É engraçado como inventamos problemas para nós mesmos quando estamos receosos de fazer alguma coisa. Desde que comecei a ler sobre budismo, por volta de 2008, sempre dizia que precisava ir a um centro budista se quisesse levar a prática a sério.

Mas sempre inventava um problema.

É muito cedo. É muito tarde. Não tenho a almofada. A almofada que tenho é do zen e o centro é tibetano. É longe. Não há onde estacionar. E se for um bando de místico porra louca? Está chovendo.

Cinco anos nessa enrolação e, há algumas semanas, finalmente fui presencialmente a uma prática de meditação no CEBB (Centro de Estudos Budistas Bodsatva) em Brasília.

No começo, minha cabeça geek acreditava que dava para aprender tudo pela internet. Há vídeos e textos em abundâncias. Há também uma pá de livros no mercado e já li vários.

Nada, no entanto, compara-se à experiência de realizar as práticas e ouvir os ensinamentos pessoalmente, de outras pessoas que já estão no caminho há mais tempo. Mesmo que seja exatamente o mesmo conteúdo que você vê nos livros, textos e vídeos, só o fato de você estar ali em contato com as outras pessoas já leva tudo a um outro nível.

Então, se você está neste desafio de Meditar e continua enrolando para levar a prática mais a sério, como eu estava fazendo, deixo apenas um conselho: vá lá e pronto. Sem pensar muito se é muito cedo, muito tarde, se está chovendo ou se não há onde estacionar. Simplesmente vá.

Onde encontrar um centro budista sério?

centro budista CEBB

Lama Padma Samten orientando a prática budista no CEBB (Foto: CEBB Imagens)

O excelente blog Sobre Budismo mantém uma lista de centros sérios de práticas budistas. Eles estão espalhados por todas as regiões do Brasil. Vá lá.

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Publicado por Walmar Andrade

Criador do Mude.nu, Walmar Andrade é bacharel em Comunicação Social, com extensão em jornalismo on-line (UFPE), MBA em Planejamento, Gestão e Marketing Digital (FECAP-SP) e Master en Comunicación Empresarial (INSA-Barcelona). Escreve sobre comunicação e marketing digital no blog Fator W.

3 Comentários

  1. Walmar, Seu conselho é valioso. Gratidão!

    Na minha jornada em busca de conseguir praticar a meditação também procurei me inserir num centro budista, pois achei que em coletividade seria mais fácil conseguir. Coincidentemente, foi o Centro de Estudos Budistas Bodisatva aqui de Natal que procurei, que também é orientado pelo Lama Padma Santem :) lá, além das práticas, também estudamos livros de autoria do Lama (“professor”, em tibetano). Receberemos uma visita do Lama próximo mês e estou feliz por isso.

    O interessante de se informar para o pessoal é que o budismo é agnóstico, ou seja: não afirma a existência tampouco a inexistência de qualquer divindade. O buda não é uma divindade a ser cultuada – é simplesmente um homem, que, segundo se acredita, atingiu a iluminação – o que todos nós também podemos alcançar, através das práticas. Então, tenha você que está lendo o artigo do Walmar já uma fé institucionalizada ou não, a prática budista não entrará em choque com ela, posto que é agnóstica. Na verdade, o Dalai Lama é um defensor do não sectarismo e do diálogo entre todos os povos, culturas e religiões. “…[Ele] sempre ressalta que sua intenção não é converter pessoas de outras religiões ao budismo, mas propor as ideias budistas para o bem-estar individual e redução das tensões sociais”(A Roda da Vida, do Lama Padma Santem, pag. 7)

    É isso! Abraços e boas práticas para todos nós.

    _/\_

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    • Oi Natália, tudo bem?

      Tenho muito interesse em conhecer melhor o budismo, e o interesse vem crescendo cada vez mais.

      Sofro de ansiedade EXTREMA e imagino que a prática de meditação e conhecimento do Budismo pode me ajudar a ser um ser humano melhor, em várias questões da vida.

      Pretendo ir pela primeira vez, porém como sou tímido e tenho um pouco de Fobia Social, vejo que é um pequeno obstáculo eu ir sem conhecer ninguém.

      Sem saber o que fazer, com medo de fazer algo que me deixe constrangido.

      O que eu preciso me preocupar para ir pela primeira vez?

      Sou daqui de Curitiba e até encontrei um centro, mas não sei o que fazer exatamente.

      Pode me ajudar?

      Responder
  2. […] dois anos, publiquei aqui sobre a minha primeira experiência em um centro budista. E como estou levando as coisas em um ritmo muito devagar, tive ontem a segunda experiência de […]

    Responder

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