A Caderneta de Poupança é, disparada, a forma de investimento mais popular do Brasil. Mesmo tendo em 2010 um pífio rendimento de 6,90%, abaixo até mesmo da inflação! Como se explica isso?

O sucesso da Poupança no Brasil deve-se a dois fatores: simplicidade e cultura, esta advinda dos tempos da inflação.

A Caderneta de Poupança é, de longe, a maneira mais fácil de investir seu dinheiro. Não há burocracia, o rendimento é mensal, não há Imposto de Renda (para pessoas físicas), não existe limite mínimo de investimento e não há risco de perda para montantes inferiores a R$ 60 mil (ou qualquer valor, se a Poupança for na Caixa Econômica Federal).

Só que tanta facilidade tem seu preço. Os rendimentos costumam ser muito baixos, algumas vezes (como ocorreu em 2010) o investidor na verdade está perdendo dinheiro (no sentido de poder de compra) nas aplicações feitas na Poupança.

O objetivo da Poupança é levantar dinheiro que será usado em financiamento de imóveis. Ela funciona como uma parceria entre os bancos públicos e particulares com o Banco Central. Todos os bancos do país seguem as mesmas regras para a poupança, incluindo os rendimentos equivalentes à TR (Taxa Referencial) mais 0,5% de juros ao mês.

Mesmo com esse baixo desempenho, no ano de 2010, a poupança teve captação de R$ 38,681 bilhões, com crescimento de 27,2% frente a 2009. O volume do ano passado foi o maior da poupança desde 1995 primeiro ano de vigência do Plano Real, quando tem início a série do Banco Central.

Para quem busca independência financeira, a aplicação em Caderneta de Poupança é a forma mais lenta e às vezes até contraproducente. Se for utilizá-la, lembre-se de pelo menos nunca sacar o dinheiro antes da “data de aniversário” da poupança no mês. Se fizer isso, perderá todo o rendimento acumulado até então.

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