguete por todas humilhacoes que passei aqui.

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  24. Você poderia, por favor, revelar a fonte do seu comentário de que o maior gasto do Brasil é com despesas salariais? Por que segundo consta no orçamento brasileiro de 2014 quase 50% do total arrecadado foi para pagar juros da dívida pública. Obrigado.

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  25. Na boa o cara aí não está falando mentira a respeito de vários aspectos,mas pergunta se alguém me ajudou enquanto estava desempregado? Ou se alguém foi me oferecer um cursinho técnico enquanto eu estava desempregado?sou funcionário da esfera pública não tenho expectativa de crescimento dentro da empresa e nem vejo incentivo para isso por parte dela,mas fora do mercado de trabalho vi muito menos expectativa de vida,as pessoas são boas em julgar em condenar mas em ajudar de verdade Pfff!!!!

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  26. A minha vida toda trabalhei em empresa privada e como gerente nos últimos 5 anos. Na minha opinião trabalho privado é assim: dentro de cada empresa existem grupos como se fossem partidos políticos, cada um com um líder. Então os partidos competem para promover o seu líder e colher os benefícios que o líder promovido irá proporcionar ao chegar em cargos mais e mais altos tais como: proteção, direito a conhecer as estratégias da empresa, vantagens financeiras (aumento salarial, carro, budget para viagens e almoços, etc). O problema de tudo é a forma como esta competição ocorre. Estes líderes de partidos, geralmente diretores são quase sempre pessoas que tem menos consideração com o próximo e mais “talento” para fazer funcionários da oposição calarem-se, o que ocorre das mais diversas formas, por exemplo: usando o seu poder da posição, enaltecendo o erro dos funcionários da oposição e minimizando o valor dos acertos, solicitando trabalhos exaustivos que ocupam muito tempo e que não terão nenhum valor de reconhecimento, interrompendo diretamente o raciocínio quando falam. Esta formas são tratada em um livro chamado “jogos políticos nas empresas”. A lista do que é feito nestas competições é muito grande e o que posso dizer é que para criar ou se livrar das armadilhas é preciso investir cada vez mais tempo e preocupação, muitas vezes acordando durante a madrugada. Isto é sim assédio moral, mas a arte de tudo é fazer de modo que não fique carcterizado o rastro do assédio e assim estarem livres do risco de processo judiciais. Esta situação é característica do setor privado e quem persegue acha que se não o fizer, outro fará tudo isso com ele próprio e quem é perseguido sonha que a situação acabe.

    É verdade que há épocas que isso não ocorre, mas eu estou convencido que em algum momento da vida, todo profissional de carreira privada passará por esta situação, seja porque mudou de emprego seja porque ganhou chefes novos que querem mudar tudo, sempre com o objetivo de atingir o poder, criar aliados e sumir com os opositores. O que acima foi chamado de “politicagem”, está certo, mas na minha opinião trata-se de uma batalha moral sangrenta que pode encurtar muito a vida de uma pessoa, causar câncer, a pessoa fica acabada durante estas disputas.

    Penso agora em estudar para concurso, sei que o trabalho será sim monótono, mas vou ter a lembrança dos dias da tal competição e assim me inspirar em ter um trabalho paralelo se eu quiser, hobbies, ter uma vida.

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    • Falou tudo, é o que passo, e tambem vou me lembrar desse sofrimento par ame inspirar quando estiver la no setor publico.

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    • Isso aí é a mais pura verdade. Quem passa por isso sonha que um dia acabe. Ou pisa ou é pisado, um verdadeiro horror tenho que dizer. Eu não aguento mais. To vazando.

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    • Muita gente acha que funcionário público ganha bem e trabalha pouco. Mas é bem o contrário. Trabalha muito e ganha pouco para exercer o que lhe é cobrado.
      Sou funcionária pública municipal e no meu setor trabalham atualmente 4 pessoas fazendo o serviço de 8 ou mais. A cobrança de resultados também é grande e panelinhas, competição e assédio moral também existe e não é pouco. Carteiradas e benefíciamento político sabemos que tem também.
      Trabalhei 10 anos na iniciativa privada e durante esse tempo trabalhei em empresas dos mais diversos tipos e setores, algumas boas, com chefes motivadores, apaziguador de conflitos, equipamentos bons e modernos, e também trabalhei em locais insalubres, com equipamentos quebrados, cadeiras tortas, com chefes autoritarios e egoístas, maus gestores e criadores de conflitos com cobranças insanas e já vi muitos colegas puxando o tapete só outro visando uma promoção ou mesmo um melhor tratamento por parte do chefe, ou até puxando o saco para aprender bastante e conhecer os pontos fracos pensando em no futuro tomar o lugar do mesmo.
      No setor público trabalhei 06 meses na área da educação e agora no RH da Prefeitura faz 2 anos. Ambos cargos de nível fundamental ( tenho formação em nível superior)
      Fazemos serviços complexos, serviços que em empresa privada provavelmente nos seria exigido nível superior, mas recebemos vencimento de nível fundamental. Acumulamos funções que não são nossas sem receber a mais por isso. A cobrança é a quantidade de serviço por pessoa é absurda. O treinamento é no dia a dia, com erros e acertos e ajuda dos colegas de trabalho. Competição existe muita: Quem faz o trabalho mais rápido, quem merece mais elogio, visando sempre um cargo de chefia. O ambiente de trabalho é realmente antiquado com relação a equipamentos, manutenção falha e demorada e até constante falta de água para beber e papel ou tinta de impressora, são coisas constantes, mas nada que já não tenha visto ou passado em muitas empresas privadas antes. Na verdade nada disso para mim é novidade.
      Já vi muito servidor tomar posse no concurso e desistir nos primeiros dias ao ver a dificuldade do serviço. E muitos se afastam por estresse, depressão, acidente de trabalho ou doença provocadas por ele, como L.E.R. ou problemas de coluna , etc.
      Porém, na atual crise econômica. Agradeço todos os dias por não precisar perder o meu sono com medo de ficar desempregada. Pois já passamos por isso com o meu marido em 2014, quando a empresa que ele trabalhava a 15 anos, naquele momento em cargo de chefia e ganhando um salario razoalvel, fechou uma filial, mandando mais de 50 funcionarios embora de uma vez e ele, como muitos dos seus colegas, demoraram muitos meses para conseguir um novo emprego, tendo na maior parte dos casos, como ele, terem que fazer outros curaos e mudarem de profissao para voltar a ter alguma chance no mercado de trabalho e começar novamente de baixo.
      Ainda estamos em processo de recuperação financeira ainda com um longo caminho a percorrer para votar a dormir tranquilos, mas pelo menos o meu salário está garantido todos o meses e isso na troço por nada.

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      • Pois eu trabalho no serviço público, sozinha no meu setor e ganho mal. Sem falar da monotonia, depressão, etc…

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    • Não se iluda,acontece o mesmo no servico público!

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  27. Depois que fiz faculdade, varios cursos tecnicos e outros, voltei a optar por concursos publicos com certeza, empresas privadas enchem o bolso e é raro as que pagam mais de R$ 1500 pros coitados dos funcionarios, sem falar que na primeira crise que dá mandam todos pra rua

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    • Concordo. Eu ainda estou na faculdade, mas pretendo estudar para concurso. Desculpe a opinião dos outros, mas conseguir emprego na iniciativa privada depende de uma coisa: “QI”. E não é o QI de ser inteligente ou ter um currículo diversificado, mas sim ter indicação de alguém. E para aqueles que são desinformados vai uma coisa: concurso público não existe isso se você passar dentro da quantidade de vagas o Estado é obrigado a convocar – se não convocar enseja reclamação no Judiciário. O que acontece é que muitos tentam e não passam e ficam inventando várias desculpas.

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  28. ótimos aspectos foram lembrados no seu artigo!
    Eu conheço alguns poucos funcionários públicos e alguns ex-funcionários públicos. Eu noto que basicamente DEPENDE DO EU ESTILO e da sua personalidade.
    Eu, por exemplo, morreria de tédio na primeira semana, mas isso pq eu quero sempre fazer coisas novas. Mas conheço gente que está felicíssima de não ter que fazer nada novo, de seguir sempre a rotina.
    Também conheci professores péssimos que tinham uma preguiça monumental, e pareciam estar acostumados a apenas bater cartão, não produziam nada, e ainda faziam as contas de quantos anos faltavam para se aposentarem! Um pouco causa da baixa qualidade do ensino público hoje.

    Uma médica que conheço me contou que entrou 8 vezes em concursos públicos e desistiu meses depois, porque ela não conseguia melhorar nem desenvolver suas ideias.
    Então… depende mesmo da pessoa.
    (mas obviamente o funcionário público deveria ter mais pressão sobre a qualidade de seu trabalho, sua eficiência, já que ele está sendo pago por todos nós).

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    • eu quis dizer SEU ESTILO

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    • Art. 237. Poderão ser instituídos, no âmbito dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, os seguintes incentivos funcionais, além daqueles já previstos nos respectivos planos de carreira:

      I – prêmios pela apresentação de idéias, inventos ou trabalhos que favoreçam o aumento de produtividade e a redução dos custos operacionais;

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  29. Então…,

    Acredito que a escolha pode, sim, levar em consideração o texto postado. São poucos os casos que conheço de pessoas realizadas no serviço público. Via de regra, são pessoas que buscam essa tal estabilidade. Após ingressarem no serviço público (salvo quando isso ocorre em cargos como de analista legislativo ou consultor, e ainda, para os cargos que costumo chamar de vocacionais: juízes, procuradores, etc) caem na frustração e as reclamações são constantes, além da estagnação.
    Penso que se você não tem uma paixão louca por alguma atividade, o concurso pode ser uma boa opção. Para os que têm essa paixão e pouca idade, sugiro mergulhares de cabeça (e com cabeça) nessa busca de felicidade profissional e financeira (que podem andar juntinhas, sem problema). Ainda assim, há casos em que se pode conciliar o serviço público com as paixões, e fazer renda nas duas frentes. A proposta é ser ousado, arrojado, persistente, seja lá onde for, sabendo que, no serviço público o limite de voo é previsto; no empreendedorismo, o céu é o limite.
    Boa sorte!

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  30. A resposta mais adequada para essa pergunta é aquela que nos fará feliz em todas as instâncias. Tudo depende de “quem você é”, de “onde quer chegar” e do “que estar disposto a fazer” para chegar até lá… Na minha opinião, o profissional que optar por seguir carreira na iniciativa privada depois de graduado tem, em média, de 15 a 20 anos para “dar o máximo de si” antes de tornar-se “obsoleto” para o mercado de trabalho. É um absurdo, mas infelizmente é o que acontece no nosso país. Via de regra, a partir dos 40 anos esse profissional tem mais dificuldade em manter seu emprego ou encontrar um se estiver desempregado. Esse último, então, sofre por ser considerado “velho”, “viciado” ou simplesmente “caro” demais pela maioria das empresas. Portanto, se você optar por trilhar o caminho da iniciativa privada, saiba desde já que, se você não se tornar um gerente até os seus 40 anos de idade ou um diretor até os seus 50, é muito provável que isso não aconteça depois. Não é uma regra, pois é claro que existem exceções… Tenha ciência de que para chegar lá vai ser preciso “dar o sangue”, o que significa, normalmente, abrir mão de sua qualidade de vida e de estar com a sua família, mudar de emprego algumas vezes, ser político (saber fazer política, o que não é o mesmo que ser puxa saco), etc… No meio deste caminho, se for possível, construa algum patrimônio. O serviço público tem o atrativo da estabilidade emprego, mas é a estabilidade financeira que realmente importa. Com ela, não faz diferença se você trabalha na iniciativa pública ou privada. Agora, se essa não é a sua “praia” ou se você achar que a relação custo/benefício não vale a pena, tente o serviço público. Nele seguramente você encontrará um ambiente de trabalho mais “light”, com todos os benefícios inerentes à atividade de servidor/funcionário público. Porém, se você for do tipo “jovem inquieto” saiba que as chances de frustração são grandes no médio e longo prazos. Hoje em dia, os melhores concursos públicos são tão concorridos que a aprovação tornou-se privilégio de algumas “mentes brilhantes” que dedicam integralmente anos de suas vidas ao estudo, focados no tão almejado cargo. Caso não tivessem optado pelo setor público, essas mentes privilegiadas poderiam se tornar grandes líderes dentro de alguma empresa, ou empresários de sucesso, inovadores em suas áreas de atuação. Nunca saberemos… Quanto ao dinheiro, é claro que é importante. Mas não o mais importante. Normalmente, depois de abastecidas suas necessidades básicas e de sua família (moradia, alimentação, saúde, lazer, estudo) importa pouco se você ganha R$5.000 ou R$ 50.000 por mês de salário. Não fará diferença significativa na sua vida. A não ser, claro, que “qualidade de vida” para você seja viajar para a Europa todo ano…

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  31. E uma questao cultural. No Brasil alem dos salarios iniciais (pense em quem esta saindo da Faculdade e nao num profissional senior) no setor publicos serem mais altos que na iniciativa privada (acho errado, funcionarios publicos ja tem estabilidade, portanto os salarios deveriam ser menores), nos brasileiros temos uma cultura estatista e pouco afeita ao risco, diferentemente dos americanos que sao competitivos, individualistas e propensos a ter doutrina contra o Estado (especialmente os Republicanos). Ha tambem questoes praticas, de ambiente. Os EUA nao tem a burocracia e nem a carga tributaria que o Brasil tem e isso faz muita diferenca.
    Tudo isso junto faz com que nao tenhamos o caldo de cultura necessario para criar uma mentalidade empreendedora. As proprias familias brasileiras criam seus filhos de uma forma incompativel com empreendedorismo.
    Os proprios pais mandam os filhos de vinte e poucos anos prestarem concurso publico. Os jovens no Brasil so saem da casa dos pais para casar, via de regra. Os jovens americanos saem de casa qdo terminam o colegial, seja para a faculdade, seja para se aventurar na vida.
    Os proprios exemplos ficam deturpados por aqui. Jovens americanos podem admirar o Steve Jobs ou os caras do Google sem problemas. Quem os jovens brasileiros vao admirar como empreendedores? Os donos de empreiteira corruptos presos na operacao Lava Jato? Ou os sonegadores da Zelotes?

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  32. Ta certo… tudo na vida tem seus pros e contras… nada é 100 por cento Rosas… emprego em empresa privada tambem não é cem por cento garantido, mesmo você sendo dono de seu próprio negócio, não quer dizer que não vai ter prejuízos, e assim por diante… ou seja não sabemos o percurso de cada um para querer tentar ou não tentar o concurso, fato é que é uma opção que deve ser respeitada.

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  33. Você diz isso por que é empresário, experimenta trabalhar em callcenter, atrás de um balcão de uma padaria, pilotando uma moto pra fazer entrega pra esses empresários, depois me diz se vale a pena ou não passar em um concurso público.

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    • Olá Edson,
      Já trabalhei em Call Center, e já fui operário de linha de produção. Acho que vale a pena passar em concurso sim, mas não serve para todos.

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  34. Se existissem apenas vantagens no setor público TODOS buscariam o setor público;
    SE existissem apenas vantagens no setor privado TODOS buscariam o setor privado;
    Cada um busca o que é melhor para si.
    Sou servidos público a 8 anos e estou muito bem obrigado, mas isso não me impede de fazer um concurso para outro órgão.

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    • Exato. A verdade é que milhares de pessoas estão querendo ingressar no setor publico e não conseguem uma classificação dentro das vagas aí depois vem chorar as pitanga e dizer que setor publico nao presta. Tipo o autor do post . Será que ele é um dos grandes empresários que relatou no texto ganhando acima do piso máximo de um servidor publico? Será? Kkkk Com certeza não. Então ignora ta gente!

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  35. Tenho 43 anos e após 20 anos de iniciativa privada resolvi caminhar para o serviço público. Eduardo você foi muito feliz em seu comentário; Neste estágio da vida precisamos trabalhar pra viver e não viver para trabalhar.

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  36. Sou mil vezes trabalhar de funcionário publico do que em empresa privada….
    Empresa privada: ter um monte de baba ovo do chefe no seu pé se achando no direito de mandar e desmandar em você e no que você faz, aguentar também o gerente que “pensa” que é o dono da empresa e se acha o filho do patrão por babar no ovo dele 24 horas por dia, tolerar um monte de falsidade tudo por causa das pessoas serem olho gordo e sempre, mais sempre quererem mais dinheiro, e procuram meios mais “fáceis” de se conseguir ele, e por conta disso são dispostas a fazer qualquer coisa pra ganhar a atenção do chefe e ir feliz pra casa todo sorridente com um tapinha nas costas e um “Bom Trabalho”, fora ter que aturar (depende da empresa, mais a maioria eh a mesma coisa) o grande “Boss” o cara que não tem respeito algum com NINGUÉM, faz o que quer e como quer, investe em te sugar o máximo e no final de tudo, você não é absolutamente nada pra ele, você é meramente substituível, digo essas palavras pois me encontro em uma empresa desse porte, já vi inúmeras pessoas sendo mandadas embora pelo simples fato de terem olhado para o patrão e ele não estar em um ótimo dia, e detalhe, mandadas embora não, o patrão simplesmente chega no funcionário e fala “pode pegar as suas coisas e ir embora, vá procurar os seus direitos na justiça” ou seja, o ex-funcionário tem que ir atras de meios legais para conseguir resolver seu problema, claro que ele recebera os direitos dele pois isso não existe mais quando? daqui uns 3 anos mais ou menos, vi amigos meus sendo tradados assim, pessoas de bem, que tem família para sustentar, acha certo isso? Acho ridículo pessoas que pensam que carregam jesus cristo na barriga, e pensar que podem tratar as pessoas como bem entendem só porque tem dinheiro.
    Por isso, parabenizo e invejo quem é funcionário publico, e meu sonho á curto prazo é ser mais um, como dito, trabalho para viver, e só de pensar em trabalhar em um lugar sem ninguém com essas qualificações ao meu redor, para mim já é lucro, pelo tanto que já passei em diversas empresas, sei que tem pessoas que vão contra a minha opinião, más não é todo mundo que tem condições de pagar uma faculdade, ou um curso técnico, tendem a trabalhar em funções que não exijam tantas qualificações extra curriculares igual vi certas pessoas falando que ganham seus 20 mil por mês, queria eu ter só 300 reais LIVRES para poder gastar comigo, meu filho e minha mulher, pensem e avaliem bem, não querendo generalizar, mais sendo funcionário publico, não passarei por metade de tudo isso.

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    • Nossa Rafael, você falou tudo cara. É exatamente assim o setor privado, exatamente assim.. uma merda e pior ainda quando há na empresa os parentes do chefe, ahhh aí que a porca torce o rabo, é um tal de competição, de querer mandar e aparecer que so Deus viu. E o tal gerente que se acha o dono da empresa? Ahaha é bem assim mesmo! Uma coisa horrorosa e absurda. Assédio moral, baixos salários, algo terrível.

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  37. Já foi se o tempo que o objetivo mais que principal, era a estabilidade e o conforto. O pessoal hoje em dia tenta um concurso, porque as oportunidades de emprego aqui fora não chegam até elas. Agora os mais radicais, vão dizer que não consegue o emprego porque falta capacitação. Mas me diga quantas vezes você viu uma vaga olhou para o seu currículo e é tudo compatível, menos aquele (*), que exigia experiencia no setor?

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    • Falou tudo, graduação não ta valendo de nada, e estamos na era do desemprego, exigem experiência que não temos. Contratam so pelo QI. Concurso já não é mais uma escolha, mas quase que a única opção.

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  38. Infelizmente hoje no setor privado o funcionário é descartável e eu já estava cansado dessa situação, isso além de ganhar pouco, trabalhar muito, e só ouvir cobranças nas reuniões dos funcionários com a chefia. Hoje sou funcionário público e não penso nem um pouco em voltar para o setor privado.

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  39. Hj tenho 23 anos e sou funcionário público há dois, mas já trabalhei durante cinco anos na iniciativa privada. No setor privado entrei como aprendiz e passei por alguns recrutamentos internos até cair na área de qualidade, me identifiquei com muitos comentários e penso no sofrimento que já passei na área privada. Ter que estudar em ônibus de empresa, escutar grosseria de alguns chefes coitados, pressão por produção no trabalho, estar a mercê de ser cortado a qualquer hora dependendo da situação da empresa ( quando eu saí a empresa estava em uma crise e 40% do setor de qualidade onde trabalhava foi demitido e como era novato minha cabeça rolou) entre outros. Por esses motivos hj agradeço, não sou hipócrita e digo que não é o meu ideal de trabalho mas ao chegar em casa esqueço tudo e posso fazer o que quiser sem qualquer nível de stress, sem falar que pra ganhar o que eu ganho hj, em nível médio, na empresa que trabalhava teria de ser no mínimo supervisor.
    Estou terminando minha graduação e contínuo estudando pra concurso e logo estarei num cargo de nível superior porque a verdade é que acho muito mais fácil esse caminho pra quem está iniciando. Não vou precisar passar por todo o tormento, aturar chefes, falsidade no trabalho, stress do trabalho e muito mais, para ter o salário digno. Vou construir meu patrimônio ao mesmo tempo que, no menor tempo possível, trabalhar em paralelo no setor privado, sendo que agora não como pelego de grandes empresas, mas sim como autônomo, pegando aquilo que eu achar conveniente e necessário (no início) para trabalhar.

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    • Imagina hoje em 2016, estamos em meio a uma crise, e o setor privado ta uma merda e com isso quero dizer que, as pessoas estão sendo demitidas, nao importa a formação ou competencia e as panelinhas ou apadrinhados estão permanecendo no melhores cargos, a famosa puxação de tapete que voce falou cresceu 100% eu mesma. Passei por uma situação em que uma “colega” de trabalho chegou ao extremo de deletar meu serviço para me queimar com o chefe. Outra situação comum: sô cresce na carreira quem é filho do chefe, parente do chefe, irmão do chefe, verdadeiro nepotismo. O que você relatou piorou e piorou muito. Hj o sonho de 80% de meus amigos é passar em um concurso e outros 20% querem ir embora do pais. E a inveja que voce citou existe de forma extremamente horrorosa no setor privado. TA IGUAL Abel e Caim, se o chefe te elogia na frente dos colegas entao, pode preparar, vao armar até voce ser demitido.

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  40. Olá pessoal, é interessante que depois de quase três anos o texto ainda gera um debate bacana. Desde que escrevi o texto, já abri uma outra empresa, inclusive convidei o Walmar – fundador do mude.nu, que passou no concurso do Senado de primeira – para conhecer nosso trabalho…

    Dentro do contexto atual de crise, que muitos citaram, fiquei desanimado em ver que não tivemos nenhum comentário de alguém que queria prestar concurso para melhorar a situação das instituições ou da sociedade.

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    • sinceramente se você quer melhorar as instituições ou a sociedade você tem que protestar e lutar pelos seus direitos,alem disso pesquisar em quem esta votando etc…Ate pq se tu passa no concurso você vai estar muito abaixo de qualquer politico que assina um papel e muda todas as leis.Quanto ao bom atendimento no estudo das leis ja esta escrito que todo funcionário publico deve ser eficiente e cortes e colocar a satisfação do cliente sempre a frente do serviço interno, se você ve alguo errado você tem a obrigação de denunciar simples assim…

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    • Boa noite, André.
      Acho válido e nobre da sua parte desejar que servidor público queira trabalhar. Mas é complicado dizer fazer concurso é para você melhorar situação das instituições ou da sociedade. Isso é um dever que deve brotar de todo mundo, e não apenas do setor público. Muitas pessoas relataram aqui que se sentem desmotivadas em trabalhar em empresa pública porque tudo acontece devagar. E não é uma pessoa sozinha quem vai mudar isso. Aliás. Também já disseram aqui que trabalhar em empresa privada não é facil: muitas vezes o chefe é ruim, não reconhece seu trabalho, só te pede mais coisa, não te paga por isso, e nem sempre a sua competência te faz ficar na empresa (usaram até um termo engraçado: alisar o corrimão do sucesso, ou alo parecido). O trabalhador tem que honrar o dinheiro que ganha. É complicado você querer servir à sociedade sem ter que escolher em que tipo de empresa vai trabalhar, quando você sabe que seu salário não é justo, que podem te botar na rua amanhã por algo que você nem saber que fez, e você ainda pensar em escolher um emprego pensando em servir à sociedade. Olha, minha mãe é servidora pública. Ela deixou de voltar pra casa pra almoçar durante toda minha infância, trouxe trabalho pra casa, nunca viajou comigo… Mas o trabalho dela nunca foi valorizado por ninguém do próprio trabalho. No fim das contas, me perdoe pela colocação, eu tenho que trabalhar bem por consciência pessoal, mas eu preciso do dinheiro para poder pagar as contas no fim do mês. E eu vejo que é f**a você trabalhar em uma empresa privada onde ser proativo é ótimo… Pro chefe! Porque nem sempre o seu trabalho é reconhecido (por melhor que você seja). Menos ainda: nem sempre seu trabalho extra é remunerado (porque ser proativo virou parte da rotina do trabalhador, a gente ganha aquilo, mas precisa trabalhar aquilo+x). No fim das contas, sai ganhando aquele que alisa o corrimão do sucesso (como já falaram aqui), que nem sempre é o mais competente. Infelizmente, o trabalho suado aqui no país não é valorizado. Imposto pra montar empresa é caro, a gente não sabe ser eficiente, acho que existem várias coisas que se justificam. Mas, no geral, o país vai andando… Me perdoe se está confuso, passei 2 horas refazendo o texto, e eu vou publicar esse sem reler. Ele é mais um desabafo mesmo…

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  41. Pra quem não tem nada na vida, em um mercado que pede experiencia e indicação para tudo, com salários baixíssimos e a unica saída! e por isso que vou começar estudar para um, melhor do que fazer outra faculdade atoa, não quero passar a vida toda tendo os piores empregos…

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    • detalhe, estou a dois anos desempregada, cansada dessa situação, não tenho disponibilidade de horário devido a faculdade, e concordo com a colega de cima concurso acaba sendo a unica opção!

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  42. Pra mim que sou servidor aqui no DF valeu a pena. Não me arrependo nem um pouco de ter largado um emprego CLT em que trabalhava 44 h semanais e ganhava 3x menos. Quem está com seu cargo público que segure , pq se ta ruim pra gente pra quem está no setor privado ta pior ainda.

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  43. Sou funcionaria do setor privado e acho que se algum Func. Publico reclama é de barriga cheia. Tanto as empresas privadas nacionais quanto as Multinacionais não valorizam. Tlz se vc entrar via Trainee, tem grandes chances de subir de carreira e quem sabe virar Executivo. Os requisitos para o Trainee sao tantos q somente um jovem de classe abastada consegue a vaga, pois pede-se td de graduação primeira linha até intercambio/fora a faixa etária de 18 aos 25 anos. Depressivo quem tem ficar é o assalariado, aquele que recebe o minimo, que por mais que junte dinheiro não consegue ter sua casa própria, carro, pagar escola boa para os filhos e outros, cedo ou tarde pode ser dispensado pq o país ta em crise, pq as vendas caíram, pq tá “velho”(na iniciativa privada vc é velho aos 40, por mais competente q seja) ou pq está defasado (c relação aos recém-formados e pessoas q tem tempo/dinheiro para fazer algum curso especifico ou d idiomas, se atualizar). Sei que existem chefes bons, mas é um numero baixo.
    Sem contar o estresse no proprio ambiente, do chefe que pressiona, dos puxa-sacos , dos q puxam seu tapete quando menos esperar. A empresa te suga ao máximo e quando cansar dispensa. Tem algo pior que isso? so piora se vc tiver família p sustentar. Agora quando não é o assalariado, é o Executivo e para ser um é difícil, visto que as exigências para tal cargo sao absurdas. O Executivo passa maior parte do tempo viajando, sofrendo pressão e não sabe nem desfrutar do salario+família. Basta ver a quantidade de casos de executivos solitários e deprimidos. E mesmo assim há pessoas que gostam desse estilo de vida, pois vivem muito bem. Ja tive muito ilusão por melhorias no setor privado, mas no BR, não vale a pena. Tlz valha a pena, para as grandes coorporaçoes privadas envolvidas c corrupção, q faça contratos milionários com o governo, políticos e etc.

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  44. A defasagem salarial realmente acontece p/ a maioria dos funcionários públicos. A maior parte dos problemas do setor publico é causado pela corrupção, que estamos vendo ao vivo na tv e nos jornais.

    A vantagem do concurso público é que ele não te discrimina, quem tirou a maior nota garante a vaga, é um critério límpido e transparente (meritocracia) e poder trabalhar de seg a sex em horário fixo.

    No setor privado pesa muito é a idade, formação, aparência e experiência, contatos “networking” e outros fatores subjetivos do contratante, além de ficar sabendo o salário só na entrevista ( dificilmente saberá pq não foi contratado, ).

    A desvantagem é muitas vezes trabalhar com o que não gosta é um mito, pq existem centenas de concursos públicos de todos os gostos e salários, dá p/ trabalhar na sua área de formação, a não ser que tenha feito algum curso como moda, cinema, astronomia aí fica mais complicado.

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  45. Post fantástico!! Fui funcionária pública há 3 anos, mas eu pedi exoneração,porque nada funciona, sistemas precários, RH praticamente inexistente!! É sinceramente jamais voltaria a prestar concurso público… Essa vida de “estabilidade” não é produtiva, ficará preso no tempo! Além disso, salários que vez por outra são congelados! 10000000 de vezes a iniciativa privada.

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  46. Legal o debate. Mas essa discussão, no fundo, pra mim, é inócua. Tu pode te dar bem sendo autônomo, empregado privado ou público, ou mesmo empresário. Depende da cabeça, da formação, da situação econômica em que se encontra… Mas o seguinte: na situação crítica que o País atualmente se encontra… ter uma renda certa mensal e garantida, é algo a levar em conta em se decidir pelo serviço público. Abração a todos!

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  47. Eu sou filha de funcionários públicos. Meu pai se formou depois dos 30 anos no ensino médio e só conseguiu cuidar da família decentemente por conta do serviço dele.
    Nunca vi meus pais estressados, nem chegando em casa muito tarde. Mas os vi trabalhando muito.
    Eu, em cinco anos de trabalho, vi meu salário subir de 500 pra 2000. Já trabalhei das 7 as 23 horas, seis dias da semana. Eu sou obrigada a fazer várias coisas de graça e já sofri um baita assédio moral no meu último emprego. Sem falar no tédio que eu sinto todos os dias.
    Decidi estudar para concursos e não quero, nunca mais, trabalhar em nenhum tipo de empresa privada.

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  48. Estudei tanto para ser servidora pública justamente pelo conforto e estabilidade, mas eu esqueci de uma coisa: a vocação! Estou trabalhando ha um ano e já estou cansada, deprimida. Nem eu me conhecia! A rotina, o tédio, a burocracia, me incomodam demais! Nem ligo mais para dinheiro… Tenho certeza que minha passagem no serviço público será passageira… Estou refletindo sobre o quê me faz feliz e não é o dinheiro! Que surpresa! Descobri que não se deve abandonar os velhos sonhos, aqueles da infância… Eu sempre quis ser dona de um negócio próprio, trabalhar num lugar belo, ter autonomia, liberdade, criatividade… Quando criança, queria trabalhar com moda… E agora estou no meio de um monte de papéis e planilhas de Excel… Com certeza, aqui não é o meu lugar. Meu pai morreu de Alzheimer… Sei justamente o caminho da infelicidade.

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    • Nossa, me identifiquei de novo com o seu comentário! sou servidora pública federal e o meu trabalho é extremamente desgastante! Já venho sofrendo assédio moral há cerca de 03 anos… é uma situação muito ruim.
      Eu também sempre quis trabalhar com Moda, desde muito pequena já desenhava croquis e queria ter uma loja de roupas. Hoje estou com 25 anos e esse ramo ainda me atrai muito. Fico horas e horas lendo sobre moda, acessando blogs, assistindo programas de TV sobre o assunto e nunca me canso. É realmente uma vocação… Mas por ser de origem humilde, acabei escolhendo cursar Direito na universidade, por que imaginei que me abriria muitas portas, o que de fato aconteceu, tendo em vista que passei para o MP, mas a insatisfação é muito grande…. não sei se é uma escolha inteligente sair do serviço público e perseguir a minha real vocação…

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  49. É minha meta, Robson. Sou servidora pública e não aguento mais a burocracia, o tédio, a depressão… Descobri que só o dinheiro não basta. Vale mais a liberdade, a satisfação. Ser rico não é importante.

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  50. Partindo do princípio que o homem nasceu para trabalho (quando digo homem incluo mulher também ) temos que trabalhar para a nossa sobrevivência , quer seja na iniciativa privada, publica ou sendo autônomo. Vi aqui neste debate vários comentários, realmente com muita sabedoria a qual com certeza me acrescentaram novos pensamentos.Tenho 43 anos e trabalho no setor privado a 20 anos.Neste momento estou a 15 anos na mesma empresa uma Multinacional Francesa na Área de Engenharia. Com esta crise política mais de 60 pessoas já foram demitidas e com este número podendo aumentar, e tenho que lidar com a insegurança a cada dia com o risco de ficar desempregado em um mercado totalmente paralisado. Sem contar te que lidar com a concorrência interna, gestores que visam só resultados dentre outra coisas que foram citadas aqui no setor privado. Por este motivos penso em não trabalhar mais no setor privado e trabalhar por conta própria ou no setor público. Mas cada é cada um. Na vedade penso que satisfação completa não teremos em nenhum setor, cabe a cada um saber lidar com as adversidades.

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  51. Não importa se você quer serviço publico ou privado todos eles tem seus desafios, inclusive antes de conseguir o que se almeja. No concurso você tem que estudar muito, porque é concorrido, no caso das empresas privadas você precisa ter um currículo impecável ou um contato dentro da empresa. Enfim, a pessoa que tem que escolher o que ela realmente gosta e como se vê daqui alguns anos.

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  52. Eu sou um dos vocacionados, tendo como alvo a carreira de Delegado de Polícia. Também já pensei na carreira de Promotor de Justiça, sendo que em ambas as carreiras posso trabalhar com a persecução penal, defendendo os interesses da sociedade contra o aumento crescente da criminalidade.

    Eu prefiro a carreira de Delegado, por suas atribuições mais práticas, com mais ação do que a carreira de Promotor, em que pese a carreira de Promotor ter melhores subsídios.

    Eu sou servidor público federal de nível superior, mas não me interesso muito pelas atribuições do meu cargo. Atualmente curso Direito, e como meu serviço é relativamente tranquilo, tenho algum tempo para estudar e grana para investir.

    Tenho 27 anos, solteiro e penso em alcançar uma das carreiras supracitadas até os 32, pois só vou terminar o curso de Direito com quase 29.

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  53. Olá,

    Amigos, estudei 5 anos aproximadamente de forma intensa, para me formar em uma universidade federal em um curso de estatística, é uma profissão que sobram vagas na iniciativa privada normalmente, mas com essa crise, poucas vagas surgem, quando surgem, geralmente pra profissionais mais experientes, sou formado a pouco tempo, trabalhei 6 meses em uma empresa na iniciativa privada, mas sofri tanto assédio moral e trabalhei tão exaustivamente que começei até a ficar doente, quando mecheu com minha saúde, resolvi sair. Atualmente passei em um concurso pra agente fazendário em Niterói, passei dentro do cadastro de reserva, com essa crise não sei se serei chamado, o salário é 1934 reais, com tudo embutido, no meu primeiro emprego na iniciativa privada eu ganhava 3000 reais. Fico muito confuso, estava estudando há um ano mais ou menos pra concursos, agora ta uma época péssima pra concurso, poucos concursos estão abrindo e quando abrem, só chamam o número de vagas praticamente e quem já fez concurso, sabe que tem que suar e muito pra passar dentro do número de vagas, privilégio de poucos. Eu gostaria de ser servidor público na minha profissão, mas as vagas são raríssimas de existir, quando abre, uma ou duas com poucas exceções.
    Gostaria da opinião de vocês, o que vocês acham, devo continuar estudando pra ser servidor, mesmo que seja um cargo de nível médio, ou faço uma MBA, com o objetivo de ficar atraente pra iniciativa privada e continuar a trabalhar jornadas exorbitantes??????

    Desde já, muito obrigado.
    Att,
    Estatístico.

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  54. Comentários muito proveitosos, só me fizeram ter mais certeza de continuar na área dos concursos, pois trabalho não é para gostar. Eu queria saber qual a posição social e atual situação profissional do autor deste post.

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  55. Ninguém consegue enxergar o poder que tem nas mãos os que trabalham para o setor público para ajudar a resolver os problemas graves do Brasil, que convenhamos, acho que a grande maioria já percebeu que o maior problema do Brasil é o PRÓPRIO GOVERNO, que dominado pelos movimentos progressistas/revolucionários e social-democratas internacionalistas a longo de décadas, causou toda esta devastação que vivemos hoje e que ainda esta por vir.

    Antes de escolhermos, devemos levar em conta sobre o que é o governo e se trabalhando para ele, teremos autonomia para frear os absurdos de que ele faz na sociedade. Porque, uma vez lá dentro você é obrigado para baixar a cabeça para o chefe, que dependendo do caso, é alguém alienado que obedece a um político que esta ativamente trabalho para o mal do Brasil.

    Então, se você é um funcionário público ou um empregado terceirizado de uma empresa aliada ao governo, pense primeiramente na questão moral, pois é este o maior problema do Brasil, e foque na idéia de que se todos os brasileiros de bem abandonassem o governo e as instituições aliadas com o mesmo objetivo do governo, como é que eles continuariam com sua agenda de dominação e destruição do Brasil?

    O importante é entender que é preciso substituir gradativamente seu atual emprego por um negócio próprio ou migrar para a iniciativa privada, ao mesmo tempo fazendo uma campanha para que todos abandonem também seus cargos públicos e funções nas empresas aliadas ideologicamente ao governo para por um fim definitivo no abismo irreversível que esta sendo criado.

    Chega de pensar apenas em termos de conforto e salário, como se vivêssemos em uma bolha de sabão, somos brasileiros e como nação devemos criar algum mecanismo de autopreservação, que da forma que propus aqui, é muito simples, basta trocar gradativamente de emprego para defasar completamente os mecanismos de ação do governo sobre a sociedade.

    É uma pena ver pessoas boas tendo que trabalhar para o governo, sem ter a ideia da burrada em que se meteu.

    Somos idiotas úteis trabalhando para nossa própria destruição a troco de míseros salários.

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  56. Que riqueza de comentários! inteligentes, sinceros. Ri com alguns. Outros me fizeram refletir mais do que já tenho refletido. Tenho a experiência de ter trabalhado em órgãos públicos (concursada) e órgãos privados. Sou advogada e no momento estou querendo parar de pular de galho em galho e seguir minha vocação.
    Acho que temos uma tendência a, ao escolher um caminho, achar que aquele é o certo e o único. E alguém que contradiga isso, meio que desafia nossas convicções ou até mesmo abala as estruturas…rs
    É assim com várias coisas na vida. Casar ou não casar, ter filhos ou não ter, estudar isso ou aquilo. Que profissão seguir.
    Mas o principal é avaliar quem somos e o que queremos de verdade. Sem essas respostas, ficamos perdidos. Como fiquei até pouco tempo.
    Mas pode acontecer que mesmo com essas respostas, uma pessoa de repente não possa refazer seu caminho, sair do serviço público, entrar no serviço público, virar autônomo, professor, mudar de profissão, fazer outra faculdade totalmente diferente, mudar de país, de vida…
    Descobri que as escolhas que fizemos lá atrás podem definir muito do que faremos e continuemos a fazer. E isso tem a ver com compromissos que temos ou que não queremos mais ter (casamento, filhos, responsabilidade, etc).
    A gente julga as escolhas dos outros baseados no nosso referencial. E mais: a gente valoriza muita coisa com base no referencial dos outros.
    Aí fica tudo uma grande confusão.
    Eu já me martirizei muito por não ter encontrado “o cargo dos meus sonhos”, mas toda essa minha trajetória me trouxe experiência.
    Se eu fosse escolher de novo, teria escolhido ser escritora, jornalista, cantora, artista, e até estudar Filosofia….
    Escolhi o Direito por estabilidade e hoje questiono tudo isso.
    Então, não dá para generalizar. Há pessoas que estão presas às escolhas que fizeram, seja pelo dinheiro, seja pelas convicções, seja pelas responsabilidades que assumiu.
    E há pessoas que estão presas justamente pela liberdade de escolha…rs (é o meu caso).
    Mas daí vem a necessidade de se conhecer e saber a real motivação da escolha x, y ou z. E é isso que estou buscando. Ou seja, acho que estou em plena crise existencial…rs

    E, pensando bem, embora os comentários tenham sido muito inteligentes, só reforçaram o quanto tudo é relativo.

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    • Julia, o seu comentário reflete exatamente o que sinto. Também sou advogada, e também sofro da síndrome da “angústia da liberdade”. Podemos fazer o que quisermos, mas para tudo há um preço a se pagar (tempo, dinheiro, renúncias, etc…).
      Acho que a grande pergunta pode ser “qual o preço queremos pagar para alcançar um determinado objetivo”?
      Percebo que algumas coisas realmente não são possíveis, mas atualmente vejo que a instituições governentais e muitas empresas (que são feitas de pessoas) ainda não entenderam a “modernidade líquida”.
      Eu acredito que precisamos pensar além de questão da carreira. Reflito hoje sobre o legado que quero deixar, e a experiência que realmente quero ter nessa vida.
      Ser concursada é uma meta devido ao fato de estar cansada do estresse que a iniciativa privada nos faz passar. Perdemos muito tempo e saúde em coisas que não agregam, apesar de pagarem o nosso salário.
      A pergunta também pode ser: do que eu preciso afinal? Muito dinheiro? Status social? Viagens? Carros? Casa de.luxo?
      Pode ser que não precisemos de muitos bens materiais. Mas a sociedade hipócrita te faz acreditar que vc precisa. Então passamos a viver num ciclo de trabalho e consumo.
      Não digo que devamos ser irresponsáveis e sair pelo mundo curtinho a vida. Mas será que precisamos de tantas coisas?
      Acho que hoje a tecnologia nos proporcionou muita informação e conhecimento. Talvez esse seja o maior bem que possamos ter. Além do tempo, que logo poderá substituir o dinheiro.
      Enfim, veja como estou confusa…Hahaha
      Resumindo, atualmente penso se devo dispor de tempo de vida para um concurso federal que me garantirá um salário maior do que ganho hoje, mas estagnado ou continuar na iniciativa privada cansada, inovando e melhorando sempre, mas sem rumo certo?

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  57. Já tentei vários concursos públicos (só fui aprovado em um deles, mas vi que não compensava ter tanto esforço pra ganhar algo que está aquém do que mereço), e hoje dei adeus às tentativas de fazer qualquer outro concurso. Ser funcionário público não tem futuro, deixou de ser opção pra mim. No final das contas, os funcionários públicos se esfalfam sabendo que jamais ganharão aquilo com que sempre sonharam.
    Também já procurei emprego e vi que está dificílimo arranjar emprego no Brasil atualmente. E o que se paga nos empregos é uma mixaria, mesmo pra um solteirão como eu. Até um piolho se envergonharia. Desisti também de procurar empregos.
    Estou lutando pra construir uma carreira musical, e sei que conseguirei. Sou um bom compositor e meu trabalho é sério. Aos 42 anos, abandonei todos meus projetos anteriores (que só diziam respeito a trabalhar pra enriquecer outras pessoas), e só quero me dedicar à música, que é o meu verdadeiro dote. O resto que se dane. Creio no meu potencial, e os contatos que tenho conseguido nesses últimos tempos também creem em mim. Imagina se vou deixar de investir na minha carreira musical pra investir em estudos com concursos públicos e gastos com apostilas sempre desatualizadas e com inscrições de concursos cada vez mais caras? Eu mereço muito mais do que isso, e todos merecem, se conseguirem detectar qual o seu verdadeiro dom, qual o verdadeiro sonho de sua vida, e lutar até o fim por ele, independente do que as pessoas ao redor digam!
    Infelizmente, as pessoas ao nosso redor só pensam que teremos futuro se formos empregados de alguém! Pra piorar, não existe uma escola ou universidade (ao menos aqui no Brasil) que nos oriente no sentido de sermos empreendedores! Nosso sistema educacional só quer nos orientar no sentido de que fiquemos conformados em ser capachos de alguém que é empreendedor, em vez de nos ensinar como sermos empreendedores!
    Minha gente, busquem seus sonhos! Estou com 42 anos, e minha ficha a respeito disso só caiu agora no início deste ano, e é só desde o início deste ano que resolvi pensar em investir nos meus empreendimentos pessoais, em vez de me tornar um mero empregado ou funcionário público, e já estou sentindo uma diferença substancial e tendo um respeito próprio que nunca tive antes, e sentindo um respeito por parte das outras pessoas como nunca senti antes! Isso porque faz só sete meses que comecei a ser empreendedor! Imagina como estarei daqui a sete anos!
    Não dei ouvidos às pessoas que me disseram que seria tarde pra mim começar outra coisa aos 42 anos. Na verdade, lamento por essas pessoas, pois vejo que elas se encontram na mesma rotina marasmo de antes, e eu estou me sentindo mais animado que nunca! Não é tarde aos 42 anos, nem aos 60, nem aos 80! Nunca é tarde pra buscar nossos verdadeiros sonhos, nossos verdadeiros dons!
    Só que, pra buscarmos nossos verdadeiros sonhos, temos que nos desfazer da mentalidade coitadista de empregados, e assumir a postura otimista e corajosa de empreendedores!
    Empregados desistem, empreendedores persistem! Empregados tentam desviar obstáculos, empreendedores contornam todos eles! Empregados enxergam problemas, empreendedores enxergam desafios e soluções para eles! Empregados buscam comodidade, empreendedores buscam seus sonhos!
    Pensem nisso, e tentem esquecer essa mixórdia de empregos e concursos públicos, pois eles nunca farão vocês saberem até onde podem chegar!
    EM VEZ DE PENSAREM NO QUE DEVERÃO ESTUDAR PARA O PRÓXIMO CONCURSO QUE VAI HAVER DAQUI A DOIS OU TRÊS MESES, QUE TAL PENSAREM NAQUILO QUE VOCÊS REALMENTE SABEM FAZER, NAQUILO QUE É SEU SONHO DE INFÂNCIA OU DE JUVENTUDE, NAQUILO QUE É SEU VERDADEIRO DOM OU TALENTO, E QUE TAL INVESTIR NISSO?
    SUA FELICIDADE E, CONSEQUENTEMENTE, SUA SAÚDE AGRADECERÃO DEPOIS!

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    • Excelente. Me identifiquei em certos pontos com o seu comentário. Também sou solteiro, mas um pouco mais jovem. Tenho 27, solteiro e sem planos de formar família. Quando criança sempre sonhei em ser piloto de avião. Pensava que era só um sonho de criança, mas o tempo foi passando, e até hoje durmo e sonho que estou pilotando um avião. Acho que não vou sossegar, nem ser feliz enquanto não fizer isto. Já comprei livros de meteorologia, teoria de voo e motores, leio tudo o que eu acho sobre o assunto, e aprendi inglês sendo autodidata.
      Mas tem um problema: é muito caro para tirar um brevê de piloto profissional. Aulas teóricas para piloto privado, depois aulas práticas caras pra caramba, taxas, exames. Depois o mesmo para piloto comercial, só que mais caro ainda. No fim custa mais de 100 mil pratas a formação toda. E se quiser ser piloto de linhas aéreas, aí o cara tem que ser milionário.
      Foi quando coloquei na cabeça, que se quisesse realizar o sonho em um curto (ou médio) prazo, teria que passar em um concurso, pra ter uma grana razoável garantida todo mês, e ir pagando o curso aos poucos. Se o emprego for chato pra caramba, é um preço a pagar por alguns anos. Eu coloco um wallpaper de um avião no computador, e faço o trabalho com empenho, porque o povo que paga imposto merece um serviço público bem feito.
      Estou concluindo a faculdade, e veio a aprovação no concurso. Começo mês que vem. Salário de 4 mil e 500 reais, líquidos, mais ou menos. Mas com a vida que eu levo, mil e quinhentos dá e sobra, com aluguel e tudo. O resto vai para pagar o brevê. Não me importo em andar a pé, nem em quase não gastar com festas, me conformo em tomar uma cerveja no fim de semana.
      E aí, se estiver pilotando.. aí rapaz, não me importo se ganhar só para comer. Se no começo tiver que levar faixas de publicidade na praia, levo, se tiver que pulverizar lavouras, tá valendo, se tiver que lavar avião em aeroclube, lavo. O negócio é ver tudo lá de cima, afinal só que voa entende porque os pássaros cantam hehe.

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  58. Um dia conversando com amigo questionei a qualidade de nossos serviços públicos e comparei com o de alguns países europeus . Ele me disse que o segredo é a dedicação do servidor público . Quanto mais dedicado e imbuído do espírito de “servir ao público” , melhor será a qualidade do serviço ( isso é obvio quando o empregador no caso os governos, levam a sério a prestação do serviço ) , vejo hoje muita cobrança por melhores salários . Mas mesmo dentro do serviço público nacional existem distorções , algumas categorias trabalham muito e tem péssimas condições de trabalho e a carreira desvalorizada. Já outras fazem parte de uma elite funcional dentro do serviço público . A questão é quando uma pessoa resolve ser um “servidor público” deve ter em mente que seu trabalho será destinado a toda população . Quando ouço a frase “farei prova para qualquer concurso o negócio é entrar ” , noto que a qualidade em servir fica em último plano , nada cai do céu . Se um país consegue prestar um serviço público eficiente é sinal que seus servidores estão cumprindo a missão . E sejamos sinceros apesar de sabermos que os governantes pouco se dedicam a melhora dos serviços oferecidos , por outro lado sabemos também, que temos servidores que pouco esforçam com a qualidade do trabalho . Em suma se você quer servir ao público através da carreira no funcionalismo e não apenas um emprego “estável” lembre-se que o desenvolvimento do país passa-rá pelo seu trabalho .

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  59. Olá!
    Estudo para concurso há 1 ano e 8 meses. A principio, entrei em um cursinho presencial, foram 14 meses para terminar um curso de 21 matérias para um concurso federal. Sofri assédio dos colegas de sala e do professor de Auditoria, acho que foi por chegar cedo e por nunca ter faltado, ter todos os meus cadernos organizados, não sei. O curso foi mediocre, apostilas ruins, professores que não ensinam tudo para vender outros cursos adicionais de questões. Hoje estudo em um coaching que também não passa o conhecimento da forma apropriada.

    Estive na iniciativa privada por 20 anos, sofri assédio moral, sexual, nunca contei o que aconteceu comigo para ninguém, sofri calada, mas consegui comprar o meu apartamento, pelo menos. Hoje com quase 40 anos, quero tentar o setor publico, pelo visto o caminho será arduo, mas um dia eu chego lá.

    Foi bom ler os comentários da Cindy, do Samuel, do Estatistico…
    Continuarei estudando!
    Um abraço!

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    • Sofia, seu relato foi ainda mais encorajador para mim, que tenho 25 anos e penso em mergulhar de cabeça nos concursos. Resolvi seguir esse caminho porque não quero chegar em certa idade e me arrepender de não ter lutado por uma vida melhor para mim. Espero que você consiga atingir seu objetivo e deixar esse passado pra lá! Boa sorte, bons estudos. Caso queira algumas dicas, meu e-mail é gp.pierin@gmail.com ,!

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  60. Quem está se esforçando para passar em concursos deve ter em mente se é isso mesmo que quer. O trabalho, com raras exceções, é burocrático e chato.
    Eu, por exemplo, estou há três anos abrindo processos, fechando processos, encerrando processos, dando saída em processos, dando entrada em processos, juntando documentação em processos… Ter estabilidade e um salário melhor é bom, mas isso não é tudo na vida.

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  61. Ao meu ver, depende de perfil. Atualmente, trabalho no setor privado, com salário perto de 4 salários-mínimos. Tenho 30 anos e estou conciliando meu emprego com os estudos para prestar concurso no próximo ano. Estou certa disso, pois creio que o setor público me proporcionará estabilidade e melhores condições financeiras para almejar meus objetivos. Espero que não demore muito para eu conseguir isso. Lógico que pensar somente na remuneração não é o suficiente, mas também levar em consideração o cargo em si e suas atribuições, como prestar atendimento ao público com qualidade. Enfim, optar pelo setor celetista ou cargo público vai de cada um, é claro. É necessário pôr na balança aquilo que pesa mais e refletir naquilo que quer para si, pensando no futuro e nos projetos de vida etc. Vale frisar, no entanto, que ambos os setores há prós e contras, indubitavelmente.

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  62. Ops! Corrigindo: *setor privado.

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  63. O problema do concurso público é o fato de ser eterno. Deveria haver um prazo para poder ficar na Adm Publica. Pessoas que entraram numa época fácil, hoje acumulam muitos benefícios de direito adquirido, um absurdo na realidade. Também queria ter a oportunidade de disputar essas vagas, mas não existe competição. Posso ser o cara mais “fod@0” que, ainda sim, não posso pegar o lugar de quem está lá por mais inconpetente que seja o funcionário. Chamo isso de Janela de Oportunidade. Surgiu ela para uma geração que se apropriou totalmente dessa chance, mas não existe mais para outra. Se a oportunidade do cargo fosse por um período de tempo, haveria muitas chances para todas as gerações, e quem fosse bom iria passar de novo no mesmo concurso ou em outros, já que haveriam muitas provas em diferentes poderes e orgãos. Imagine só trocar 20 % ou 10% do funcionalismo todo ano, os defasados iriam sair e os novos que acabaram de sair da faculdade entrariam em massa com novos pesamentos. Muitos irão dizer que isso é um absurdo, mas não pensam na sociedade como um todo. E também não conseguem nem cogitar o valor social e econômico de seu trabalho. Concurso público também é uma das poucas formas do pobre melhorar de vida e retirar as Janelas de Oportunidade de sua geração é um tremenda injustiça. Antes que falem qualquer coisa, sou concursado também e minha opinião exposta também me “prejudicaria”.

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    • Me desculpe pelos erros de ortografia (principalmente do incompetente acima), sou formado em exatas uhauhau.

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  64. Sou Funcionário Público Aposentado, fiz meu Concurso há 38 anos (na época, eram provas tremendamente difíceis) e fui otimamente classificado. Estou tranquilo com meu salário que é muito bom.
    Trabalhei, estudei, me atualizei e sempre fui ficha limpa.
    Este texto é de quem NUNCA passou em Concurso Público.

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  65. A princípio estranhei o título, mas ao ler o texto e alguns comentários tornou-se interessante, até que alguém ao comentar se utilizou de uma expressão obscena (palavrão). Então, o nível do assunto e da reflexão ficou à altura da arrogância. Por favor, responsável pelo blog, sugiro o filtro desse tipo de comentário, que não valoriza em nada o direito de expressão e nem contribuí para o nível dos seus textos e dos demais leitores que comentaram de forma respeitosa, humilde e inteligente. Obrigado.

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  66. Antes concursado com algo garantido do que nada . . . Melhor opção: Concurso Público!

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